Boa, bonita e barata, principalmente quando é orgânica e todo seu doce sabor aflora a cada mordida. Crua em fitas, raladas, refogadas em fatias, grelhadas em rodelas, assadas, nas sopas, em cremes, suflês, sucos, bolos etc...etc...etc... São inúmeros os etcs em que se inclui. Pensou em cenoura? Acertou em cheio!
A carota, chamada assim desde que se tornou produto de plantações domesticadas era originalmente de cor roxa, branca ou amarela e foi mais tarde desenvolvida na cor laranja, a mais comum nos dias de hoje.
Uma versão para sua cor laranja é comumente atrelada a uma suposta homenagem dedicada a William of Orange no século XVI,mas sem qualquer comprovação histórica além de contrariar fatos que nos apontam que como tal a cenoura já existia há muito mais tempo, constando de um manuscrito bizantino do ano 512 da era atual e de um texto iluminado do século XI, em ambos a imagem da raiz aparece na cor laranja, sugerindo inclusive que já estivesse no mercado muito antes de ser objeto do primeiro documento.
A cenoura apareceu como receita pela primeira vez sob o nome de carota em livro de Apicius Czclius datado do ano 230 da era atual e sumiu quase completamente por muitos anos após a queda do império romano reaparecendo novamente na Europa trazida pelos árabes durante a Idade Média. A data de seu exato cultivo doméstico é imprecisa, como são imprecisas as referências literárias e pictóricas, mas acredita-se que o plantio da cenoura tenha sido iniciado em torno do século VIII na região da Turquia. Foram muitos os manuscritos sobre saúde que incluíram cenouras, suas sementes e óleos como curativos desde mordidas venenosas de animais a males estomacais, mais tardes foram desvendadas dezenas de propriedades embutidas na simples cenoura sendo o betacarroteno a mais importante.
Breve história entre um paciente e um médico:
paciente:
-Estou doente
médico:
há 3500 anos – coma essa raiz
há 2500 anos – essa raiz é um alimento para hereges- diga essa prece
há 150 anos – isso é pura superstição- beba essa poção
há 50 anos – essa poção é feita com veneno de cobra, tome esse comprimido
há 15 anos – esse comprimido não é bom,tome esse antibiótico
Hoje – essa não é a solução da natureza, coma essa raiz
Na página 99 do Da Colheita para a Mesa mais um pouco da história dessa raiz em que do fruto à folhagem tudo é saboroso e aproveitado e na página 100 receita de carrot cake com cobertura de cream cheese. Bon appétit!
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sushi à brasileira
Eu nunca fui muito louca por arroz, dito isto, lembrei de uma versão que adoro e que acho que vale à pena colocar em prática para o almoço de fim de semana, de uma forma híbrida digamos assim. As misturas no Brasil sempre se mostraram saborosas e bonitas, tantos foram os imigrantes que se enraizaram e ainda se enraízam nessas terras, e que encontrando falta de ingredientes naturais de seu solo foram substituindo umas coisas por outras coisas, colocando uma vírgula aqui, umas aspas ali, criando uma culinária que redundou em pratos miscigenados arrancando exclamações de entusiasmo e para os quais existem as mais diversas versões e disgressões que pouco importa quando o sabor final diz ao que veio.
Novas levas de imigrantes chegam a cada quanto e mais familiarizadas com a diversidade que há a se oferecer no Brasil debruçam-se entusiasmados sobre nossas águas e matas, e se um dia fomos nós os que sofremos influências, hoje quem aqui chega busca e leva com nome e sobrenome, ingredientes para realçar as cozinhas de seus países.
Então voilá, sushi a brasileira e de sobremesa sugiro o pudim de fruta do conde com calda de gengibre, na página 135 do Da Colheita para a Mesa, bon appétit!
Sushi à brasileira
Ingredientes:
1 xc de chá de arroz japonês
1 xc de chá de água
½ xc de chá de leite de coco
raspas de coco sem açúcar
sal a gosto
óleo de arroz (se quiser sabor mais acentuado use o de gergelim branco)
folhas de couve manteiga orgânicas
2 a 3 dentes de alho bem picados
geléia de pimenta (opcional para acompanhar o sushi)
Preparo:
Cozinhe o arroz na água e sal por 15/20 em fogo brando, quando a água começar a secar junte o leite de coco, se for preciso junte um pouco mais de água e um pouco mais de leite, o arroz deve ficar empapado, mas não aguado. Desligue o fogo e mantenha a panela tampada quando o líquido estiver secando para que o vapor termine o cozimento e o arroz não grude na panela.
