Acho que todos nós, brasileiros pelo menos, temos lembranças de momentos brigadeiro, sejam da nossa infância, da dos nossos filhos e em tempo da dos nossos netos. Temos com certeza memórias da adolescência, as moças pelo menos, quando para assistir a sessão da tarde comíamos brigadeiro às colheradas entre lágrimas emocionadas que os hormônios faziam saltar descontroladamente dos olhos...
E porque ninguém nunca pensou em fazer um negócio dedicado a eles, os brigadeiros? Bom finalmente alguém pensou e o negócio parece que vai muito bem obrigada! Mas porque esse papo de brigadeiro hoje?
Porque ontem foi o aniversário do meu cunhado querido e no final do jantar a Carol serviu um brigadeiro inusitado, de Ovomaltine!
Eu minto, apenas um pouco, quando digo que meu doce predileto é o de leite, mas ele fica ali “por una cabeza” do brigadeiro.
Não gosto muito de chocolate (isso é verdade, juro!), mas ironicamente faço sobremesas bastante interessantes com ele, por favor, não peçam receita porque fico arrasada. Já tentei, várias vezes, me desapegar, mas como boa mãe judia só entrego os pontos no leito de morte...Eu tenho esse negócio com doce digo que doce é yin(feminino), sem o menor conhecimento de causa, por pura intuição, e admiro sinceramente as mulheres que com largueza de espírito são capazes não apenas de preparar doces, mas passar a receita.
Meu livro de sobremesa vai andando, a passos tão curtos que não sei não...
Bom, deixemos de lero-lero e partamos para o almoço de sábado ou domingo, que com esse friozinho abre o apetite de dar medo, et voilá : creme de pupunha (palmito), torradas ao azeite trufado, omelete/souflê de queijo brie, ervilha torta (mangetout) cozida no vapor e pequeninas cebolas carameldas no suco de figos. De sobremesa pêra poché no suco de laranja temperado com cravo, bon appétit!
Creme de pupunha
Ingredientes: (por pessoa)
1 palmito pupunha
1 cl de café de manteiga
½ xícara de leite
Preparo:
Lave e seque o palmito e em fogo brando derreta a manteiga em frigideira inox. Quando o palmito estiver macio, retire processe com ½ xícara de leite, tempere esirva em bowls individuais.
Tiras de torradas ao azeite trufado
Ingredientes: (por pessoa)
2 fatias de pão tipo forma com 6 ou 12 grãos
2 cls de chá de azeite trufado
Preparo:
Corte as fatias em 2 ou 3 partes verticalmente sem retirar as bordas. Aqueça levemente uma frigideira, disponha 1 cl de azeite e disponha as tiras da primeira fatia e vire rapidamente para que as duas partes recebam azeite. Repita o processo com a segunda fatia.
Omelete suflê de brie
Ingredientes:
2 ovos
2 a 3 fatias de brie quase maduro
2 cls de sopa de leite
1pitada de canela em pó
1 pitada de noz moscada
Sal a gosto
1 cl de chá de azeite
Preparo:
Bata ligeiramente as gemas com o sal, canela, noz moscada e o leite, reserve. Bata as claras em neve e misture delicadamente às gemas. Espalhe com a ajuda de papel toalha o azeite numa frigideira anti aderente, aqueça e disponha a mistura cobrindo toda a panela. O fogo deve ser brando para não queimar a omelete. Coloque as fatias do queijo sobre a mistura, tampe por alguns minutos e abra para espalhar com cuidado algum liquido que ainda não tenha cozinhado. Tampe por mais 2 minutos e se o interior já estiver quase cozido,com a ajuda de uma colher dê formato de panqueca ou dobre um lado sobre o outro, desligue o fogo e deixe por mais 1 minuto tampado, sirva a seguir.
