Sou fã de bom humor e de cozinha bacana que tem não apenas boa comida, mas boa administração, funcionários que sabem o que fazem e delicadamente indicam, quando num muxoxo acho que o vinho, quem sabe pode estar frio além da conta sendo um tinto, ser essa é a temperatura ideal para diminuir a acidez da uva Gamay. O vinho escolhido foi o de rótulo da família Troisgros. A Boucherie do Troisgros é na Dias Ferreira, Leblon. Lindinha e bem tratada é servida por garçons que dançam com leveza pelo salão enquanto sugerem, servem e sorriem com naturalidade passeando entre as mesas. O melhor? Apesar de ser um “açougue” tem um rodízio de comidas vegetarianas excelente, além de oferecer de entrada aipim com brie, fondue de reblochon e salada com queijo de cabra, que ou muito me engano ou é do Capril De Ville. De repente foram aparecendo na mesa como num milagre batatas que poderiam ser chamadas de asas de anjo,fininhas, encaracoladas e fritas quase pra ninguém perceber que foram um dia mergulhadas em óleo,verdadeiras hóstias! Farofa com farinha grossa caprichada no alho,torradas compridas e transparentes, com manteiga, nada mais francês, e bolinhas de queijo de cabra cremoso com pimenta. O rodízio veio chegando cheiroso e rapidamente passou a delicioso assim que tocou nossos pratos; ratatouille (toujours ma préférée), chuchu fatiado e creio gratinado, tomates grelhados, purê de maçã com maracujá, purê de baroa, arroz maluco, salada de beterraba ao roquefort, enfim, uma farra! O vinho desceu lindamente acompanhado! No final o garçon nos ouviu dizer que era aniversário do Chico, meu filho, e todo animado já ia em direção ao bolo, mas foi barrado. Chico não gosta nem um pouco dessas coisas, o que foi realmente providencial, porque fomos brindados com um petit gateaux que explodiu em doce de leite mal sentiu o toque do garfo e veio muito bem acompanhado por sorvete de tapioca, um favorito sempre!
É claro que o chef e seu trabalho dispensam quaisquer comentários, mas é bom para vegetarianos saber que ele também pode ser apreciado por quem não come carne.
O artigo foi mesmo para matar as saudades, ando assoberbada escrevendo outro livro. Rota do Oriente vai bem obrigada, e deve ser lançado por esses dias, Assim que souber convido, espero que venham na noite de autógrafos e que gostem do resultado de minha viagem histórico/gastronômica pela Galiléia! Bom appétit toujour! Santé!
terça-feira, 10 de abril de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Pastel de Feira
Manhã bacana, muito calor, tornozelo ainda inchado apesar das pernas pro ar uma quinta feira inteira, mas, pernas pra que te quero? Pra caminhar até Ipanema, engrenar no pilates e dar uma canja do que vai ser Pão & Meditação pra minha professora fofa, a Laura, o projeto deve começar no mês de abril, vamos ver se dá audiência, estou bem animada! Pernas pra que te quero de volta pra casa e o cheiro da feira invade o olfato. Passeio entre as barracas vistosas e provo manga, melancia e abacaxi, compro um que já vem descascado e sigo embriagada pelo rastro do pastel, a caminhada é curta e lá está a barraca com um povo super animado fazendo graça quase respeitosa com as moças que encostam no balcão. O chiado do óleo não para e nele mergulham-se os sabores mais variados, jabá, palmito, carne, queijo, frango com catupiry, além de quibe e bolinho de bacalhau, compra-se um pastel e leva-se uma variedade... Eu como vegetariana não sectária não ligo muito, não tenho aversão a carne e nem a gente, apenas algumas convicções, mas respeito quem pensa diferente.
O caldo de cana corre solto e algumas pessoas (Deus do céu!!!) bebem dois ou três copos e só de ver eu fico instantaneamente diabética! Mas entendo, sou filha de nordestinos e lá o povo bebe açúcar regado à café. Convenhamos que o açúcar foi explorado por Portugal no nordeste e apesar de valer ouro, os escravos viam apenas suas migalhas e vinhoto, então na ilusão de se alimentarem, “roubavam”açúcar que iam comendo, arruinando maravilhosos dentes africanos e estragando entre outras coisas a firmeza das suas peles.
