Tem coisas que são melhores que chocolate suíço. Doce de leite é uma delas e comer a colheradas é como ir chegando devagarzinho no paraíso batendo delicadamente com os nós dos dedos na porta do nirvana. A língua estala enquanto o creme vai se acomodando na boca espalhando nuances doces e que eu tenha sentido ou saiba, o retrogosto é apenas de leite gordo e açúcar, varia na textura, varia na qualidade e na embalagem, mas acho que é só. Alguns vêm flavorizados de caramelo, baunilha e amêndoas, já vi até alguns com menta, não tive coragem de provar, achei um sacrilégio... Mas, para a tristeza dos fãs nem o leite condensado é mais como era antigamente... Acreditam que pode ser feito em casa? Não se assustem, não vou dar a receita que faria qualquer um ter uma hiperglicemia só de olhar a quantidade de açúcar que o bicho leva, além da mais de hora cozinhando no fogo lento... Doce de leite foi desde sempre o meu favorito, chocolate só quando o pânico é em língua estrangeira, aí a extravagância se justifica. Quando não, o doce de leite é o melhor remédio, mais do que água com açúcar que se não vai ao fogo para dar ponto fica a receita mais insossa que alguém pode tomar, enfim... Há gosto nesse mundo para tudo. Quando eu era pequena não tinha panela de pressão, então na hora de cozinhar o feijão, tirava-se o rótulo, lavava-se a lata e lá ia ela mergulhada na água escura e quando um ficava pronto o outro estava no ponto. A vontade era abrir ali mesmo a lata quente e virar tudo no prato, raspar rápido com a colher antes que as outras formigas da casa chegassem para roubar o prazer e a provável dor de barriga. Ruthinha me ilustre, essa lata colocada no feijão fez com nossa saúde o que talvez não valha nem a pena lembrar?
O leite condensado cozido na lata pode dar ao doce os pontos mais variados; o de calda para bolo e sorvete, o meio ponto de brigadeiro pra depois terminar misturado a chocolate em panela, o que evita que queime, ponto caramelo duro, ponto doce de leite consistente que fica excelente de recheio em macaroons, os casadinhos europeus sofisticados aos quais muitas vezes corantes de anilina comestível são acrescentados o que lhes dá um ar especial. A receita básica é com amêndoas, alguns substituem por pistaches. Mas num fim de semana preguiçoso posso no máximo me aventurar a fazer copinhos de brigadeiro de doce de leite. Bom apetit e bom feriado!
domingo, 14 de novembro de 2010
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Tropicália
Chega essa época do ano e o Rio mais do que nunca faz jus a sua tropicalidade.
O calor e as águas da chuva perfumam de mata atlântica cada esquina da cidade e o sol nas bancas de revista ilumina as jaqueiras urbanas que começam a se enfeitar.
O cheiro das mangueiras abarrotadas provoca suspiros desavisados nos pedestres que a olhos compridos admiram a distância no doce balanço a caminho do mar sem lenço e nem documento, mas quem precisa?
Meu cunhado quando veio ao Brasil pela primeira vez ficou abismado quando soube que muitos dos bananais no caminho de Santa Cruz eram fruto de floração espontânea e ele que tinha o maior trabalhão pra plantar e cuidar de bananas em solo israelense ficou quase indignado com tanta exuberância, mas de bananas já falamos, voltemos então as mangas e jacas.
Jacas não são frutos de mais ou menos ou ama-se ou odeia-se. Eu como filha de nordestinos, o que é apenas uma desculpa para tanto e não uma regra geral, adoro jaca!
Um dia fazendo experimentos na cozinha criei um caramelo que nem eu acreditei de tão bom ficou!Juro que nunca comi nada tão delicioso ainda mais acompanhado de camembert em pequenos canapés. Depois de comer uns quantos, num delírio glicêmico, pensei até em criar uma fabriqueta artesanal de caramelos tropicais, mas vamos as mangas que são um pouco mais unânimes, que tal um mango chutney tropical rápido e caseiro? Então mãos a obra!