Lave bem a couve, retire o talo central e refogue no óleo e alho, essa folha vai fazer às vezes da alga ao enrolar o sushi, portanto o refogado não deve ser demorado para que a folha não amoleça. Com luvas de borracha para não queimar as mãos use uma esteirinha de sushi e se não tiver a esteira use apenas o papel filme. Espalhe o arroz sobre o filme, ligeiramente umedecido com água, em formato quadrado, recheie com as folhas de couve e enrole como um rocambole e aperte bem para que o arroz não se solte, depois de firmemente enrolado abra a embalagem e espalhe sobre ela coco ralado, repita a operação de apertar o rocambole, cuidando para que as raspas de coco sejam homogeneamente distribuídas. Retire da embalagem com cuidado e corte em sushis altos com faca bem afiada. Como acompanhamento, sugiro fatias finíssimas de banana da terra fritas, feijão branco muito temperado com alho picado com doses de curry e cominho bem combinados e um fatia generosa de tofu defumado colocada no feijão durante o cozimento. Farofa de alho na manteiga com cenoura ralada casa bem com esse prato.
Novas levas de imigrantes chegam a cada quanto e mais familiarizadas com a diversidade que há a se oferecer no Brasil debruçam-se entusiasmados sobre nossas águas e matas, e se um dia fomos nós os que sofremos influências, hoje quem aqui chega busca e leva com nome e sobrenome, ingredientes para realçar as cozinhas de seus países.
Então voilá, sushi a brasileira e de sobremesa sugiro o pudim de fruta do conde com calda de gengibre, na página 135 do Da Colheita para a Mesa, bon appétit!
Sushi à brasileira
Ingredientes:
1 xc de chá de arroz japonês
1 xc de chá de água
½ xc de chá de leite de coco
raspas de coco sem açúcar
sal a gosto
óleo de arroz (se quiser sabor mais acentuado use o de gergelim branco)
folhas de couve manteiga orgânicas
2 a 3 dentes de alho bem picados
geléia de pimenta (opcional para acompanhar o sushi)
Preparo:
Cozinhe o arroz na água e sal por 15/20 em fogo brando, quando a água começar a secar junte o leite de coco, se for preciso junte um pouco mais de água e um pouco mais de leite, o arroz deve ficar empapado, mas não aguado. Desligue o fogo e mantenha a panela tampada quando o líquido estiver secando para que o vapor termine o cozimento e o arroz não grude na panela.
Lave bem a couve, retire o talo central e refogue no óleo e alho, essa folha vai fazer às vezes da alga ao enrolar o sushi, portanto o refogado não deve ser demorado para que a folha não amoleça. Com luvas de borracha para não queimar as mãos use uma esteirinha de sushi e se não tiver a esteira use apenas o papel filme. Espalhe o arroz sobre o filme, ligeiramente umedecido com água, em formato quadrado, recheie com as folhas de couve e enrole como um rocambole e aperte bem para que o arroz não se solte, depois de firmemente enrolado abra a embalagem e espalhe sobre ela coco ralado, repita a operação de apertar o rocambole, cuidando para que as raspas de coco sejam homogeneamente distribuídas. Retire da embalagem com cuidado e corte em sushis altos com faca bem afiada. Como acompanhamento, sugiro fatias finíssimas de banana da terra fritas, feijão branco muito temperado com alho picado com doses de curry e cominho bem combinados e um fatia generosa de tofu defumado colocada no feijão durante o cozimento. Farofa de alho na manteiga com cenoura ralada casa bem com esse prato.
sábado, 20 de agosto de 2011
Círculo dos 99
*Conta uma lenda que um rei triste contratou um bobo de seu reino reconhecidamente feliz para alegrá-lo, mais do que rir sua intenção era saber como conseguir a mesma felicidade e assim consultou os sábios de sua corte que lhe informaram que a felicidade tinha raiz no fato de o bobo não pertencer ao circulo dos 99 e para ilustrar sobre o que falavam sugeriram ao rei que deixasse para o bobo um saco com 99 moedas de ouro com um bilhete contendo o seguinte texto: deixo aqui 100 moedas de ouro como merecimento e espero que possam fazer de você alguém ainda mais feliz, apenas não reparta esse segredo com ninguém. O bobo incrédulo passou a contar as 100 moedas quando descobriu que eram apenas 99 e assim passou o resto de seus dias angustiado planejando de que maneira poderia conseguir a moeda que estava faltando...