Ervilhas no vapor
Ingredientes:
1 punhado de ervilhas tortas bem lavadas
Sal
Preparo:
Com uma faquinha fina retire a ponta das ervilhas, salpique sal sobre elas e leve para o banho Maria que assim que levantar fervura deve ser desligado e as ervilhas devem repousar nesse calor por não mais que 3 ou 4 minutos.
Cebolas carameladas no suco de figo
Ingredientes: (por pessoa)
5 a 6 pequenas cebolas
Suco coado de ½ figo
1 cl de chá de açúcar mascavo
Preparo:
Em panela inox disponha o suco e o açúcar,misture bem e acrescente as cebolas inteiras sem casca, mexa a cada quanto, em fogo brando, até que escureçam.
Peras poché
Ingredientes: (por pessoa)
½ pêra descascada e desossada
Caldo de 1 laranja pêra
1 cravo
2 cls de sopa de iogurte cremoso levemente adoçado com 2 gotas de baunilha
Preparo:
Leve o iogurte ao frezer e ao fogo brando a pêra com metade do suco de laranja e o cravo. Cozinhe, a pêra, por alguns minutos, sem mexer, até começar a amaciar, secando acrescente aos poucos mais suco. Retire o iogurte do freezer e sirva com a pêra ainda quente, se quiser salpique sobre ela um pouco de canela em pó misturada a uma pitada de curry.
sábado, 21 de maio de 2011
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Fim de semana em São Paulo
Fim de semana em São Paulo, passeio gastronômico na certa e dieta mandada pro espaço... Bom, hoje já é segunda feira, chuvosa, e tudo torna quase ao seu devido lugar.
O almoço do sábado foi na Mercearia do Francês, desnecessário dizer que os pães do couvert estavam deliciosos e pra continuar pedimos torradinhas de champignon (na manteiga é claro, afinal estamos em território francês) e ratatouille com queijo de cabra, lindo, cheiroso e gostoso que veio surpreendentemente enformado. Meu amigo pediu risoto de abóbora com carne seca, a apresentação é linda e a carne não vem misturada, assim que belisquei o risoto, um primor! O vinho foi um chileno carmenére/sauvignon, 14º, Antu Ninquén que em mapuche vem a ser aparentemente Sol da Montanha, muito bom. Cometi um erro clássico que foi pedir massa como prato principal em restaurante francês. Os franceses herdaram de Catarina de Médicis muitas receitas italianas e como no caso dos pães, se superaram, já na massa...Um caso quase raro eu acertar nos pratos que incauta tenha experimentado.De sobremesa crepe Suzette e brulée corretíssimos e uma coisa que adoro nos franceses: garfo e colher sempre que a sobremesa não pede faca, não pode ser de outro jeito. Fazer como para comer? Usar o dedo pra ajudar a sobremesa a ser pescada ou tentar agarrá-la até que escorregue pela borda do prato e se esborrache na mesa? E vive les français(!) povo da sobremesa que sabe de A a Z como fazer e servir!
Domingo de manhã caqui e pêra bem comportados até atacar N variedades de pão italiano e um queijo de cabra tartine, bon dieu, onde isso vai terminar? Nas páginas do Google para descobrir se no cardápio tinha comida vegetariana e onde ficava o Dalva e Dito do Alex Atala.
O Alex Atala é um dos meus ídolos culinários, a cozinha dele tem uma coisa desbravadora, masculina, quase agressiva (talvez por isso os doces não sejam o forte...), mas aí aparece o bom humor, ingrediente indispensável para uma cozinha ter leveza e se levar a sério somente na hora do corre-corre, sem falar da propriedade no uso do que é brasileiro. -Muita gente me pergunta como posso ser vegetariana num país de tantas carnes, valha-me Deus esse é um país tropical, abençoado por Deus!-
Tudo desde a entrada é lindo de ver, cheirar, e por falar em cheiro, a batida de priprioca...Ele trouxe do norte e como diz com muita propriedade sabor é o aroma líquido, eu já senti o aroma do perfume e o gosto na bebida é exatamente aquilo que o vidro contêm, sem tirar nem pôr. Eu não gosto de cachaça, mas nem por um minuto pensei em substituir por saquê, que estava intocavelmente perfeita do jeito que veio e ainda por cima acompanhada de palitinhos de mandioca no ponto exato.