Ingredientes:
2 kg de mangas maduras firmes descascadas
3 cls sopa de azeite
1 cl de chá de pimenta em flocos ou pimenta calabresa ralada
2 1/2 xc de cebola roxa
1/4 xc de gengibre ralado
1 xc de pimentão vermelho bem picado
150 ml de suco de abacaxi fresco
120 ml de late harvest (vinho branco doce)
1/2 xc de açúcar mascavo
1 1/2 cl de sopa de curry
*Sal kosher e pimenta branca ralados
1/2 xc de passas louras
Preparo:
Corte as mangas em cubos e reserve, salteie ligeiramente por alguns minutos os flocos de pimenta para dar sabor ao azeite e mexendo sempre adicione a cebola, o gengibre e o pimentão mexa por mais 1 ou 2 minutos. Acrescente a manga e refogue tudo por mais 2 ou 3 minutos. Misture em um recipiente o suco de abacaxi, late harvest, açúcar e o curry e adicione à mistura refogada, aqueça tudo em fogo brando por 30 minutos, sempre mexendo e finalize temperando com o sal e a pimenta ralados.
*O sal kosher não é iodado, o que é melhor para cozinhar já que o iodo deixa o sal de cozinha com um leve gosto de metal o que no caso do chutney comprometeria o sabor do produto final.
O calor e as águas da chuva perfumam de mata atlântica cada esquina da cidade e o sol nas bancas de revista ilumina as jaqueiras urbanas que começam a se enfeitar.
O cheiro das mangueiras abarrotadas provoca suspiros desavisados nos pedestres que a olhos compridos admiram a distância no doce balanço a caminho do mar sem lenço e nem documento, mas quem precisa?
Meu cunhado quando veio ao Brasil pela primeira vez ficou abismado quando soube que muitos dos bananais no caminho de Santa Cruz eram fruto de floração espontânea e ele que tinha o maior trabalhão pra plantar e cuidar de bananas em solo israelense ficou quase indignado com tanta exuberância, mas de bananas já falamos, voltemos então as mangas e jacas.
Jacas não são frutos de mais ou menos ou ama-se ou odeia-se. Eu como filha de nordestinos, o que é apenas uma desculpa para tanto e não uma regra geral, adoro jaca!
Um dia fazendo experimentos na cozinha criei um caramelo que nem eu acreditei de tão bom ficou!Juro que nunca comi nada tão delicioso ainda mais acompanhado de camembert em pequenos canapés. Depois de comer uns quantos, num delírio glicêmico, pensei até em criar uma fabriqueta artesanal de caramelos tropicais, mas vamos as mangas que são um pouco mais unânimes, que tal um mango chutney tropical rápido e caseiro? Então mãos a obra!
Ingredientes:
2 kg de mangas maduras firmes descascadas
3 cls sopa de azeite
1 cl de chá de pimenta em flocos ou pimenta calabresa ralada
2 1/2 xc de cebola roxa
1/4 xc de gengibre ralado
1 xc de pimentão vermelho bem picado
150 ml de suco de abacaxi fresco
120 ml de late harvest (vinho branco doce)
1/2 xc de açúcar mascavo
1 1/2 cl de sopa de curry
*Sal kosher e pimenta branca ralados
1/2 xc de passas louras
Preparo:
Corte as mangas em cubos e reserve, salteie ligeiramente por alguns minutos os flocos de pimenta para dar sabor ao azeite e mexendo sempre adicione a cebola, o gengibre e o pimentão mexa por mais 1 ou 2 minutos. Acrescente a manga e refogue tudo por mais 2 ou 3 minutos. Misture em um recipiente o suco de abacaxi, late harvest, açúcar e o curry e adicione à mistura refogada, aqueça tudo em fogo brando por 30 minutos, sempre mexendo e finalize temperando com o sal e a pimenta ralados.
*O sal kosher não é iodado, o que é melhor para cozinhar já que o iodo deixa o sal de cozinha com um leve gosto de metal o que no caso do chutney comprometeria o sabor do produto final.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Hoje é dia de sanduba!
Véspera de feriado ou feriado estendido para alguns e ninguém em casa, dia de sanduba, oba!
Às vezes as pessoas pensam que um chef come pratos elaborados todos os dias, mas a verdade é que maravilhas diárias perdem o encanto e um pouco de cotidiano é mais do que necessário e feliz ou infelizmente eu posso viver longas temporadas a pão e...vinho.
Ok , não vou ficar comendo queijo quente comum e corrente que até gosto muito, senão um sandubinha com gruyére e azeite de trufas acompanhado de salada de pepino japonês e tomate cereja orgânico com um molhinho de maracujá acrescido de mostarda dijon, mel de tâmaras, sal e pimentas ralados et...voilá! Hora de almoçar!
Tenho um hábito recorrente de passear por supermercados e lojas (razoavelmente chiques) para olhar novidades, e dei com o tomate uva docinho e...industrializado, que pena...deve ter muuuuuito agrotóxico apesar de gostoso, será que injetam açúcar?