Açúcar vira álcool, e é claro que nos engenhos a cachaça rolava solta, bem verdade que não para a boca de todos, enfim voltemos a feira antes que ela acabe, porque já passam das 11h 00 e agora o enxame engrossa, o caldo entorna e as sacolas de R$1 vão convidando a empregada e a patroa a encherem o carrinho enquanto do nada aparecem uns quantos moleques que se oferecem por um trocado pra levar tudo em casa. É quase uma comunidade agrícola, aqui todos se conhecem e volta e meia trocam uma graça ou uma nota de R$100, sem contrariedade alguma, aqui tudo anda na base da amizade.
Olhos sempre maior que o estômago e saio carregada e feliz, mas vou ter que sujeitar meus braços as sacas pesadas até em casa, uma boa caminhada. Mas valeu de repente essa parada na feira pra um pastel descompromissado que por sinal estava muito bom!
Bom fim de semana pour touts et bon appétit toujours!
O caldo de cana corre solto e algumas pessoas (Deus do céu!!!) bebem dois ou três copos e só de ver eu fico instantaneamente diabética! Mas entendo, sou filha de nordestinos e lá o povo bebe açúcar regado à café. Convenhamos que o açúcar foi explorado por Portugal no nordeste e apesar de valer ouro, os escravos viam apenas suas migalhas e vinhoto, então na ilusão de se alimentarem, “roubavam”açúcar que iam comendo, arruinando maravilhosos dentes africanos e estragando entre outras coisas a firmeza das suas peles.
Açúcar vira álcool, e é claro que nos engenhos a cachaça rolava solta, bem verdade que não para a boca de todos, enfim voltemos a feira antes que ela acabe, porque já passam das 11h 00 e agora o enxame engrossa, o caldo entorna e as sacolas de R$1 vão convidando a empregada e a patroa a encherem o carrinho enquanto do nada aparecem uns quantos moleques que se oferecem por um trocado pra levar tudo em casa. É quase uma comunidade agrícola, aqui todos se conhecem e volta e meia trocam uma graça ou uma nota de R$100, sem contrariedade alguma, aqui tudo anda na base da amizade.
Olhos sempre maior que o estômago e saio carregada e feliz, mas vou ter que sujeitar meus braços as sacas pesadas até em casa, uma boa caminhada. Mas valeu de repente essa parada na feira pra um pastel descompromissado que por sinal estava muito bom!
Bom fim de semana pour touts et bon appétit toujours!
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Você sabe que trigo sarraceno não é farinha?
Há tempos não fazia galettes e resolvi me atualizar um pouco, para tanto entrei num fórum de discussões de galettes. Assim são os franceses, tão alucinados pela origem de sua comida que mesmo uma simples (Deus me livre que eles me ouçam!) galette tem fórum de discussão e provavelmente marca depositada. Mas não me alonguei mais do que o necessário quando percebi que o assunto ia dar pano para mangas e então deixei as perguntas que me pareciam pertinentes para uma próxima vez. Levaria horas a discussão entre leigos e chefs sacando da memória e dos livros de receitas dos ancestrais as mais variadas versões da receita, maravilhada escutei. Numa única coisa, quase, todos foram unânimes, o trigo sarraceno é o ingrediente básico para essa receita típica da Bretanha.