Menu devorado, hora de pedir o prato. Dúvida: arroz vermelho do sertão com espeto de queijo tostado e legumes ou ratatouille do sertão (mandioquinha, maxixe,batata doce roxa, quiabo, gerimum, palmito assado, banana da terra, chuchu, cebola e manteiga de garrafa). Fui de ratatouille (fixação?) e veio tão lindo e perfumado que esqueci de perguntar se a manteiga já estava incorporada. É preciso ter controle e não tocar no prato por um instante, mirá-lo como quem olha para um jóia e mesmo se a fome apertar a gente se comporta, inspira e só observa, desde o instante em que ele toca na mesa.
A quantidade foi pequena, mas a surpresa foi grande, saborosíssimo!
Antes, esqueci de dizer que vieram pão de milho e integral, palitos de polvilho e dentre os beliscos do couvert um patê de feijoada. Sobremesas me fazem sempre ter a quase certeza que carecem de mãos femininas e não foi nem tão bonita e nem tão gostosa quanto eu esperava e dos petits fours que acompanham o café eu tiraria tudo o que não fosse o deliciosíssimo pé de moleque, mas, pretensão e água benta...
Quem sou eu pra falar de Alex Atala?
Barriga cheia, mão lavada, pé na estrada e uma última browseada ligeira pelo mercado Santa Luzia antes de ir embora com a promessa de na próxima ponte aérea aterrissar diretamente no D.O.M de Alex Atala que acaba de ser premiado como o quinto melhor restaurante do mundo pela World’s 50 best restaurants, dá uma olhada lá http://www.domrestaurante.com.br
O Dalva e Dito estão no www.dalvaedito.com.br e a Mercearia do Frances no http://www.merceariadofrances.com.br/ com receitas do que comi, bo appétit!
O almoço do sábado foi na Mercearia do Francês, desnecessário dizer que os pães do couvert estavam deliciosos e pra continuar pedimos torradinhas de champignon (na manteiga é claro, afinal estamos em território francês) e ratatouille com queijo de cabra, lindo, cheiroso e gostoso que veio surpreendentemente enformado. Meu amigo pediu risoto de abóbora com carne seca, a apresentação é linda e a carne não vem misturada, assim que belisquei o risoto, um primor! O vinho foi um chileno carmenére/sauvignon, 14º, Antu Ninquén que em mapuche vem a ser aparentemente Sol da Montanha, muito bom. Cometi um erro clássico que foi pedir massa como prato principal em restaurante francês. Os franceses herdaram de Catarina de Médicis muitas receitas italianas e como no caso dos pães, se superaram, já na massa...Um caso quase raro eu acertar nos pratos que incauta tenha experimentado.De sobremesa crepe Suzette e brulée corretíssimos e uma coisa que adoro nos franceses: garfo e colher sempre que a sobremesa não pede faca, não pode ser de outro jeito. Fazer como para comer? Usar o dedo pra ajudar a sobremesa a ser pescada ou tentar agarrá-la até que escorregue pela borda do prato e se esborrache na mesa? E vive les français(!) povo da sobremesa que sabe de A a Z como fazer e servir!
Domingo de manhã caqui e pêra bem comportados até atacar N variedades de pão italiano e um queijo de cabra tartine, bon dieu, onde isso vai terminar? Nas páginas do Google para descobrir se no cardápio tinha comida vegetariana e onde ficava o Dalva e Dito do Alex Atala.