Mais tarde descobri que a patente pertence a uma empresa de congelados, que sacrilégio!
Mas voltemos aos sandubas...
Alho bem fatiado refogado com azeite Casa Real, finas fatias de champignons variados (o sabor fica mais encorpado quando se reidrata uma mistura deles que vem em pequenos sacos e se incorpora aos frescos) e abobrinhas cortadas com descascador de batatas, quase transparentes, tudo isso recheando baguete preparada com muitos grãos e untada com chévre generosamente é claro e para acompanhar um singelo Carmen Carmenére 2009, que pecado!...
A ciabatta caseira pode vir assada com recheio de brie e blushed tomatoes que são tomates menos invasivos que os tomates secos tão avinagrados...Vinagre tem um ph que ofende o paladar e tenho certeza que o estômago também, é banido de minha cozinha, mesmo o balsâmico que não for adocicado, vinagre é vinho estragado, por Diós!...
Os pimentões vermelhos grelhados, com pesto de rúcula, lascas de peccorino e pistachio ralado recheiam grossas fatias de pão preto rústico caseiro que casam perfeitamente bem com o Casa Silva carmenére reserva 2008, é o caminho de céu com certeza!
Adoro vinho chileno e o carménere, desnecessário dizer, é o meu favorito.
A uva carmenére foi varrida da região do Médoc (Bordeaux) na década de 1860 por uma praga, o pulgão phyloxera, e já era dada como extinta quando em 1994 despontou no Chile, hoje seu único produtor com o único solo vinícola do mundo livre da praga que atacou a carmenére na França. A cepa chegou misturada a um lote de Merlot e por não se desenvolver como as outras foi submetida a pesquisas e teve confirmado seu ‘pedigree’.
Os franceses não voltaram a plantá-la por ser alvo fácil de uma praga que ataca os bagos jovens das parreiras.
Plantada no Vale de Colchagua a uva se adaptou esplendidamente ao solo chileno.
O carmenére é um vinho robusto e de cor intensa com sabores que vão do chocolate a amoras, com notas de baunilha e pimenta, acompanha bem os queijos e massas, aves e carnes e claro, sanduíches! Bom feriado!
Às vezes as pessoas pensam que um chef come pratos elaborados todos os dias, mas a verdade é que maravilhas diárias perdem o encanto e um pouco de cotidiano é mais do que necessário e feliz ou infelizmente eu posso viver longas temporadas a pão e...vinho.
Ok , não vou ficar comendo queijo quente comum e corrente que até gosto muito, senão um sandubinha com gruyére e azeite de trufas acompanhado de salada de pepino japonês e tomate cereja orgânico com um molhinho de maracujá acrescido de mostarda dijon, mel de tâmaras, sal e pimentas ralados et...voilá! Hora de almoçar!
Tenho um hábito recorrente de passear por supermercados e lojas (razoavelmente chiques) para olhar novidades, e dei com o tomate uva docinho e...industrializado, que pena...deve ter muuuuuito agrotóxico apesar de gostoso, será que injetam açúcar?
Mais tarde descobri que a patente pertence a uma empresa de congelados, que sacrilégio!
Mas voltemos aos sandubas...
Alho bem fatiado refogado com azeite Casa Real, finas fatias de champignons variados (o sabor fica mais encorpado quando se reidrata uma mistura deles que vem em pequenos sacos e se incorpora aos frescos) e abobrinhas cortadas com descascador de batatas, quase transparentes, tudo isso recheando baguete preparada com muitos grãos e untada com chévre generosamente é claro e para acompanhar um singelo Carmen Carmenére 2009, que pecado!...
A ciabatta caseira pode vir assada com recheio de brie e blushed tomatoes que são tomates menos invasivos que os tomates secos tão avinagrados...Vinagre tem um ph que ofende o paladar e tenho certeza que o estômago também, é banido de minha cozinha, mesmo o balsâmico que não for adocicado, vinagre é vinho estragado, por Diós!...
Os pimentões vermelhos grelhados, com pesto de rúcula, lascas de peccorino e pistachio ralado recheiam grossas fatias de pão preto rústico caseiro que casam perfeitamente bem com o Casa Silva carmenére reserva 2008, é o caminho de céu com certeza!
Adoro vinho chileno e o carménere, desnecessário dizer, é o meu favorito.