O trigo sarraceno é uma gramínea e não um cereal como parece à primeira vista, não contém glúten, é rico em ômega-3, vitaminas B1 e B2, fibras, minerais e aminoácidos essenciais, se adapta bastante bem a climas frios e sendo forte e resistente alimentou muitas gerações na Europa. Sua origem é asiática e na Rússia e no leste europeu é bastante apreciado. O sarraceno era uma “farinha de pobre”, como de resto eram todas as farinhas não refinadas, então a receita original de galette é bastante rústica. No fórum um dos participantes me contou que a sogra, que trazia a receita da casa da mãe, que trazia da casa da avó não usava ovos como muitos fazem hoje, porque ovos só passaram a ser acessíveis depois da segunda guerra. Ou seja, ela fazia uma galette à base de sarraceno, água e sal simplesmente, que é a que vou preparar. O nome galette também remete a biscoito, como pode ser a massa se misturada a manteiga e clara de ovos batidos, a definição etimológica de galette é de uma variedade incrível! Outro participante do fórum se divertia com as descrições técnicas de como virar uma galette na frigideira. De acordo com ele a avó não apenas misturava os ingredientes com as mãos como com elas espalhava a mistura na frigideira e depois de corada de um lado virava do outro, com a mão, é claro. Talvez o ovo que é estalado no meio da galette bretonne fosse a princípio acrescentado para dar substância a esse prato que é servido como principal nas refeições. É possível preparar a galette, rechear, fazer quadrados ou triângulos salpicar com um pouco de molho e parmesão e gratinar, não é muito ortodoxo, mas é bastante saboroso. Numa outra versão se pode cortar (com aros de inox), rechear e enrolar ou montar uma sobre a outra intercalada por recheio. Como comprei espinafre orgânico vou fazer essa última versão em camadas entremeada com creme de espinafre e para acompanhar champignons variados salteados na manteiga e um pouquinho de vinho branco, baby cenouras no vapor com coentro ou salsinha finamente picada e pupunha assada ou grelhada com sal apenas. Tudo arranjado lindamente num prato e acompanhado de vinho Sauvignon Blanc de Pays d’Oc estupidamente gelado, que ninguém é de ferro!
Bon appètit!
Galettes bretonne à belle mère
Ingredientes:
100g de farinha de trigo sarraceno
60g de farinha de trigo comum
1/4 colh. (chá) de sal
300ml de água fria
100ml de leite integral (opcional)
2 colh. (sopa) de azeite extra-virgem
Preparo:
Misture os ingredientes secos e aos poucos inclua os molhados batendo bem com um fouet para aerar a mistura. Deixe descansar em temperatura ambiente por 2 horas.
Aqueça uma frigideira baixa, salpique com manteiga e espalhe com papel toalha repetindo esse procedimento a cada galette depositada. Com uma concha derrame um pouco da mistura na frigideira e espalhe a massa por toda a superfície, quando dourar vire do outro lado, depois retire e reserve.
Creme de espinafre
Ingredientes:
Um molho de espinafre bem lavado, seco e picado
1 dente de alho picado
½ cebola picada
1 cl de sobremesa de manteiga
sal a gosto
Preparo:
refogue os ingredientes e misture ao béchamel
Molho roux ou béchamel básico
Ingredientes:
1cl de sopa de farinha de trigo
1cl de sopa de manteiga
250 ml de leite
1 pitada de sal
1 pitada de noz moscada
Preparo:
Dilua a farinha em um pouco de leite frio mexendo para dissolver bem. Acrescente o restante do leite, a manteiga, sal e noz moscada e leve à fervura em fogo brando, até que atinja consistência de mingau mole. Aplique quando esfriar.
O trigo sarraceno é uma gramínea e não um cereal como parece à primeira vista, não contém glúten, é rico em ômega-3, vitaminas B1 e B2, fibras, minerais e aminoácidos essenciais, se adapta bastante bem a climas frios e sendo forte e resistente alimentou muitas gerações na Europa. Sua origem é asiática e na Rússia e no leste europeu é bastante apreciado. O sarraceno era uma “farinha de pobre”, como de resto eram todas as farinhas não refinadas, então a receita original de galette é bastante rústica. No fórum um dos participantes me contou que a sogra, que trazia a receita da casa da mãe, que trazia da casa da avó não usava ovos como muitos fazem hoje, porque ovos só passaram a ser acessíveis depois da segunda guerra. Ou seja, ela fazia uma galette à base de sarraceno, água e sal simplesmente, que é a que vou preparar. O nome galette também remete a biscoito, como pode ser a massa se misturada a manteiga e clara de ovos batidos, a definição etimológica de galette é de uma variedade incrível! Outro participante do fórum se divertia com as descrições técnicas de como virar uma galette na frigideira. De acordo com ele a avó não apenas misturava os ingredientes com as mãos como com elas espalhava a mistura na frigideira e depois de corada de um lado virava do outro, com a mão, é claro. Talvez o ovo que é estalado no meio da galette bretonne fosse a princípio acrescentado para dar substância a esse prato que é servido como principal nas refeições. É possível preparar a galette, rechear, fazer quadrados ou triângulos salpicar com um pouco de molho e parmesão e gratinar, não é muito ortodoxo, mas é bastante saboroso. Numa outra versão se pode cortar (com aros de inox), rechear e enrolar ou montar uma sobre a outra intercalada por recheio. Como comprei espinafre orgânico vou fazer essa última versão em camadas entremeada com creme de espinafre e para acompanhar champignons variados salteados na manteiga e um pouquinho de vinho branco, baby cenouras no vapor com coentro ou salsinha finamente picada e pupunha assada ou grelhada com sal apenas. Tudo arranjado lindamente num prato e acompanhado de vinho Sauvignon Blanc de Pays d’Oc estupidamente gelado, que ninguém é de ferro!