As trufas são nessa época um tesouro que as montanhas européias abrigam e são caçadas hoje por cães farejadores, já que os porcos anteriormente usados exclusivamente para a tarefa começaram a se tornar apreciadores e predadores desse fungo magnífico que pode custar verdadeiras fortunas. Frescas são incomparáveis como é incomparável também o aspargo em seu frescor sem que seja necessário acrescentar a seu preparo nada mais que sal e calor para que o sabor crocante, fresco e indescritível se junte à massa, trufas raladas ou fatiadas e grana padano, num casamento que nem uma vírgula a mais cabe, apenas um bom vinho para acompanhar. Acho que já disse isso antes, mas arriscando me repetir lá vai: azeites não são como vinhos, ao envelhecer rançam e os de trufa não fogem a regra. Bon appétit et bonne semaine!
Talharim grano duro com lascas de trufas frescas italianas e aspargos grelhados
ingredientes por pessoa
½ dúzia de aspargos frescos
100 a 150 gr de talharim
fatias trufa frescas ou 1 cl de chá de azeite de trufas brancas
sal
lascas de grana padano
preparo
Lave bem e corte 2 ou 3 cm do talo dos aspargos e leve ao forno quente salpicado de sal por aproximadamente 15 minutos. Cozinhe o talharim no tempo indicado na embalagem de forma que fique al dente, escorra a água e derrame sobre ele o azeite,misture bem e em seguida forme um anel com o auxilio de um garfo culinário e luva de borracha, no meio do anel coloque lascas de trufas e grana padano e na lateral os aspargos grelhados. Sirva quente.
mousse siciliana
ingredientes:
suco e raspas de 1 limão siciliano
2 claras batidas em neve
1/2 lata de leite condensado light/diet
1/2 cl de chá de açúcar orgânico
biscoitos italianos cantuccini
preparo
Misture as raspas do limão ao açúcar e reserve. Junte o suco ao leite condensado e depois acrescente delicadamente as claras, geladeira por 3 a 4 horas. Na hora de servir, individualmente, use uma colher de sorvete e espalhe por cima as raspas de limão, na lateral coloque 1 ou 2 biscotti.
*resumo do conto Círculo dos 99
As trufas são nessa época um tesouro que as montanhas européias abrigam e são caçadas hoje por cães farejadores, já que os porcos anteriormente usados exclusivamente para a tarefa começaram a se tornar apreciadores e predadores desse fungo magnífico que pode custar verdadeiras fortunas. Frescas são incomparáveis como é incomparável também o aspargo em seu frescor sem que seja necessário acrescentar a seu preparo nada mais que sal e calor para que o sabor crocante, fresco e indescritível se junte à massa, trufas raladas ou fatiadas e grana padano, num casamento que nem uma vírgula a mais cabe, apenas um bom vinho para acompanhar. Acho que já disse isso antes, mas arriscando me repetir lá vai: azeites não são como vinhos, ao envelhecer rançam e os de trufa não fogem a regra. Bon appétit et bonne semaine!
Talharim grano duro com lascas de trufas frescas italianas e aspargos grelhados
ingredientes por pessoa
½ dúzia de aspargos frescos
100 a 150 gr de talharim
fatias trufa frescas ou 1 cl de chá de azeite de trufas brancas
sal
lascas de grana padano
preparo
Lave bem e corte 2 ou 3 cm do talo dos aspargos e leve ao forno quente salpicado de sal por aproximadamente 15 minutos. Cozinhe o talharim no tempo indicado na embalagem de forma que fique al dente, escorra a água e derrame sobre ele o azeite,misture bem e em seguida forme um anel com o auxilio de um garfo culinário e luva de borracha, no meio do anel coloque lascas de trufas e grana padano e na lateral os aspargos grelhados. Sirva quente.
mousse siciliana
ingredientes:
suco e raspas de 1 limão siciliano
2 claras batidas em neve
1/2 lata de leite condensado light/diet
1/2 cl de chá de açúcar orgânico
biscoitos italianos cantuccini
preparo
Misture as raspas do limão ao açúcar e reserve. Junte o suco ao leite condensado e depois acrescente delicadamente as claras, geladeira por 3 a 4 horas. Na hora de servir, individualmente, use uma colher de sorvete e espalhe por cima as raspas de limão, na lateral coloque 1 ou 2 biscotti.
*resumo do conto Círculo dos 99
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Afálico?
Falávamos animadas sobre cardápios, quando de repente ouvi dela a expressão e achei genial! Minha amiga atravessando um momento mente, se aprofundando em psi me saiu com essa, as aulas estão abordando o momento afásico causado por traumas e ela, assoberbada de trabalhos e da energia que se arrasta meio nefasta do lado de fora de nossas janelas, me saiu com essa!...