A uva carmenére foi varrida da região do Médoc (Bordeaux) na década de 1860 por uma praga, o pulgão phyloxera, e já era dada como extinta quando em 1994 despontou no Chile, hoje seu único produtor com o único solo vinícola do mundo livre da praga que atacou a carmenére na França. A cepa chegou misturada a um lote de Merlot e por não se desenvolver como as outras foi submetida a pesquisas e teve confirmado seu ‘pedigree’.
Os franceses não voltaram a plantá-la por ser alvo fácil de uma praga que ataca os bagos jovens das parreiras.
Plantada no Vale de Colchagua a uva se adaptou esplendidamente ao solo chileno.
O carmenére é um vinho robusto e de cor intensa com sabores que vão do chocolate a amoras, com notas de baunilha e pimenta, acompanha bem os queijos e massas, aves e carnes e claro, sanduíches! Bom feriado!
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Yo no creo em brujas pero por las dudas…
Os calabacines ou mini abóboras não são apenas uma delicatessen bonita de se ver, mas alimento super nutritivo também. Ricos em vitaminas A, B, C, além de potássio, cálcio, magnésio e ferro, contêm muita água, boa quantidade de fibras e pouquíssimas calorias.
Em geral muito doces e saborosos têm um sabor especial mesmo quando assados simplesmente com cravos espetados e sal grosso ou em receitas mais elaboradas.
O interessante é que fazem as vezes de um recipiente individual seja para entradas ou pratos principais, lindamente, ainda que não necessariamente precisem desempenhar apenas essa função; como a abóbora comum podem ser servidos quentes ou frios em receitas variadas, doces ou salgadas.
Há dezenas de maneiras de prepará-los e no fim desse mês podem fazer bonito sobre a mesa no dia de Haloween.
Para assar basta colocá-los em tabuleiro e levá-los a forno quente. Pode-se destampar ou não antes de assar e se não quiser perder a água basta fazer *papillotes de papel manteiga.
Como sugestão para o próximo domingo que tal usarmos o risoto de limão para rechear os calabacines assados, mas imprimirmos pequenas mudanças como tirar o suco e raspas de limão e trocar o vinho por cachaça de boa qualidade a qual tenham sido mergulhados uns quantos fios de açafrão? A carne da abóbora pode ser retirada cuidadosamente e virar um belo purê onde um pouco de azeite de trufas ou um pingo de manteiga misturado a uma pitada de curry sejam incorporados. Um ou outro pra não ficar um exagero de sabores... Algumas passas, lascas de amêndoas tostadas ou galhos de alecrim fresco... Deixe-se levar pela ocasião e dê seu toque especial. Um único conselho; experimente sempre sua receita antes de servir aos convidados porque muitas vezes ingredientes que parecem ter nascido um para o outro podem não casar tão bem como parece. Bom apetite!
*papillotes- Papillotes são saquinhos de papel manteiga enrolados como se fossem bombons e que são levados ao forno assando de maneira a manter aroma e suco dos alimentos durante sua preparação
Em geral muito doces e saborosos têm um sabor especial mesmo quando assados simplesmente com cravos espetados e sal grosso ou em receitas mais elaboradas.
O interessante é que fazem as vezes de um recipiente individual seja para entradas ou pratos principais, lindamente, ainda que não necessariamente precisem desempenhar apenas essa função; como a abóbora comum podem ser servidos quentes ou frios em receitas variadas, doces ou salgadas.
Há dezenas de maneiras de prepará-los e no fim desse mês podem fazer bonito sobre a mesa no dia de Haloween.
Para assar basta colocá-los em tabuleiro e levá-los a forno quente. Pode-se destampar ou não antes de assar e se não quiser perder a água basta fazer *papillotes de papel manteiga.
Como sugestão para o próximo domingo que tal usarmos o risoto de limão para rechear os calabacines assados, mas imprimirmos pequenas mudanças como tirar o suco e raspas de limão e trocar o vinho por cachaça de boa qualidade a qual tenham sido mergulhados uns quantos fios de açafrão? A carne da abóbora pode ser retirada cuidadosamente e virar um belo purê onde um pouco de azeite de trufas ou um pingo de manteiga misturado a uma pitada de curry sejam incorporados. Um ou outro pra não ficar um exagero de sabores... Algumas passas, lascas de amêndoas tostadas ou galhos de alecrim fresco... Deixe-se levar pela ocasião e dê seu toque especial. Um único conselho; experimente sempre sua receita antes de servir aos convidados porque muitas vezes ingredientes que parecem ter nascido um para o outro podem não casar tão bem como parece. Bom apetite!