Bon appètit!
Galettes bretonne à belle mère
Ingredientes:
100g de farinha de trigo sarraceno
60g de farinha de trigo comum
1/4 colh. (chá) de sal
300ml de água fria
100ml de leite integral (opcional)
2 colh. (sopa) de azeite extra-virgem
Preparo:
Misture os ingredientes secos e aos poucos inclua os molhados batendo bem com um fouet para aerar a mistura. Deixe descansar em temperatura ambiente por 2 horas.
Aqueça uma frigideira baixa, salpique com manteiga e espalhe com papel toalha repetindo esse procedimento a cada galette depositada. Com uma concha derrame um pouco da mistura na frigideira e espalhe a massa por toda a superfície, quando dourar vire do outro lado, depois retire e reserve.
Creme de espinafre
Ingredientes:
Um molho de espinafre bem lavado, seco e picado
1 dente de alho picado
½ cebola picada
1 cl de sobremesa de manteiga
sal a gosto
Preparo:
refogue os ingredientes e misture ao béchamel
Molho roux ou béchamel básico
Ingredientes:
1cl de sopa de farinha de trigo
1cl de sopa de manteiga
250 ml de leite
1 pitada de sal
1 pitada de noz moscada
Preparo:
Dilua a farinha em um pouco de leite frio mexendo para dissolver bem. Acrescente o restante do leite, a manteiga, sal e noz moscada e leve à fervura em fogo brando, até que atinja consistência de mingau mole. Aplique quando esfriar.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Judy Garland e o quiabo
Saímos ontem, eu e minha prima Lucilla, para ver Judy Garland, muito, muito bom! Como era no Fashion Mall, demos uma esticadinha até o Troisgros, et comme toujours c’était très Troisgros...Sou muito suspeita pra falar porque sempre acho que gente que tem gastronomia na veia dificilmente erra na mão, eu sou fã das misturas do chef e embora não seja muito fácil para mim vegetariana aproveitar muito o cardápio de seus restaurantes, me surpreendo até mesmo com as saladas.E enquanto comíamos íamos esticando nossos fios de meada e tricotando muito, o bastante para ela “se queixar”que ultimamente eu não estava falando e nem cozinhando no blog com os frutos da estação...Afinal o principio básico do orgânico é a sazonalidade e no último livro que fizemos, Letícia e eu, uma lista de temporadas de floração e frutificação foi publicada ilustrando nossa intenção culinária. Então, hoje na hora das compras me deparei com lindos quiabos orgânicos que uma vez lavados com limão (para evitar a baba em excesso) e ligeiramente refogados, salteados realmente pra não empaparem, leva uma pitada de curry e sal para cobrirem um purê de aipim sem leite e com alguma manteiga e sal a gosto acomodado em aro de inox. Feijão preto bem temperado, couve manteiga refogada e abóbora em cubinhos guarnecidas com salsa vão de um lado do enformado de aipim no prato e do outro pode ir uma banana da terra fatiada e assada com um pingo de açúcar e canela em pó e talvez até uma farofinha de alho na manteiga. De sobremesa figos, os de Valinhos estão em plena temporada, com a casca muito bem lavada porque o esbranquiçado sobre ela é mistura de cal e sulfato de cobre, substância usada para prevenir pragas, dizem que é própria para consumo humano... Chama-se calda bordalesa ou mistura de Bordeaux, pode? Fala-se assim desse fungicida como se fosse um saborosíssimo molho de vinho tinto... Mas, voltando aos figos; corte o figo ao meio longitudinalmente e para cada figo misture 1 cl de sopa de vinho do porto com 3 a 4 gotas de azeite de trufas.Aqueça bem uma frigideira e derreta uma colher de cafezinho de manteiga deixe aquecer bem e coloque os figos, cascas na frigideira, regue com a mistura de porto e salpique ligeiramente com açúcar cristal. Fogo brando, frigideira tampada por 5minutos. Sirva os figos com sorvete de creme salpicado de canela e por cima fica bonito um pau de canela quebrado, bon appètit!