Falamos com animação admirada por mulheres que conhecemos e que mesmo já entrando nos oitenta têm vida amorosa animada com direito a crise de ciúmes e vida dupla numa fase que poderíamos acreditar que já está tudo acabado e que as senhoras de respeito apóiam os cotovelos ralados no parapeito da janela à espera do ato final, mas não, para elas ainda não chegou a hora e animadas se perfumam e enfeitam, nada afásicas e muito menos afálicas ao que parece.
Em nada é possível generalizar e se o fazemos é por pura comparação, passamos existências inteiras em cabos de guerra tão desnecessários, agarrados aos nossos fragmentos de certeza, que com certeza irão embora da mesma forma como chegaram, no fundo nossas idéias mudam com rapidez tão impressionante que talvez tenhamos vergonha de admitir que nos agarramos à “coerência” por simples medo de enfrentar mudanças sem tremelicar. Mas voltemos ao afálico... A verdade é que os tempos vão bem bicudos e embora eu escute o tempo todo, principalmente dos filhos, que foi sempre assim desde sempre, me impressionam as notícias, os comportamentos, a voracidade, é preciso às vezes fazer um esforço sobre humano para conter o desapontamento com os que já nem disfarçam ao que vieram. Na verdade atualmente nem é preciso tanto esforço pra se ficar afálico, porque o contrário disso é se encantar com o frescor, com as trocas justas, a solidariedade, afálico é fácil quando a desconfiança e o cinismo dão a tônica dos negócios. Dito isto, vou lá pra minha cozinha preparar sanduíche quente de gruyére na manteiga de trufas brancas, acompanhado de salada verde, tomates orgânicos e um copo estupidamente gelado de chardonnay Montes Altos 2008, boa noite!
Falamos com animação admirada por mulheres que conhecemos e que mesmo já entrando nos oitenta têm vida amorosa animada com direito a crise de ciúmes e vida dupla numa fase que poderíamos acreditar que já está tudo acabado e que as senhoras de respeito apóiam os cotovelos ralados no parapeito da janela à espera do ato final, mas não, para elas ainda não chegou a hora e animadas se perfumam e enfeitam, nada afásicas e muito menos afálicas ao que parece.
Em nada é possível generalizar e se o fazemos é por pura comparação, passamos existências inteiras em cabos de guerra tão desnecessários, agarrados aos nossos fragmentos de certeza, que com certeza irão embora da mesma forma como chegaram, no fundo nossas idéias mudam com rapidez tão impressionante que talvez tenhamos vergonha de admitir que nos agarramos à “coerência” por simples medo de enfrentar mudanças sem tremelicar. Mas voltemos ao afálico... A verdade é que os tempos vão bem bicudos e embora eu escute o tempo todo, principalmente dos filhos, que foi sempre assim desde sempre, me impressionam as notícias, os comportamentos, a voracidade, é preciso às vezes fazer um esforço sobre humano para conter o desapontamento com os que já nem disfarçam ao que vieram. Na verdade atualmente nem é preciso tanto esforço pra se ficar afálico, porque o contrário disso é se encantar com o frescor, com as trocas justas, a solidariedade, afálico é fácil quando a desconfiança e o cinismo dão a tônica dos negócios. Dito isto, vou lá pra minha cozinha preparar sanduíche quente de gruyére na manteiga de trufas brancas, acompanhado de salada verde, tomates orgânicos e um copo estupidamente gelado de chardonnay Montes Altos 2008, boa noite!
sábado, 6 de agosto de 2011
Cúrcuma, açafrão da terra
No fim de semana ganhei de uma amiga uns temperinhos de seu sítio na serra de Friburgo e minha surpresa foi ver pela primeira vez uma cúrcuma de verdade, não aquele pozinho amarelado pendurado em saquinhos sobre as gôndolas do supermercado, mas a raiz de verdade. A semelhança com o gengibre não é apenas aparente, são da mesma família, o picante de um lembra alguma coisa do outro e que linda, fresca e saborosa é essa raiz com mais utilidades do que um Bombril! A origem é Indonésia e colore e dá sabor a muitos pratos asiáticos inclusive ao curry, é reconhecida pelas propriedades digestivas além de ser ativadora da função hepática, sem esquecer é claro, que tem poderosa ação antioxidante e na medicina ayurvédica é comumente utilizada como coadjuvante de vários medicamentos. Alguns queijos holandeses usaram a cúrcuma durante a idade média para identificar a área de produção e a família produtora através da coloração mais, ou menos forte, alguns continuam a usar o método em larga escala, uma vez que a coloração é atóxica e favorece a saúde em vários aspectos.