O Alex Atala é um dos meus ídolos culinários, a cozinha dele tem uma coisa desbravadora, masculina, quase agressiva (talvez por isso os doces não sejam o forte...), mas aí aparece o bom humor, ingrediente indispensável para uma cozinha ter leveza e se levar a sério somente na hora do corre-corre, sem falar da propriedade no uso do que é brasileiro. -Muita gente me pergunta como posso ser vegetariana num país de tantas carnes, valha-me Deus esse é um país tropical, abençoado por Deus!-
Tudo desde a entrada é lindo de ver, cheirar, e por falar em cheiro, a batida de priprioca...Ele trouxe do norte e como diz com muita propriedade sabor é o aroma líquido, eu já senti o aroma do perfume e o gosto na bebida é exatamente aquilo que o vidro contêm, sem tirar nem pôr. Eu não gosto de cachaça, mas nem por um minuto pensei em substituir por saquê, que estava intocavelmente perfeita do jeito que veio e ainda por cima acompanhada de palitinhos de mandioca no ponto exato.
Menu devorado, hora de pedir o prato. Dúvida: arroz vermelho do sertão com espeto de queijo tostado e legumes ou ratatouille do sertão (mandioquinha, maxixe,batata doce roxa, quiabo, gerimum, palmito assado, banana da terra, chuchu, cebola e manteiga de garrafa). Fui de ratatouille (fixação?) e veio tão lindo e perfumado que esqueci de perguntar se a manteiga já estava incorporada. É preciso ter controle e não tocar no prato por um instante, mirá-lo como quem olha para um jóia e mesmo se a fome apertar a gente se comporta, inspira e só observa, desde o instante em que ele toca na mesa.
A quantidade foi pequena, mas a surpresa foi grande, saborosíssimo!
Antes, esqueci de dizer que vieram pão de milho e integral, palitos de polvilho e dentre os beliscos do couvert um patê de feijoada. Sobremesas me fazem sempre ter a quase certeza que carecem de mãos femininas e não foi nem tão bonita e nem tão gostosa quanto eu esperava e dos petits fours que acompanham o café eu tiraria tudo o que não fosse o deliciosíssimo pé de moleque, mas, pretensão e água benta...
Quem sou eu pra falar de Alex Atala?
Barriga cheia, mão lavada, pé na estrada e uma última browseada ligeira pelo mercado Santa Luzia antes de ir embora com a promessa de na próxima ponte aérea aterrissar diretamente no D.O.M de Alex Atala que acaba de ser premiado como o quinto melhor restaurante do mundo pela World’s 50 best restaurants, dá uma olhada lá http://www.domrestaurante.com.br
O Dalva e Dito estão no www.dalvaedito.com.br e a Mercearia do Frances no http://www.merceariadofrances.com.br/ com receitas do que comi, bo appétit!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dia 10 de maio é dia do cozinheiro!
O fogo foi um divisor de águas na vida dos homens, desde seu surgimento a vida se transformou radicalmente. Um mundo escuro se iluminou, nos invernos desabrochou o calor, e principalmente, o homem encontrou pouso, e com o pouso começaram plantação e criação e mudanças na dieta nômade.
Quando surgiram os cozinheiros propriamente ditos não se pode precisar exatamente, mas tem-se notícias de lautos banquetes servidos já na Mesopotâmia de 3000 a.C..
Desde sempre os cozinheiros usufruíram de grande importância e foram disputados por casas reais, dentre eles Antoine Câreme desfrutava de tanto prestigio que era possível medir o poder de uma casa por sua presença. Françoise Vatel foi também uma estrela senão um cometa que dominava a cozinha do rei sol na França.
Através dos tempos a comida vem retratando a sociedade, sua curiosidade, poder aquisitivo e a moda que circula nos centros gastronômicos mundiais, a cada quanto tempo novos ingredientes e novos chefs surgem com idéias diferentes às vezes formidavelmente inusitadas, como é hoje o caso dos chefs catalãos alguns liderados outros dissidentes de Ferran Adriá.
As escolas proliferam e vários países, antes donos de dieta insossa, hoje apresentam uma gastronomia reveladora com produtos basicamente locais.