*papillotes- Papillotes são saquinhos de papel manteiga enrolados como se fossem bombons e que são levados ao forno assando de maneira a manter aroma e suco dos alimentos durante sua preparação
domingo, 24 de outubro de 2010
hoje é o dia internacional das massas
O ARTIGO RELATIVO A ESSAS RECEITAS ESTÁ NO BLOG http://inagracindo.blogspot.com
Terrine de chévre
É importante procurar fazer a terrine com queijo de cabra orgânico porque não só o gosto faz a diferença como a conservação também, o sabor final é sempre mais fresco e leve. Nas feiras orgânicas do rio é possível encontrar e encomendar do Capril De Ville (www.caprildeville.com.br)
Ingredientes:
2 ½ xc de chévre (queijo de cabra cremoso)
¼ xc de creme de leite gelado e dessorado
1 cl de sobremesa de Agar dissolvida em ½ xc de água
Raspas de1/2 limão siciliano
Dissolvido o Agar leve ao fogo brando, apagando assim que começar a ferver, deixe esfriar antes de misturar ao chévre e creme de leite. Unte com óleo vegetal pequenos ramekins ( pequeno pote de cerâmica refratária usada para a preparação e o serviço de vários pratos ou guarnições), preencha com a terrine e leve a gelar por 2 horas aproximadamente. Em prato de sobremesa desenforme a terrine e salpiqueas raspas de limão por cima, abra o leque de peras na lateral da terrine e guarneça com alguns galhinhos de mini agrião.
Cantuccini caseiro
Os cantuccini são biscotti ou traduzido ao pé da letra:cozido duas vezes.
Ingredientes:
1½ xc de farinha de trigo
½ xc da farinha de farinha de amêndoas (basta processar amêndoas inteiras sem casca)
¾ xc de açúcar
1 pitada de sal
1 xc de amêndoas peladas fatiadas
2 cl de chá de extrato de amêndoas ou baunilha
2 ovos
Preparo:
Junte os ingredientes secos, adicione os ovos e misture tudo muito bem. Como se fosse formatar pão, enfarinhe uma superfície e as mãos (a massa é um pouco mole) e faça 2 pequenas bisnagas. Leve ao forno médio/quente (180º /200º ) sobre silpat (tapetinho de silicone para assar biscoitos) ou forma untada e forrada de papel manteiga por 20 minutos. Depois de assadas as bisnagas vão dobrar de tamanho e devem estar firmes ao toque. Deixe esfriar e corte em fatias diagonais, arrume em tabuleiro e retorne ao forno até começarem a tostar10/15 minutos, deixe esfriar antes de servir.
Terrine de chévre
É importante procurar fazer a terrine com queijo de cabra orgânico porque não só o gosto faz a diferença como a conservação também, o sabor final é sempre mais fresco e leve. Nas feiras orgânicas do rio é possível encontrar e encomendar do Capril De Ville (www.caprildeville.com.br)
Ingredientes:
2 ½ xc de chévre (queijo de cabra cremoso)
¼ xc de creme de leite gelado e dessorado
1 cl de sobremesa de Agar dissolvida em ½ xc de água
Raspas de1/2 limão siciliano
Dissolvido o Agar leve ao fogo brando, apagando assim que começar a ferver, deixe esfriar antes de misturar ao chévre e creme de leite. Unte com óleo vegetal pequenos ramekins ( pequeno pote de cerâmica refratária usada para a preparação e o serviço de vários pratos ou guarnições), preencha com a terrine e leve a gelar por 2 horas aproximadamente. Em prato de sobremesa desenforme a terrine e salpiqueas raspas de limão por cima, abra o leque de peras na lateral da terrine e guarneça com alguns galhinhos de mini agrião.
Cantuccini caseiro
Os cantuccini são biscotti ou traduzido ao pé da letra:cozido duas vezes.