A raiz ou rizoma, dizem, se mergulhado na terra se reproduz com facilidade (vou tentar para ver se dá certo) criando outros muitos rizomas que podem continuar sendo reproduzidos. Depois vira uma planta com uma floração linda que lembra bromélia, orquídea ou lótus. Das folhas, no oriente, se fazem papillotes para envolver e cozinhar alimentos e o rizoma que por dentro tem cor que varia do vermelho ao amarelo colore desde arroz a bolos, a panos e uma infinidade de alimentos industriais. A cor é oleosa e mancha, assim que, todo o cuidado é pouco com louças e panos claros, na mão vale à pena usar luva cirúrgica porque a manipulação longa deixa os dedos manchados por algum tempo.Se você fala inglês convido a visitar a página http://www.livestrong.com/curcumin/, para ver as maravilhas curativas das quais a cúrcuma é capaz e quem sabe resolva fazer uma pequena plantação e se beneficiar e aos seus amigos, como fez a amiga Betty comigo?
Que tal tentarmos uma comidinha rápida e bacana para o fim de semana?
Risoto de cúrcuma na cachaça, acompanhado de aspargos verdes grelhados (página 89 do livro Da Colheita para a Mesa) e uma sinfonia de cogumelos sobre massa folheada e de
sobremesa um gelado de iogurte com calda de carambola.
O arroz arbóreo, especial para risotos, não deve ser lavado antes do preparo para manter intacto o amido que garante sua cremosidade.
Ingredientes:
2 xcs de arroz arbório
1 cl de sobremesa de alho picado
1 cl de sopa de cebola picada
Óleo para refogar
1 litro de água com sal a gosto
1 a 2 cls de sopa de rizomas de cúrcuma ralada
1xc de cachaça de boa origem adocicada
1cl de sobremesa de manteiga
100gr de parmesão ralado
2 cls de sopa de leite de coco
Preparo:
Refogue o arroz no alho e na cebola, junte metade da água e cozinhe em fogo brando com a panela aberta. De vez em quando dê uma mexida no arroz para que não grude no fundo da panela. Quando a água começar a secar acrescente a metade que sobrou e em seguida a cachaça, tampe a panela e desligue o fogo. Deixe o arroz tampado por 15/20 minutos até quase secar, então acrescente o parmesão e a manteiga, o leite de coco e misture bem. Sirva montado em aro culinário quadrado, sirva os aspargos na lateral do arroz que deve ficar semi-empapado.
Sinfonia de cogumelos sobre massa folheada
Ingredientes:
1 lâmina de massa folheada
5 a 10 gr de cogumelos desidratados e fatiados variados
1 cl de chá de manteiga
1 cl de chá de suco de gengibre (rale e esprema em pano)
1 cl de chá de shoyu (molho de soja)
1 cl de sopa salsa e cebolinha picadas
Preparo:
Lave bem os cogumelos e seque em peneira de nylon,reidrate aquecendo em 10 ml de água e reserve. Com um aro culinário ou cortador de biscoitos corte a massa em formato redondo e leve a forno médio por 10/15 minutos ou até que estejam douradas, ao mesmo tempo refogue os cogumelos na manteiga até que escureçam, reduzindo o caldo. Para montar encaixe o “biscoito” no aro e sobre ele os cogumelos se apertar muito, desenforme e guarneça com a salsa e cebolinha.
Gelado de iogurte
Ingredientes:
½ l de iogurte natural diet
150 ml de creme de leite light gelado e sem soro
1 pistilo de baunilha
1 a 2 carambolas bem maduras
1 xc de açúcar
2 cravos
100 ml de água
Preparo:
Faça um corte numa das pontas do pistilo de baunilha e esprema o conteúdo misture bem ao iogurte e o creme, se tiver uma sorveteira (custa pouco mais de R$ 100 e vale muito à pena!) bata até que o creme quase solidifique antes de levar ao congelador por 1 ou 2 horas.Se não leve à geladeira por 4 a 5 horas batendo em intervalos de 1 hora. Corte as carambolas horizontalmente em forma de estrelas, leve ao fogo brando cobertas por açúcar com os cravos e junte a água aos poucos, mexa levemente para não desmanchar as estrelas, mas tendo o cuidado para não queimar, o doce está pronto quando a calda estiver caramelando. Corte o pistilo da baunilha em tiras muito finas verticalmente e disponha sobre o gelado, sirva a com a calda quente ou fria na lateral do gelado.
