terça-feira, 5 de outubro de 2010

Yes nós temos bananas!

A fruta é muito antiga, sua idade é estimada em 8000 anos (antes de Cristo!) e as variedades são mais de cem.
A banana, orgulho nacional, não é brasileira como muitos acreditam, ela chegou aqui trazida pelos navegadores portugueses e começou e ser cultivada entre os séculos XV e XVI . Original do sudeste da Ásia a banana passou a ter cultivo sistemático primeiramente em Papua, Nova Guiné,hoje com técnicas especiais é cultivada em qualquer lugar do planeta que possa oferecer calor natural ou de estufas controladas.
Tudo na banana é utilizável além do fruto propriamente dito; o coração, por exemplo, é uma iguaria servida na Ásia (o sabor é parecido ao da alcachofra e como essa o coração e as pétalas são comestíveis), as cascas são aproveitadas na confecção têxtil e de papel, produzidas com técnicas centenárias.
Nutritivas e versáteis as bananas podem ser preparadas nas formas doce e salgada, refogadas, ensopadas, cozidas fritas e desidratadas, viram até farinhas dietéticas para afinar a silhueta. Enfim, cada família tem uma receitinha infalível, saborosa e econômica que é sempre uma festa. Na minha, meu irmão mais velho, o Demócrito, cultivou o “doce de banana rosa”, uma delícia feita à olho, sem receita precisa, deliciosa para ser comida gelada. Ele enfatiza que a cor só é conseguida com a banana prata, as outras oxidam e escurecem...

Doce de banana rosa

Ingredientes:

Banana prata madura ma non troppo
Açúcar orgânico branco
Leite
1 canela em pau (opcional)

Preparo:

Corte cada banana em três longitudinalmente e reserve. Polvilhe o fundo de uma panela com açúcar e disponha a primeira camada de bananas, cubra com açúcar. Repita essa ordem três vezes, termine com a camada de açúcar e depois cubra tudo completamente com leite. A panela fica parcialmente tampada e o doce vai ser cozido em fogo brando até que atinja a cor rosa, que é o sinal de que está no ponto.

Brunoise de cantaloupe au poivre rouge

Com mais acesso a informações a cozinha tem deixado de ser apenas o lugar de se fazer comida. Aos poucos a bancada deixa de ser apenas um balcão culinário para se transformar também num universo de pesquisa e reações químicas.
Pesquisar, escolher e entender aquilo que consumimos pode ajudar a transformar o que às vezes não parece tão saboroso ou neutralizar um sabor que se impõe aos demais e que por essa razão às vezes é deixado de lado, desmistificar na prática algumas regras absolutas pode trazer resultados bem interessantes.
Durante uma das aulas do Cordon Vert, cortes de pimenta, depois de picar umas quantas malaguetas, inadvertidamente cocei os olhos...O ardor é bem mais acentuado do que na boca e meus colegas solidários correram por água gelada para me ajudar, porém uma das professoras mais experiente no assunto, embebeu dois chumaços de algodão em leite que colocou sobre meus olhos. Efeito mágico e quase imediato.
Na verdade quase todos nós sabemos que o leite é capaz de neutralizar alguns venenos que atingem as mucosas, e, no entanto, para nos aliviarmos do ardor da pimenta em geral recorremos sem pensar duas vezes a água...
Existem as chamadas pimentas de cheiro apenas perfumadas com um ardor muito ligeiro, dessas hoje em dia sou fã, já das outras sempre busquei distância, porém em função dessa experiência durante meu curso resolvi dar uma chance à pimenta ardida e criar com ela um prato que realce o after taste ( retro sabor) além do ardor.

Geléia de pimenta

Ingredientes:

2 xcs de açúcar orgânico branco
Suco e casca ralada de 1 limão siciliano
300 ml de água
100 ml de suco de maçã fresco
4 pimentas malaguetas verdes ou vermelhas

Preparo:

Lave, seque e pique bem a malagueta (se não for usar luvas para picar, lembre de lavar bem as mãos com sabão neutro, certos detergentes e pimenta podem detonar uma reação de queimadura) e reserve. De preferência em panela de ágata leve os outros ingredientes ao fogo brando até levantar fervura, mexendo de vez em quando. Acrescente a pimenta e deixe cozinhar por 20/30 minutos, mexendo a cada quanto, acrescente mais açúcar aos poucos se achar necessário. Desligue o fogo tampe a panela e deixe esfriar. Para estocar tenha um vidro fervido e esterilizado com álcool.

Segue uma entrada bem saborosa que utiliza a geléia.