Ingredientes:
1½ xc de farinha de trigo
½ xc da farinha de farinha de amêndoas (basta processar amêndoas inteiras sem casca)
¾ xc de açúcar
1 pitada de sal
1 xc de amêndoas peladas fatiadas
2 cl de chá de extrato de amêndoas ou baunilha
2 ovos
Preparo:
Junte os ingredientes secos, adicione os ovos e misture tudo muito bem. Como se fosse formatar pão, enfarinhe uma superfície e as mãos (a massa é um pouco mole) e faça 2 pequenas bisnagas. Leve ao forno médio/quente (180º /200º ) sobre silpat (tapetinho de silicone para assar biscoitos) ou forma untada e forrada de papel manteiga por 20 minutos. Depois de assadas as bisnagas vão dobrar de tamanho e devem estar firmes ao toque. Deixe esfriar e corte em fatias diagonais, arrume em tabuleiro e retorne ao forno até começarem a tostar10/15 minutos, deixe esfriar antes de servir.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Terrine de boursin caseiro com cebola desfiada em caramelo de laranja
Terrine de boursin caseiro com cebola desfiada em caramelo de laranja
Ingredientes:
2 ½ xc de queijo tipo boursin cremoso (encontre nas postagens mais antigas do blog)
½ xc de coalhada seca ou creme de leite gelado e dessorado
1 cl de sobremesa de Agar dissolvida em água
2 cebolas finamente cortadas
1cl de sopa de manteiga
½ copo de suco de laranja
1 ½ cl de sobremesa de açúcar mascavo
1pitada de cravo em pó
1 avocado
Suco e raspas de1/2 limão siciliano
Pimenta do reino em grão
Azeite trufado
Preparo da terrine:
Dissolva o Agar em ½ xc de água filtrada e leve ao fogo, apagando assim que começar a ferver, deixe esfriar antes de misturar ao boursin e a coalhada (ou creme de leite). Unte com óleo vegetal uma forma comprida de pão e despeje aí a mistura, levando a gelar por 3 ou 4 horas antes de servir.
Preparo das cebolas:
Dissolva o açúcar e a canela no suco de laranja e reserve Refogue a cebola na manteiga, em fogo brando até começar a dourar, então comece a regar a mistura aos poucos com o suco de laranja. Assim que a cebola começara escurecer e ficar com aparência caramelada e com o líquido reduzido tire do fogo e deixe esfriar. Desenforme a terrine, e sirva fatiada. Guarneça com as cebolas e o avocado fatiado.
Avocado fatiado
Preparo:
Corte o avocado ao meio e descaroce, com faca muito afiada corte fatias ao longo do corpo da fruta (pode-se manter a casca) regue com o limão e salpique a casca, arranje na lateral da terrine, regue com um fio de azeite de trufas e rale sobre as fatias a pimenta do reino.
Agar- gelatina de origem vegetal ( algas)
Ingredientes:
2 ½ xc de queijo tipo boursin cremoso (encontre nas postagens mais antigas do blog)
½ xc de coalhada seca ou creme de leite gelado e dessorado
1 cl de sobremesa de Agar dissolvida em água
2 cebolas finamente cortadas
1cl de sopa de manteiga
½ copo de suco de laranja
1 ½ cl de sobremesa de açúcar mascavo
1pitada de cravo em pó
1 avocado
Suco e raspas de1/2 limão siciliano
Pimenta do reino em grão
Azeite trufado
Preparo da terrine:
Dissolva o Agar em ½ xc de água filtrada e leve ao fogo, apagando assim que começar a ferver, deixe esfriar antes de misturar ao boursin e a coalhada (ou creme de leite). Unte com óleo vegetal uma forma comprida de pão e despeje aí a mistura, levando a gelar por 3 ou 4 horas antes de servir.
Preparo das cebolas:
Dissolva o açúcar e a canela no suco de laranja e reserve Refogue a cebola na manteiga, em fogo brando até começar a dourar, então comece a regar a mistura aos poucos com o suco de laranja. Assim que a cebola começara escurecer e ficar com aparência caramelada e com o líquido reduzido tire do fogo e deixe esfriar. Desenforme a terrine, e sirva fatiada. Guarneça com as cebolas e o avocado fatiado.
Avocado fatiado
Preparo:
Corte o avocado ao meio e descaroce, com faca muito afiada corte fatias ao longo do corpo da fruta (pode-se manter a casca) regue com o limão e salpique a casca, arranje na lateral da terrine, regue com um fio de azeite de trufas e rale sobre as fatias a pimenta do reino.
Agar- gelatina de origem vegetal ( algas)
domingo, 17 de outubro de 2010
Vai almoçar em casa?
Por mais que não se queira e até se resista é impossível não cair na rede, virar peixe plugado navegando na net. Às vezes acho que não é só para encontrar quem perdemos, nem para encurtar as distâncias ou fazer novos amigos, pescar namorados ou um colega bacana de escola, perdido nas entrelinhas do tempo. Eu, por exemplo, uso para pesquisar livros inteiros filhos de últimas edições ou desaparecidos até dos sebos e disponibilizados apenas na internet.