A raiz ou rizoma, dizem, se mergulhado na terra se reproduz com facilidade (vou tentar para ver se dá certo) criando outros muitos rizomas que podem continuar sendo reproduzidos. Depois vira uma planta com uma floração linda que lembra bromélia, orquídea ou lótus. Das folhas, no oriente, se fazem papillotes para envolver e cozinhar alimentos e o rizoma que por dentro tem cor que varia do vermelho ao amarelo colore desde arroz a bolos, a panos e uma infinidade de alimentos industriais. A cor é oleosa e mancha, assim que, todo o cuidado é pouco com louças e panos claros, na mão vale à pena usar luva cirúrgica porque a manipulação longa deixa os dedos manchados por algum tempo.Se você fala inglês convido a visitar a página http://www.livestrong.com/curcumin/, para ver as maravilhas curativas das quais a cúrcuma é capaz e quem sabe resolva fazer uma pequena plantação e se beneficiar e aos seus amigos, como fez a amiga Betty comigo?
Que tal tentarmos uma comidinha rápida e bacana para o fim de semana?
Risoto de cúrcuma na cachaça, acompanhado de aspargos verdes grelhados (página 89 do livro Da Colheita para a Mesa) e uma sinfonia de cogumelos sobre massa folheada e de
sobremesa um gelado de iogurte com calda de carambola.
O arroz arbóreo, especial para risotos, não deve ser lavado antes do preparo para manter intacto o amido que garante sua cremosidade.
Ingredientes:
2 xcs de arroz arbório
1 cl de sobremesa de alho picado
1 cl de sopa de cebola picada
Óleo para refogar
1 litro de água com sal a gosto
1 a 2 cls de sopa de rizomas de cúrcuma ralada
1xc de cachaça de boa origem adocicada
1cl de sobremesa de manteiga
100gr de parmesão ralado
2 cls de sopa de leite de coco
Preparo:
Refogue o arroz no alho e na cebola, junte metade da água e cozinhe em fogo brando com a panela aberta. De vez em quando dê uma mexida no arroz para que não grude no fundo da panela. Quando a água começar a secar acrescente a metade que sobrou e em seguida a cachaça, tampe a panela e desligue o fogo. Deixe o arroz tampado por 15/20 minutos até quase secar, então acrescente o parmesão e a manteiga, o leite de coco e misture bem. Sirva montado em aro culinário quadrado, sirva os aspargos na lateral do arroz que deve ficar semi-empapado.
Sinfonia de cogumelos sobre massa folheada
Ingredientes:
1 lâmina de massa folheada
5 a 10 gr de cogumelos desidratados e fatiados variados
1 cl de chá de manteiga
1 cl de chá de suco de gengibre (rale e esprema em pano)
1 cl de chá de shoyu (molho de soja)
1 cl de sopa salsa e cebolinha picadas
Preparo:
Lave bem os cogumelos e seque em peneira de nylon,reidrate aquecendo em 10 ml de água e reserve. Com um aro culinário ou cortador de biscoitos corte a massa em formato redondo e leve a forno médio por 10/15 minutos ou até que estejam douradas, ao mesmo tempo refogue os cogumelos na manteiga até que escureçam, reduzindo o caldo. Para montar encaixe o “biscoito” no aro e sobre ele os cogumelos se apertar muito, desenforme e guarneça com a salsa e cebolinha.
Gelado de iogurte
Ingredientes:
½ l de iogurte natural diet
150 ml de creme de leite light gelado e sem soro
1 pistilo de baunilha
1 a 2 carambolas bem maduras
1 xc de açúcar
2 cravos
100 ml de água
Preparo:
Faça um corte numa das pontas do pistilo de baunilha e esprema o conteúdo misture bem ao iogurte e o creme, se tiver uma sorveteira (custa pouco mais de R$ 100 e vale muito à pena!) bata até que o creme quase solidifique antes de levar ao congelador por 1 ou 2 horas.Se não leve à geladeira por 4 a 5 horas batendo em intervalos de 1 hora. Corte as carambolas horizontalmente em forma de estrelas, leve ao fogo brando cobertas por açúcar com os cravos e junte a água aos poucos, mexa levemente para não desmanchar as estrelas, mas tendo o cuidado para não queimar, o doce está pronto quando a calda estiver caramelando. Corte o pistilo da baunilha em tiras muito finas verticalmente e disponha sobre o gelado, sirva a com a calda quente ou fria na lateral do gelado.
domingo, 31 de julho de 2011
Tá com pressa? Que tal fazer de um pacote de miojo um banquete?