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Et pour finir un vendredi fatigant…
Uma meia garrafa de Bordeaux Chateau de Garguille 2009, e para acompanhar ovos mexidos acrescidos de um tanto de leite, outro de parmigiano reggiano e uma pitada de pimenta do reino ralada. Purê de batata orgânico acrescido de azeite de trufas e enformado em aro de inox guarnecido com espinafre (orgânico, bien sur) cozido no vapor. Na lateral couve manteiga finamente fatiada e refogada com alho e tiras de pão integral de grãos ligeiramente tostados no grill. De sobremesa leva-se ao fogo brando em pouquíssima água e 1 pau de canela algumas bananas passas para quentes acompanharem sorvete de baunilha. A receita do sorvete ta lá no blog, é só procurar, et se par fois je fait de blague avec la langue, c’est de blague non plus. Trés bom appétit toujours!
sábado, 28 de janeiro de 2012
et voilà o almoço de sábado!
Friozinho bom que essa época do ano só tinha visto em Três Coroas, no Rio Grande do Sul, então dá até pra encarar uma comidinha com mais substância e calor sem ofender os humores e o estômago, então vamos lá. Dá pra começar com uma versão fácil de nhoque de aipim (mandioca, macaxera) ao molho de pesto rápido, uma saladinha e de sobremesa banana condimentada. O aipim da feira orgânica tem vindo tão macio que mal aferventa se desmancha, não é muito mais caro do que o comum e garanto que o investimento vale à pena, as folhas do pesto e os ingredientes da salada então, sem comparação, não arisque sua receita, garanto que produto orgânico faz uma tremenda diferença! A banana ideal pra sobremesa é a d’água (nanica), mas ouro e prata substituem bem. Mãos à obra então et bom appetit!
Ingredientes do nhoque:
½ kg de aipim orgânico cozido,
2 cls de sopa de azeite aromatizado
1 cl de sopa de azeite de trufas
1 xícara (chá) de farinha de trigo
½ xc de parmesão ralado
Preparo
Afervente em panela de 2 a 5 litros água com sal, depois de fervida a água mantenha o fogo brando e a panela tampada. Desmanche o aipim em purê e acrescente os azeites, misture bem e adicione o queijo. Acrescente a farinha aos poucos até conseguir uma consistência de manejo o que pode pedir menos ou mais farinha do que o indicado- verifique se é preciso adicionar sal antes do próximo passo-. Enfarinhe uma superfície onde possa fazer “cobrinhas” e corte a massa do tamanho desejado. Coloque pequenas porções de nhoque por vez e quando subirem à tona retire com escumadeira, escorrendo toda a água. Arrume cuidadosamente em travessa untada com azeite aromatizado e regue com o pesto. O ideal é não gratinar com o pesto que em contato com o calor se liquefaz.
Ingredientes do pesto:
1 xc de manjericão
1 xc de rúcula
½ xc de azeite
3 dentes de alho grandes e bem picados
2 cls de sopa de castanha de caju picada
50gr de parmesão ralado
Lave bem e seque as folhas e a seguir processe todos os ingredientes, acrescente sal se necessário.
Salada fresca
Ingredientes: (use o descascador de batatas ou o fatiador de queijo)
Cenoura fatiada bem fina
Pepino fatiado bem fino com casca
Rabanetes ralados com casca
Punhado de passas louras mergulhadas em suco de laranja polvilhado de canela
Punhado de palmito fatiado
*Azeitonas pretas descaroçadas e desidratadas
Preparo:
Lave e seque bem os ingredientes e arrume em bowls individuais, tempere a gosto.