Cozinha é uma arte, é verdade, mas são necessários muito esforço físico e paciência, “muita transpiração para temperar o pão”, no começo as cozinhas eram pura fuligem e utensílios extremamente pesados, cozinhava-se para no mínimo algumas dezenas de pessoas de uma mesma família, sem contar os dias festivos quando esse número se multiplicava. Lugar de mulher definitivamente não era nessas cozinhas, depois as coisas mudaram, mas isso já é uma outra estória... Segue uma receita pra gente comemorar as irmãs Tatin, bo appétit!
TATIN CLÁSSICA
Ingredientes para a massa:
250 gr de farinha de trigo
2/3 de xc de açúcar
130 gr de manteiga cortada em cubinhos
3 cls de sopa de água gelada
Ingredientes para o recheio:
1 xc de açúcar cristal
8 a 10 maçãs pequenas desossadas e sem casca, cortadas em 4 partes e fatiadas
4 cls de sopa de manteiga
Preparo da massa:
Com as pontas dos dedos misture a manteiga e a farinha e aos poucos adicione o açúcar até obter uma consistência de farofa fina. Adicione a água e continue misturando, até obter uma massa homogênea, faça uma bola, embrulhe em pano de algodão fino ligeiramente umedecido e deixe descansar na geladeira até o momento de utilizar.
Preparo do o recheio:
Use uma frigideira de inox que possa ir ao forno. Disponha o açúcar primeiro, e sobre ele as fatias de maçã e por cima delas cubinhos de manteiga. Cozinhe em fogo brando por 20/25 minutos ou até que tenha caramelizado. Apague o fogo e deixe esfriar.
Pré aqueça o forno, nível 180º.
Com rolo apropriado abra a massa num círculo do tamanho da frigideira e cubra as maçãs. Faça dois ou três pequenos furos no centro da massa para liberar o vapor durante a cocção. Leve para assar por 20/25 minutos ou até que a massa esteja dourada. Coloque uma travessa por cima da frigideira, vire a torta na travessa e deixe esfriar um pouco, sirva ainda morna.
Quando surgiram os cozinheiros propriamente ditos não se pode precisar exatamente, mas tem-se notícias de lautos banquetes servidos já na Mesopotâmia de 3000 a.C..
Desde sempre os cozinheiros usufruíram de grande importância e foram disputados por casas reais, dentre eles Antoine Câreme desfrutava de tanto prestigio que era possível medir o poder de uma casa por sua presença. Françoise Vatel foi também uma estrela senão um cometa que dominava a cozinha do rei sol na França.
Através dos tempos a comida vem retratando a sociedade, sua curiosidade, poder aquisitivo e a moda que circula nos centros gastronômicos mundiais, a cada quanto tempo novos ingredientes e novos chefs surgem com idéias diferentes às vezes formidavelmente inusitadas, como é hoje o caso dos chefs catalãos alguns liderados outros dissidentes de Ferran Adriá.
As escolas proliferam e vários países, antes donos de dieta insossa, hoje apresentam uma gastronomia reveladora com produtos basicamente locais.
Cozinha é uma arte, é verdade, mas são necessários muito esforço físico e paciência, “muita transpiração para temperar o pão”, no começo as cozinhas eram pura fuligem e utensílios extremamente pesados, cozinhava-se para no mínimo algumas dezenas de pessoas de uma mesma família, sem contar os dias festivos quando esse número se multiplicava. Lugar de mulher definitivamente não era nessas cozinhas, depois as coisas mudaram, mas isso já é uma outra estória... Segue uma receita pra gente comemorar as irmãs Tatin, bo appétit!