Ingredientes:
1 pacote de miojo
sal
100 gr de cogumelo paris fatiado
1cl de sobremesa de azeite de trufas brancas
1cl de sopa de queijo de cabra cremoso
Preparo:
Descarte o tempero que vem com o miojo, leve para ferver ½ litro de água com sal a gosto enquanto salteia o cogumelo no azeite de trufas, quando tiver escurecido e criado uma água misture o queijo. Miojo pronto, com a ajuda de garfo de massas e uma luva de borracha faça um ninho com o macarrão e coloque no meio o recheio, trés bon appétit!
1 pacote de miojo
sal
100 gr de cogumelo paris fatiado
1cl de sobremesa de azeite de trufas brancas
1cl de sopa de queijo de cabra cremoso
Preparo:
Descarte o tempero que vem com o miojo, leve para ferver ½ litro de água com sal a gosto enquanto salteia o cogumelo no azeite de trufas, quando tiver escurecido e criado uma água misture o queijo. Miojo pronto, com a ajuda de garfo de massas e uma luva de borracha faça um ninho com o macarrão e coloque no meio o recheio, trés bon appétit!
Batata, o vilão da mesa, será mesmo?
De origem andina a batata é um dos alimentos mais consumidos no mundo todo, e a idéia geral de que é um alimento “engordante” na verdade não procede. Uma olhadinha nessa tabela de calóricos dá uma idéia aproximada de que o que é engordante na batata é tudo o que não é batata...
*batata inglesa cozida 100gr 52 cal.
*batata inglesa crua 100gr 64 cal.
*batata inglesa sauté 100gr 68 cal.
*batata inglesa FRITA 100gr 267 cal.
Tubérculo rico em carboidrato a batata possui baixa quantidade de gordura e é rica em vitaminas do complexo B e C, fósforo, ferro, potássio, cálcio e amido que é a mais importante fonte de carboidratos numa dieta equilibrada. Como alimento energético ajuda a manter o calor necessário ao corpo durante o inverno, o mesmo é verdadeiro em relação a outras raízes que abundam nessa temporada. No Brasil as temperaturas variam muito durante o inverno e se em alguns lugares as temperaturas atingem níveis glaciais noutros o inverno é apenas um trimestre a mais no calendário, por isso é muito difícil precisar a temporada exata de certos alimentos, aqui quase tudo floresce o ano inteiro, mas não em uma única região, e, portanto, alimentos mesmo os não importados de outros países muitas vezes têm que empreender longas viagens num território enorme como é o brasileiro o que implica em que alimentos tenham que ser colhidos antes de estarem completamente maduros para agüentar longas distâncias sem perecer, isso compromete o sabor e as propriedades desses alimentos que não desabrocham completamente e ficam expostos, ainda que cobertos, a visitas indesejáveis, inclusive de alguns roedores... Lave muito bem tudo o que for consumir mesmo o que vai ser descascado e dê preferência aos alimentos que estão em alta na sua região ou em regiões próximas de onde mora, a oferta abundante de certos alimentos durante uma estação é uma boa indicação de safra e existem tabelas que podem ser consultadas para esse fim, os alimentos da estação podem ser aproveitados como sugerimos no livro Da Colheita para a Mesa. Não faço apologia ao vegetarianismo, essa foi uma opção pessoal, mas acho que é interessante experimentarmos coisas novas e acrescentarmos, talvez, como coadjuvante de nossa dieta regular um prato vegetariano ou até mesmo tentar uma segunda feira sem carne sugerida no livro, a diferença vai ser notada tanto no paladar quanto na digestão, dito isto, uma receitinha rápida para a hora do almoço que se aproxima!
Batata rústica
Ingredientes por pessoa:
1 batata inglesa grande com casca bem lavada
50 gr de cogumelo paris fatiado
1 abobrinha pequena bem lavada e cortada em cubinhos
2 a 3 dentes de alho picados
Azeite
alecrim fresco
1 cl de chá de sal grosso
1 cl de chá de vinho branco adocicado (opcional)
Preparo:
Pincele uma forma com azeite, corte a batata em rodelas horizontais de 1 centímetro e disponha sobre a forma cobrindo tudo com um fio de azeite, sal e alecrim, leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que tenham dourado. Numa frigideira refogue o alho no azeite e acrescente a abobrinha, doure e em seguida acrescente os cogumelos, mexa com cuidado por 5/10 minutos, acrescente o vinho e tampe por 1 ou 2 minutos.