Brunoise* de cantaloupe au poivre rouge

Ingredientes:

1 receita de geléia de malagueta vermelha
Melão cantaloupe
2 ou 3 cls de sopa de mascarpone, boursin* ou chévre* por pessoa
Folhas de hortelã
Coentro bem picado (opcional)

Preparo:

Brunoise*- técnica francesa de corte em cubinhos homogêneos que se presta a frutas, legumes e verduras crus ou cozidos.
Chévre*- queijo de leite de cabra cremoso
Boursin* ou tipo boursin- queijo de leite de vaca cremoso, tem uma receita em posts mais antigos no blog

Em prato de sobremesa arrume a brunoise num aro culinário e guarneça com um galhinho de hortelã, na lateral disponha o laticínio escolhido a colheradas e por cima uma colher de sobremesa rasa da geléia e sobre ela um pouquinho do coentro picado. Bom apetit!

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Feijoada; um pouco portuguesa, em nada escrava, quem sabe judaica?

A combinação do arroz de herança Muçulmana, com o feijão de cultivo antigo e comum a todos os povos agricultores foi desde sempre a refeição mais popular e democrática trazida da Europa para a América latina.
Achei interessante saber que em Cuba se chama Moros y Cristianos (mouros e cristãos).
A combinação super alimentícia que já foi chamada de prato de pobre passou a símbolo nacional consumido de norte a sul do país por todas as classes sociais nas mais diversas versões e sua provável origem é a feijoada portuguesa ou a fabada asturiana (faba de fava, leguminosa, feijão) pratos a base de carnes e cereais feitos de véspera e deixados em fogo lento para serem consumidos no dia seguinte, bem quentes, gordurosos e calóricos, próprios para o frio das regiões agrícolas européias.
Nesses guisados nenhum naco de carne seca ou salgada que tivesse sobrado das refeições da semana era desperdiçado; misturados a líquidos temperados com especiarias e acrescidos de legumes e verduras cozinhavam em fogo brando, muito lentamente, até quase desmancharem e se por acaso algum pedaço já estivesse deteriorado o gosto passava totalmente despercebido, misturado que estava a tantos outros ingredientes.
Carlos Augusto Ditadi, especialista em assuntos culturais e historiador do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro desmistifica a hipótese de que a feijoada seja um prato original das senzalas, considera que essa é mais uma lenda contemporânea, fruto de uma versão romanceada das relações sociais e culturais da escravidão no Brasil.
Normalmente servida aos sábados no Brasil, a feijoada coincidentemente ou não segue uma herança judaica trazida pelos novos cristãos, os marranos saídos da Espanha e Portugal que professavam sua religião em segredo, passando veladamente sua cultura para as gerações seguintes sem dar nomes aos bois. A religião judaica não permite tarefas mecânicas na sexta-feira depois que a terceira estrela desponta no céu marcando o começo do shabat, cozinhar é uma dessas tarefas não permitidas e talvez a feijoada portuguesa tenha como origem o cholent, tradicional guisado judeu de shabat que também começava a ser cozido no dia anterior e levava basicamente os mesmos ingredientes em qualquer parte do mundo onde houvesse judeus praticantes.
Quanto a fabada que é uma feijoada criada em Astúrias, há uma boa probabilidade que tenha origem no cholent já que uma pesquisa recente encomendada a Universidade de Leicester na Inglaterra e a Pompeu Fabra de Barcelona, confirma que é no principado de Astúrias que se encontram vestígios genéticos de maior predominância judeu sefaradita de toda a Espanha. É certo que de acordo com a lei alimentar judaica, a kashrut, a carne de porco é vedada, mas é difícil se certificar que tipo de carnes eram adicionadas inicialmente à feijoada ou se em algum momento foram substituídas por outras. Tem-se notícia registrada da feijoada apenas a partir do século XIX e o exemplo mais antigo está no Diário de Pernambuco de 7 de agosto de 1833, no qual o Hotel Théâtre, de Recife, informa que às quintas-feiras seria servida “feijoada à brasileira”(referência talvez ao caráter adaptado do prato?). Um caso a pensar...

domingo, 26 de setembro de 2010

É primavera

Em vão, centenas de milhares de homens, amontoados
num pequeno espaço, se esforçavam por desfigurar a
terra em que viviam. Em vão a cobriam de pedras
para que nada pudesse germinar; em vão arrancavam
as ervas tenras que pugnavam por irromper; em vão
impregnavam o ar de fumaça; em vão escorraçavam
os animais e os pássaros - Em vão…
Porque até na cidade, a Primavera é Primavera.
—Tolstói, em "Ressurreição"