TATIN CLÁSSICA
Ingredientes para a massa:
250 gr de farinha de trigo
2/3 de xc de açúcar
130 gr de manteiga cortada em cubinhos
3 cls de sopa de água gelada
Ingredientes para o recheio:
1 xc de açúcar cristal
8 a 10 maçãs pequenas desossadas e sem casca, cortadas em 4 partes e fatiadas
4 cls de sopa de manteiga
Preparo da massa:
Com as pontas dos dedos misture a manteiga e a farinha e aos poucos adicione o açúcar até obter uma consistência de farofa fina. Adicione a água e continue misturando, até obter uma massa homogênea, faça uma bola, embrulhe em pano de algodão fino ligeiramente umedecido e deixe descansar na geladeira até o momento de utilizar.
Preparo do o recheio:
Use uma frigideira de inox que possa ir ao forno. Disponha o açúcar primeiro, e sobre ele as fatias de maçã e por cima delas cubinhos de manteiga. Cozinhe em fogo brando por 20/25 minutos ou até que tenha caramelizado. Apague o fogo e deixe esfriar.
Pré aqueça o forno, nível 180º.
Com rolo apropriado abra a massa num círculo do tamanho da frigideira e cubra as maçãs. Faça dois ou três pequenos furos no centro da massa para liberar o vapor durante a cocção. Leve para assar por 20/25 minutos ou até que a massa esteja dourada. Coloque uma travessa por cima da frigideira, vire a torta na travessa e deixe esfriar um pouco, sirva ainda morna.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
óleo de canola?
Ontem, graças a um email de um amigo querido das Minas Gerais tomei um baita susto! Você sabe o que é canola? Já viu ou ouviu falar de alguma planta com esse nome? Pesquisou antes de consumir ou optou por subir nesse bonde de saúde onde cada dia aparece um novo produto e um mais antigo antes considerado saudável é contemplado com o degredo? Sempre fui adepta de azeite e manteiga, em casa não entra outro tipo de gordura, então a canola entrou por um ouvido e saiu pelo outro, mas sei de gente que consome o óleo até na torrada da manhã! Eu gostaria que as pesquisas onde fui me alimentar estivessem erradas e que isso de acharmos que na comida propagandeada não moram entrelinhas e nem más intenções fosse apenas mais uma das tantas teorias de conspiração alimentadas por Michael Moore, mas acho que depois de lerem o que colhi desse pomar duvidoso vai ficar reforçada a necessidade de pesquisar aquilo que se escolhe, seja qual for a escolha; duvidar não é uma doença, mas antes uma questão de saúde.Pois então vamos lá; canola é apenas abreviação CAN adian O il, L ow A cid,ou seja: um produto criado artificialmente em laboratório.
A sigla CANOLA foi cunhada em 1978 para batizar um novo tipo de óleo desenvolvido em laboratório por manipulação genética da semente do nabo. O motivo que levou a cabo essa pesquisa foi, aparentemente, a conclusão de que a ingestão continuada de gorduras poliinsaturadas (óleo de milho, soja e amendoim) seria causadora de câncer...
Na época já havia evidência de que o uso de algumas gorduras, notadamente o azeite (vale ler o livro da expert em azeites Rosa Nepomuceno sobre o assunto- Ed.Casa da Palavra) eram indiscutivelmente agentes propiciadores de saúde e longevidade, mas como usar produto tão caro na manufatura de subprodutos tão baratos como biscoitos, molhos de salada e principalmente a margarina, um veneno tão popular? Essa é a meta principal da modificação genética, arrumar uma fórmula parecida com a do produto original de maneira a barateá-lo, em miúdos: clonar a baixo custo, confiável? Porque será então que não se dá amplo acesso dessa informação mesmo nos rótulos das embalagens?
Os pesquisadores já sabiam então que o óleo de canola contém um ácido que se consumido em grandes quantidades é tóxico para seres humanos o que fez com que cientistas voltassem ao laboratório para reproduzir uma nova semente de nabo e assim criar uma nova planta geneticamente modificada capaz de produzir óleo a preço menor preconizando iguais ou melhores vantagens do que as do azeite de oliva.
O tempo e a contínua pesquisa trouxeram à tona a dubiedade desse produto como substituto ou coadjuvante nas dietas saudáveis, mas em letrinhas tão miúdas, como nos contratos duvidosos, que pouco ou nada dessa informação chegou ao público consumidor.