Faz-se compras, compara-se, discute-se, concorda-se, discorda-se, retira-se e acrescenta-se, mas no final acho que a internet foi com o tempo se vestindo de conteúdo bem mais prosaico; reunir pessoas num espaço quieto e calmo.
Outro dia quase por milagre encontramos eu e Cláudia minha amiga, um espaço de improvável silêncio num shopping da zona sul carioca. A idéia era comer comida boa e colocar a vida em dia, fizemos isso de boa maneira e além; de sobremesa saímos para uma peregrinação feminina pelas vitrines e lojas que não podia terminar sem uma última passada pela livraria, parada obrigatória para uma bisbilhotada, água sem gás e café, completo é claro, antes da gente se despedir.
Já quase não saio para comer fora, às vezes vou a um café na contra mão da hora ou um almoço em horário hospitalar para constrangimento dos que trabalham na casa e inadvertidamente abram a porta da cozinha fazendo piada ruidosa num salão que deveria ainda ser reduto de moscas e que para surpresa e azar já pode estar ocupado.
Os restaurantes vivem cheios e aparentemente ligados em sistema dolby de conversação tornando possível escutar a contragosto as partes mais íntimas de uma vida sendo expostas do outro lado do salão; a privacidade não tem mais qualquer pudor num universo de celebridades e tudo isso por uma módica quantia a quilo, massificada, aquecida no micro ondas, muito doce ou muito salgada, remexida de tal maneira que os ingredientes se tornam uma incógnita.
Coisa feia falar mal da cozinha alheia, mas é que me entristece muito que as mãos do Troisgros não prestigiem os vegetarianos, não é mesmo a praia dele, mas...
Gosto bem do Garcia e Rodrigues, embora para vegetarianos o menu seja curto demais e por mais saborosa a massa, tem um dia que basta! Alessandro e Frederico têm mais opções, fica na parte quase externa de um shopping, (sempre eles!...) é que gosto de comer perto de casa e depois voltar caminhando pelo bairro, conversando com as últimas notas de um vinho seco ou sobremesa feliz.
Então mãos a obra para um risoto rápido e umas peras em late harvest para o almoço de hoje. As peras podem ser servidas frias ou quentes acompanhadas de sorvete de baunilha básico/fácil que está em postagens mais antigas. Bon apetit e bon dimanche!
Risoto de limão siciliano
Ingredientes:
2 xcs de arroz arbório
1 cl de chá de alho picado
1 cl de sopa de cebola picada
Óleo para refogar
1 litro de caldo vegetal (1 ou 2 cubos na água)
½ xc de suco de limão siciliano
Casca ralada de 1 limão siciliano
1xc de vinho branco de boa procedência
1cl de sopa de manteiga
100gr de parmesão ralado
Sal agosto
Preparo:
Refogue o alho e a cebola no óleo e acrescente o arroz. Mexa por 2 ou 3 minutos, cubra com a metade do caldo, cozinhe em fogo brando. Antes de o arroz começar a secar, acrescente o resto do caldo e o suco de limão, abaixe o fogo, sempre observando o cozimento, se necessário acrescente mais liquido. O arroz deve manter consistência cremosa. Quando começar a amolecer adicione o vinho, mexa e antes que o arroz comece a secar junte a manteiga e o parmesão e mexa bem. Desligue o fogo e deixe a panela tampada por 2/3 minutos antes de servir.
Peras no late harvest e sorvete de baunilha
Ingredientes por pessoa:
1 pêra não muito madura
1 copo de late harvest
1 receita de sorvete de baunilha
Preparo:
Descasque a pêra e reparta ao meio, retirando as sementes com cuidado, mantendo o talo fixo em uma das partes. Leve para cozinhar e fogo brando no late harvest por 20/25 minutos ou até que esteja macia, mas sem desmanchar.
Retire a pêra do vinho e deixe esfriar. Reduza o vinho, ainda em fogo brando, a menos que a metade. Na hora de servir coloque as duas metades lado a lado com uma bola de sorvete no centro e regue com o vinho.
O late harvest é um vinho branco de colheita tardia de tom dourado pujante e sabor quase licoroso, é geralmente degustado com sobremesas, queijos e frutas e deve ser servido bem gelado. O aroma é intenso com toques de frutas, flores e madeira (carvalho) tem retrogosto bastante marcante. A vinícola Aurora tem um late harvest bem razoável e a preço bom.