*Azeitonas pretas descaroçadas e desidratadas
Coloque em forma pequena um punhado de azeitonas pretas descaroçadas (existem descaroçadores de azeitonas à venda no mercado) leve ao forno quente por 10/15
minutos ou até que comecem a “enrugar” , deixe esfriar e utilize.
Banana condimentada
Ingredientes:
1 banana por pessoa
Suco de ½ laranja pêra
1 pimenta biquinho
Uma mistura de:
1 cl de chá de canela
1 cl de chá cravo
½ cl de chá de cominho em pó
½ cl de chá de pimenta do reino em pó
½ cl de chá de curry em pó
Preparo:
Pique miúdo a pimenta e misture com o suco. Lave bem a banana e corte a casca com faca afiada no sentido vertical, mas não descasque. Coloque em tabuleiro abra um pouco e com cuidado a casca e regue a banana com os temperos. Forno médio por 15 minutos ou até que esteja macia e perfumada. Sirva em pratos individuais, com a casca totalmente aberta.
Ingredientes do nhoque:
½ kg de aipim orgânico cozido,
2 cls de sopa de azeite aromatizado
1 cl de sopa de azeite de trufas
1 xícara (chá) de farinha de trigo
½ xc de parmesão ralado
Preparo
Afervente em panela de 2 a 5 litros água com sal, depois de fervida a água mantenha o fogo brando e a panela tampada. Desmanche o aipim em purê e acrescente os azeites, misture bem e adicione o queijo. Acrescente a farinha aos poucos até conseguir uma consistência de manejo o que pode pedir menos ou mais farinha do que o indicado- verifique se é preciso adicionar sal antes do próximo passo-. Enfarinhe uma superfície onde possa fazer “cobrinhas” e corte a massa do tamanho desejado. Coloque pequenas porções de nhoque por vez e quando subirem à tona retire com escumadeira, escorrendo toda a água. Arrume cuidadosamente em travessa untada com azeite aromatizado e regue com o pesto. O ideal é não gratinar com o pesto que em contato com o calor se liquefaz.
Ingredientes do pesto:
1 xc de manjericão
1 xc de rúcula
½ xc de azeite
3 dentes de alho grandes e bem picados
2 cls de sopa de castanha de caju picada
50gr de parmesão ralado
Lave bem e seque as folhas e a seguir processe todos os ingredientes, acrescente sal se necessário.
Salada fresca
Ingredientes: (use o descascador de batatas ou o fatiador de queijo)
Cenoura fatiada bem fina
Pepino fatiado bem fino com casca
Rabanetes ralados com casca
Punhado de passas louras mergulhadas em suco de laranja polvilhado de canela
Punhado de palmito fatiado
*Azeitonas pretas descaroçadas e desidratadas
Preparo:
Lave e seque bem os ingredientes e arrume em bowls individuais, tempere a gosto.
*Azeitonas pretas descaroçadas e desidratadas
Coloque em forma pequena um punhado de azeitonas pretas descaroçadas (existem descaroçadores de azeitonas à venda no mercado) leve ao forno quente por 10/15
minutos ou até que comecem a “enrugar” , deixe esfriar e utilize.
Banana condimentada
Ingredientes:
1 banana por pessoa
Suco de ½ laranja pêra
1 pimenta biquinho
Uma mistura de:
1 cl de chá de canela
1 cl de chá cravo
½ cl de chá de cominho em pó
½ cl de chá de pimenta do reino em pó
½ cl de chá de curry em pó
Preparo:
Pique miúdo a pimenta e misture com o suco. Lave bem a banana e corte a casca com faca afiada no sentido vertical, mas não descasque. Coloque em tabuleiro abra um pouco e com cuidado a casca e regue a banana com os temperos. Forno médio por 15 minutos ou até que esteja macia e perfumada. Sirva em pratos individuais, com a casca totalmente aberta.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Com açúcar e com afeto
De ontem para hoje presenciei três cenas que me fizeram observar, talvez com mais tolerância, o porquê de vivermos numa sociedade onde ninguém quer envelhecer.