Uma pequena lufada apenas e o chão fica logo coberto de vermelhos e amarelos, roxos e rosas, dos ipês, das quaresmeiras e das muitas árvores que não conheço o nome, mas me consola a certeza de não ser a única na cidade. E não obstante, a primavera chegou, indiferente a nomes e com ela os tapetes floridos que se descortinam a céu aberto e se esparramam pelo chão dessa cidade, maravilhosa em qualquer estação, mas quando a primavera chega...
Há orquídeas em exposição no Jardim Botânico, e qual não foi minha surpresa ao descobrir durante pesquisas que é ingrediente em nossa mesa uma orquídea não tão bela como suas primas ou irmãs, mas que talvez seja mais famosa e tenha usufruído de muito mais prestigio e longevidade que as primeiras, e que seu perfume tenha inebriado desde o império asteca às cortes inglesas e francesas. Que foi um dia muito mais rara do que a mais rara de todas as orquídeas negras e pagava-se por cada pistilo seu fortunas em moedas de ouro.
Debutou na Europa como ingrediente de remédios complexos, indo parar nas boticas de famosos doutores, mas aos poucos foi ocupando o lugar de honra que lhe era destinado; a mesa da realeza.
Não veio da África, como muitas de suas irmãs, mas da Mesoamérica e como todos os tesouros descobertos pelos espanhóis nesse continente foi surrupiada por mãos ávidas numa tentativa frustrada de ser plantada em solo europeu, mas, caprichosa não cedeu.
Aos colonizadores nunca lhes bastou experimentar, era preciso se apropriar, porém seu solo não conseguia multiplicar nem esse nem os outros tesouros trazidos das Américas do Sul e Central, a terra não se prestava ao plantio dos frutos importados e ao clima faltava calor e umidade que os fizesse desenvolver.
A baunilha é uma orquídea com pistilos de verde variado que quando secos escurecem como carvão. Intensamente saborosa, tem aroma incomum à maioria dessas flores e um sabor delicado e característico. Ainda é um produto razoavelmente caro e a líquida que encontramos nos supermercados não é baunilha de verdade, mas um composto aromatizado.
É possível fabricar o extrato de forma caseira, leva tempo para aromatizar, mas não é nada complicado.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Hidropônico ou orgânico?

Os hidropônicos surgiram em 1930 através de estudos realizados por agrônomos americanos sobre a fisiologia vegetal. No Brasil a hidroponia só chegou ao mercado em 1987, mas de lá para cá seu consumo aumentou muito, o que talvez se deva à falta de informação apropriada. Muitas pessoas acreditam que produtos hidropônicos e orgânicos são a mesma coisa, mas na verdade um não tem rigorosamente nada a ver com o outro.
O hidropônico só difere dos legumes e verduras correntes por não ser plantado diretamente no solo. É cultivado sob estufas dentro de suportes artificiais, em água que recebe soluções químicas para nutrição, além de receber tratamento com agrotóxicos para evitar eventuais doenças.
Já o orgânico é plantado em solo limpo de resíduos tóxicos, aguado por fontes não contaminadas e não recebe qualquer aditivo químico em nenhum estágio, do cultivo à colheita.
O conceito orgânico começou a ser divulgado entre 1925 e 1930, mas a produção em escala só teve início à partir da década de 80, se estabilizando nos anos 90 com o crescimento de pesquisas em torno do desenvolvimento sustentável e da necessidade de práticas agrícolas ecologicamente corretas.
Eventuais excessos de nutrientes ou impurezas na solução nutritiva podem se acumular no produto hidropônico, no caso dos orgânicos o solo filtra e neutraliza as eventuais impurezas e a planta aproveita os nutrientes sem acumular excessos.
As plantas hidropônicas terminam com um metabolismo desequilibrado, ficando suscetíveis ao ataque de pragas e doenças, enquanto as orgânicas mantêm metabolismo equilibrado e são mais resistentes a pragas e doenças.
A beleza do hidropônico pretende passar ao consumidor que o produto é saudável, enquanto no produto orgânico o sistema de produção certificado garante ao consumidor que o produto é verdadeiramente apropriado para consumo sem prejuízos a saúde.

Porque orgânico?

O mercado brasileiro movimenta anualmente vários milhões de reais em torno de agrotóxicos usados indiscriminadamente em nossa alimentação diária sem qualquer cerimônia. Produtos contendo agrotóxicos são vendidos nos tabuleiros da feira e gôndolas de supermercados e nós, inocentes, no intuito de mantermos uma alimentação saudável e variada levamos para casa exatamente o contrário; alimentos de baixo valor nutricional e possível causadores de doenças.
Os agrotóxicos são responsáveis pela segunda maior causa de intoxicação da população brasileira, perdendo apenas para as intoxicações por medicação!
Alimentos submetidos a pesticidas, hormônios e insumos tóxicos têm pior qualidade nutricional e biológica, são carentes de determinadas vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais e detonadores de doenças como o mal de Parkinson, alergias momentâneas e crônicas, disfunções neurológicas, sobrecarga hepática e vários tipos de câncer.
Num solo saudável, orgânico, o controle das pragas é feito de forma natural, sem comprometer a terra, água ou agricultores com quaisquer agentes tóxicos, o tabaco e as ervas daninhas, por exemplo, são usados com a finalidade de afastar pragas na lavoura. Adubado de forma orgânica, com sua microbiota preservada, o solo gera alimentos mais saudáveis, com mais e melhores nutrientes.