Retire a batata do forno e arrume em camadas (pode ser arranjado dentro de uma aro culinário, semelhante a um cortador de biscoito maior, são vendidos em 5 ou 6 unidades de diversos tamanhos) começando pelas batatas e terminando com o refogado. Se quiser, quando for servir, atravesse por cima um ramo fresco de alecrim e salpique com lascas de queijo (raladas em descascador de batatas).
Minha sugestão é de que seja acompanhada por chalotas carameladas ( página 102 do Da Colheita para a Mesa) e tiras de cenoura ( cortadas em descascador de batatas) salteadas ligeiramente em azeite e para fechar uma maçã assada com especiarias( página 144). Bon appétit!
*batata inglesa cozida 100gr 52 cal.
*batata inglesa crua 100gr 64 cal.
*batata inglesa sauté 100gr 68 cal.
*batata inglesa FRITA 100gr 267 cal.
Tubérculo rico em carboidrato a batata possui baixa quantidade de gordura e é rica em vitaminas do complexo B e C, fósforo, ferro, potássio, cálcio e amido que é a mais importante fonte de carboidratos numa dieta equilibrada. Como alimento energético ajuda a manter o calor necessário ao corpo durante o inverno, o mesmo é verdadeiro em relação a outras raízes que abundam nessa temporada. No Brasil as temperaturas variam muito durante o inverno e se em alguns lugares as temperaturas atingem níveis glaciais noutros o inverno é apenas um trimestre a mais no calendário, por isso é muito difícil precisar a temporada exata de certos alimentos, aqui quase tudo floresce o ano inteiro, mas não em uma única região, e, portanto, alimentos mesmo os não importados de outros países muitas vezes têm que empreender longas viagens num território enorme como é o brasileiro o que implica em que alimentos tenham que ser colhidos antes de estarem completamente maduros para agüentar longas distâncias sem perecer, isso compromete o sabor e as propriedades desses alimentos que não desabrocham completamente e ficam expostos, ainda que cobertos, a visitas indesejáveis, inclusive de alguns roedores... Lave muito bem tudo o que for consumir mesmo o que vai ser descascado e dê preferência aos alimentos que estão em alta na sua região ou em regiões próximas de onde mora, a oferta abundante de certos alimentos durante uma estação é uma boa indicação de safra e existem tabelas que podem ser consultadas para esse fim, os alimentos da estação podem ser aproveitados como sugerimos no livro Da Colheita para a Mesa. Não faço apologia ao vegetarianismo, essa foi uma opção pessoal, mas acho que é interessante experimentarmos coisas novas e acrescentarmos, talvez, como coadjuvante de nossa dieta regular um prato vegetariano ou até mesmo tentar uma segunda feira sem carne sugerida no livro, a diferença vai ser notada tanto no paladar quanto na digestão, dito isto, uma receitinha rápida para a hora do almoço que se aproxima!
Batata rústica
Ingredientes por pessoa:
1 batata inglesa grande com casca bem lavada
50 gr de cogumelo paris fatiado
1 abobrinha pequena bem lavada e cortada em cubinhos
2 a 3 dentes de alho picados
Azeite
alecrim fresco
1 cl de chá de sal grosso
1 cl de chá de vinho branco adocicado (opcional)
Preparo:
Pincele uma forma com azeite, corte a batata em rodelas horizontais de 1 centímetro e disponha sobre a forma cobrindo tudo com um fio de azeite, sal e alecrim, leve ao forno por aproximadamente 20 minutos ou até que tenham dourado. Numa frigideira refogue o alho no azeite e acrescente a abobrinha, doure e em seguida acrescente os cogumelos, mexa com cuidado por 5/10 minutos, acrescente o vinho e tampe por 1 ou 2 minutos.
Retire a batata do forno e arrume em camadas (pode ser arranjado dentro de uma aro culinário, semelhante a um cortador de biscoito maior, são vendidos em 5 ou 6 unidades de diversos tamanhos) começando pelas batatas e terminando com o refogado. Se quiser, quando for servir, atravesse por cima um ramo fresco de alecrim e salpique com lascas de queijo (raladas em descascador de batatas).
Minha sugestão é de que seja acompanhada por chalotas carameladas ( página 102 do Da Colheita para a Mesa) e tiras de cenoura ( cortadas em descascador de batatas) salteadas ligeiramente em azeite e para fechar uma maçã assada com especiarias( página 144). Bon appétit!
Assinar:
Postagens (Atom)