Faz-se compras, compara-se, discute-se, concorda-se, discorda-se, retira-se e acrescenta-se, mas no final acho que a internet foi com o tempo se vestindo de conteúdo bem mais prosaico; reunir pessoas num espaço quieto e calmo.
Outro dia quase por milagre encontramos eu e Cláudia minha amiga, um espaço de improvável silêncio num shopping da zona sul carioca. A idéia era comer comida boa e colocar a vida em dia, fizemos isso de boa maneira e além; de sobremesa saímos para uma peregrinação feminina pelas vitrines e lojas que não podia terminar sem uma última passada pela livraria, parada obrigatória para uma bisbilhotada, água sem gás e café, completo é claro, antes da gente se despedir.
Já quase não saio para comer fora, às vezes vou a um café na contra mão da hora ou um almoço em horário hospitalar para constrangimento dos que trabalham na casa e inadvertidamente abram a porta da cozinha fazendo piada ruidosa num salão que deveria ainda ser reduto de moscas e que para surpresa e azar já pode estar ocupado.
Os restaurantes vivem cheios e aparentemente ligados em sistema dolby de conversação tornando possível escutar a contragosto as partes mais íntimas de uma vida sendo expostas do outro lado do salão; a privacidade não tem mais qualquer pudor num universo de celebridades e tudo isso por uma módica quantia a quilo, massificada, aquecida no micro ondas, muito doce ou muito salgada, remexida de tal maneira que os ingredientes se tornam uma incógnita.
Coisa feia falar mal da cozinha alheia, mas é que me entristece muito que as mãos do Troisgros não prestigiem os vegetarianos, não é mesmo a praia dele, mas...
Gosto bem do Garcia e Rodrigues, embora para vegetarianos o menu seja curto demais e por mais saborosa a massa, tem um dia que basta! Alessandro e Frederico têm mais opções, fica na parte quase externa de um shopping, (sempre eles!...) é que gosto de comer perto de casa e depois voltar caminhando pelo bairro, conversando com as últimas notas de um vinho seco ou sobremesa feliz.
Então mãos a obra para um risoto rápido e umas peras em late harvest para o almoço de hoje. As peras podem ser servidas frias ou quentes acompanhadas de sorvete de baunilha básico/fácil que está em postagens mais antigas. Bon apetit e bon dimanche!
Risoto de limão siciliano
Ingredientes:
2 xcs de arroz arbório
1 cl de chá de alho picado
1 cl de sopa de cebola picada
Óleo para refogar
1 litro de caldo vegetal (1 ou 2 cubos na água)
½ xc de suco de limão siciliano
Casca ralada de 1 limão siciliano
1xc de vinho branco de boa procedência
1cl de sopa de manteiga
100gr de parmesão ralado
Sal agosto
Preparo:
Refogue o alho e a cebola no óleo e acrescente o arroz. Mexa por 2 ou 3 minutos, cubra com a metade do caldo, cozinhe em fogo brando. Antes de o arroz começar a secar, acrescente o resto do caldo e o suco de limão, abaixe o fogo, sempre observando o cozimento, se necessário acrescente mais liquido. O arroz deve manter consistência cremosa. Quando começar a amolecer adicione o vinho, mexa e antes que o arroz comece a secar junte a manteiga e o parmesão e mexa bem. Desligue o fogo e deixe a panela tampada por 2/3 minutos antes de servir.
Peras no late harvest e sorvete de baunilha
Ingredientes por pessoa:
1 pêra não muito madura
1 copo de late harvest
1 receita de sorvete de baunilha
Preparo:
Descasque a pêra e reparta ao meio, retirando as sementes com cuidado, mantendo o talo fixo em uma das partes. Leve para cozinhar e fogo brando no late harvest por 20/25 minutos ou até que esteja macia, mas sem desmanchar.
Retire a pêra do vinho e deixe esfriar. Reduza o vinho, ainda em fogo brando, a menos que a metade. Na hora de servir coloque as duas metades lado a lado com uma bola de sorvete no centro e regue com o vinho.
O late harvest é um vinho branco de colheita tardia de tom dourado pujante e sabor quase licoroso, é geralmente degustado com sobremesas, queijos e frutas e deve ser servido bem gelado. O aroma é intenso com toques de frutas, flores e madeira (carvalho) tem retrogosto bastante marcante. A vinícola Aurora tem um late harvest bem razoável e a preço bom.
Assinar:
Postagens (Atom)