Alguns exemplos da diferença de nutrientes entre alimentos orgânicos e não orgânicos:

● Frango Orgânico: possui 25% menos gordura e 38% mais ômega -3.
● Carne Vermelha Orgânica: possui de 300 a 500% mais ácido linoléico conjugado.
● Ovos Orgânicos: possuem 20% mais vitamina A e 15% a mais de cálcio.
● Frutas Orgânicas: possuem 31,9% mais fósforo, 8,5% mais fibras e 18,6% mais fenólicos (maior proteção natural ao organismo).

Os alimentos orgânicos ainda são um pouco mais caros, mas à medida que se tornarem um hábito em nossas mesas irão baratear.
Orgânicos são os produtos que vêm com o selo da ABIO (Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro), http://www.abio.org.br/abio.php.
No Rio de Janeiro as novas feiras orgânicas são nos bairros do Leblon e Jardim Botânico, e funcionam respectivamente às quintas feiras pela manhã na Praça Antero de Quental e aos sábados pela manhã na Praça da Igreja de São José, na Lagoa. Na Rua do Russel, aos sábados a já tradicional feira da Glória e no Bairro Peixoto, também aos sábados, na Praça do Bairro Peixoto (Edmundo Bitencourt), enquanto em Ipanema, funciona às terças feiras, na Praça Nossa Senhora da Paz, do lado da Barão da Torre..
Aqui as feiras orgânicas que rolam pelo Brasil:
http://www.docelimao.com.br/site/desintoxicante/cultura-organica/101-feiras-organicas-brasil-afora.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dores injustificadas no corpo? Pode ser intolerância a glúten...

A celíase ou doença celíaca é causada por intolerância ao glúten e pode surgir em qualquer idade. O glúten é uma proteína contida nas farinhas de trigo, cevada, centeio, aveia, triticale, malte e painço e em todos os seus derivados, como a farinha, farelos, germe, etc.
Estudos mais aprofundados vêm sendo conduzidos no intuito de encontrar possível relação entre glúten e a artrite e vários deles apontam resultados positivos nessa direção.
A suspensão de farinhas com glúten em dietas de portadores de artrite demonstrou uma melhora inequívoca nas dores e inflamações de tecidos. Durante esses estudos foram também constatadas possíveis conexões entre glúten e outras doenças auto-imunes, como psoríases e hipotireoidismo.
Há exames de sangue específicos para detectar intolerância aos alimentos em geral.
Embora o glúten não seja necessariamente o causador ou detonador de toda artrite, pesquisas sugerem que uma diminuição ou mesmo uma completa supressão de farinhas que contêm glúten possa dar uma boa resposta para as dores no corpo.
O comércio de alimentos vem cada vez mais oferecendo produtos específicos para dietas especiais que podem ser encontrados nas prateleiras das padarias e supermercados, é verdade que ainda são caros e talvez careçam de sofisticação. Enquanto uns são meio quebradiços a outros falta sabor e atratividade, mas se pensarmos que o que concede fermentação e elasticidade aos alimentos é justamente o glúten fica fácil entender a dificuldade na obtenção de um produto final satisfatório.
Se nos dermos ao trabalho de ler o rótulo daquilo que ingerimos, vamos ficar surpresos ao perceber que alguns alimentos aparentemente inocentes podem ser indescritíveis vilões, isso sem contar com os pequenos lanchinhos que contêm glúten da primeira mordida ao último farelo das lanchonetes Mac e derivadas ou daqueles saquinhos que vai-se comendo às bocanhadas para enganar a fome enquanto se está ocupado com atividades inadiáveis.
A verdade é que ainda não foi inventado melhor remédio para a saúde que a prevenção.
Depois que alguma complicação se instala o corpo já está debilitado para reagir bem e a cada ataque fica mais cansado. São tantos os cuidados que dedicamos à aparência, porque não nos preocupamos igualmente com a saúde? Dá trabalho? Pode dar prazer também.
Escolher e talvez cozinhar aquilo que é bom para nossa saúde pode ser uma grande surpresa além de uma recompensa saborosa com o resultado final.
A goma xantana e o amido de tapioca substituem o glúten das farinhas na confecção de massas e pães. Segue um site que vende a goma http://loja.gastronomylab.com/goma-xantana.html e outro para saber tudo sobre glúten e onde adquirir produtos sem ele. http://www.riosemgluten.com.