Há os pontos óbvios de vivermos em tempos descartáveis e do desprezo por quem não exerce função produtiva ou que já não produz com a mesma avidez, desprezo não desdenhoso, mas indiferente.
Meu sogro era médico e me dizia que tudo o que “somos” é basicamente hormônios, produzidos à medida que deles se tem necessidade, ou seja: numa etapa fisicamente produtiva. Eu achava que era exagero médico, mas a verdade é que ele foi um leitor precoce da época em que vivemos e que na verdade sempre esteve à frente do seu tempo. Aqui não vai crítica a procedimentos de rejuvenescimento, quem sou eu pra criticar os que desbravam essa selva em que vivemos? Ao contrário, é bom nos cuidarmos para sermos independentes o maior tempo possível, o que não quer dizer adolescermos a ponto de disputarmos um modelitcho numa boutique para adolescentes. O conhecimento e a sabedoria nem sempre andam de mãos dadas e no embate imaginário entre as duas forças, quem vence é Lorde Google. Se o conhecimento está na ponta dos dedos para que sabedoria? Esse conceito é tão radical que mesmo quando já não é mais possível correr a uma velocidade enlouquecedora, corremos. Corremos com medo de ficarmos sós, com medo de sermos descartados, amedrontados pelas decisões e caminhos tomados no passado, quando achávamos que estávamos apenas diante de um ensaio e que em algum momento um diretor teatral abriria as cortinas do palco para descobrir nosso inigualável talento, e assim redimidos viver nossa vida plena. Enquanto vivemos vítimas voluntárias do julgamento alheio somos como a mosca que fascinada pelo brilho da lâmpada está cada vez mais próxima do fim.
Com açúcar e com afeto fui ao doce predileto, Chico Buarque, ontem à noite. Sentada na platéia admirei o senhor de setenta, mais seguro do que nunca e tranqüilo com ele mesmo retratando um mundo em doses menores, talvez, ciente da idade e do seu tempo.
O show foi até bem tarde, a fome bateu, mas o sono venceu. Assim que: a receita imaginada fica pro fim de semana. Bon appétit toujours!
Há os pontos óbvios de vivermos em tempos descartáveis e do desprezo por quem não exerce função produtiva ou que já não produz com a mesma avidez, desprezo não desdenhoso, mas indiferente.
Meu sogro era médico e me dizia que tudo o que “somos” é basicamente hormônios, produzidos à medida que deles se tem necessidade, ou seja: numa etapa fisicamente produtiva. Eu achava que era exagero médico, mas a verdade é que ele foi um leitor precoce da época em que vivemos e que na verdade sempre esteve à frente do seu tempo. Aqui não vai crítica a procedimentos de rejuvenescimento, quem sou eu pra criticar os que desbravam essa selva em que vivemos? Ao contrário, é bom nos cuidarmos para sermos independentes o maior tempo possível, o que não quer dizer adolescermos a ponto de disputarmos um modelitcho numa boutique para adolescentes. O conhecimento e a sabedoria nem sempre andam de mãos dadas e no embate imaginário entre as duas forças, quem vence é Lorde Google. Se o conhecimento está na ponta dos dedos para que sabedoria? Esse conceito é tão radical que mesmo quando já não é mais possível correr a uma velocidade enlouquecedora, corremos. Corremos com medo de ficarmos sós, com medo de sermos descartados, amedrontados pelas decisões e caminhos tomados no passado, quando achávamos que estávamos apenas diante de um ensaio e que em algum momento um diretor teatral abriria as cortinas do palco para descobrir nosso inigualável talento, e assim redimidos viver nossa vida plena. Enquanto vivemos vítimas voluntárias do julgamento alheio somos como a mosca que fascinada pelo brilho da lâmpada está cada vez mais próxima do fim.
Com açúcar e com afeto fui ao doce predileto, Chico Buarque, ontem à noite. Sentada na platéia admirei o senhor de setenta, mais seguro do que nunca e tranqüilo com ele mesmo retratando um mundo em doses menores, talvez, ciente da idade e do seu tempo.
O show foi até bem tarde, a fome bateu, mas o sono venceu. Assim que: a receita imaginada fica pro fim de semana. Bon appétit toujours!
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