Eu convido então à dúvida e a comparações, é fato que não viveremos para sempre, mas na medida em que dependa de nós nossa própria saúde e a do planeta não custa pesquisarmos ao invés de simplesmente aceitarmos o que a mídia veicula, qualquer que seja sua intenção.
A sigla CANOLA foi cunhada em 1978 para batizar um novo tipo de óleo desenvolvido em laboratório por manipulação genética da semente do nabo. O motivo que levou a cabo essa pesquisa foi, aparentemente, a conclusão de que a ingestão continuada de gorduras poliinsaturadas (óleo de milho, soja e amendoim) seria causadora de câncer...
Na época já havia evidência de que o uso de algumas gorduras, notadamente o azeite (vale ler o livro da expert em azeites Rosa Nepomuceno sobre o assunto- Ed.Casa da Palavra) eram indiscutivelmente agentes propiciadores de saúde e longevidade, mas como usar produto tão caro na manufatura de subprodutos tão baratos como biscoitos, molhos de salada e principalmente a margarina, um veneno tão popular? Essa é a meta principal da modificação genética, arrumar uma fórmula parecida com a do produto original de maneira a barateá-lo, em miúdos: clonar a baixo custo, confiável? Porque será então que não se dá amplo acesso dessa informação mesmo nos rótulos das embalagens?
Os pesquisadores já sabiam então que o óleo de canola contém um ácido que se consumido em grandes quantidades é tóxico para seres humanos o que fez com que cientistas voltassem ao laboratório para reproduzir uma nova semente de nabo e assim criar uma nova planta geneticamente modificada capaz de produzir óleo a preço menor preconizando iguais ou melhores vantagens do que as do azeite de oliva.
O tempo e a contínua pesquisa trouxeram à tona a dubiedade desse produto como substituto ou coadjuvante nas dietas saudáveis, mas em letrinhas tão miúdas, como nos contratos duvidosos, que pouco ou nada dessa informação chegou ao público consumidor.
Eu convido então à dúvida e a comparações, é fato que não viveremos para sempre, mas na medida em que dependa de nós nossa própria saúde e a do planeta não custa pesquisarmos ao invés de simplesmente aceitarmos o que a mídia veicula, qualquer que seja sua intenção.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
O pão nosso de cada dia
Surgiu possivelmente na Mesopotâmia (atual Iraque) junto com o plantio de trigo. Acredita-se que na época era consumido numa mistura de trigo e outros cereais e que depois virou mingau e mais tarde possivelmente um pão muito duro e amargo que passava por diversas lavagens (refino muito primitivo) para diminuir um pouco de seu amargor antes de ser levado para secar ao sol e depois ser assado, com certeza um pão muito pesado e de difícil digestão.
Do pão que o diabo amassou ao ‘se não têm pão que comam brioche’ são muitos os provérbios proferidos e inventados e é possível mesmo retratar períodos históricos quase com precisão pelo tipo de linguagem e valores utilizados na associação do pão com a vida cotidiana. Os tipos de cereais usados, a forma de fermentação, a modelagem e os tantos implementos utilizados na confecção de pães falam da ‘evolução’ de sociedades através dos tempos. O pão nosso de cada dia é quase um cronista social no sentido de relator de costumes.
Como hoje é sexta-feira, véspera de sábado queria falar um pouco de um pão de sexta-feira ou shabat, a Chalá.
O pão relata a estória do povo judaico desde os primórdios e com freqüência é usado para se referir a alimento em vários trechos da Torá (Pentateuco).
A Chalá do Shabat é uma representação de dois milagres: o milagre do Maná que é evocado quando faz-se a bênção sobre duas Chalot inteiras; enquanto que o intricado número de tranças de cada Chalá - seis, perfazendo um total de doze- traz à memória o milagre dos pães no Templo.
O milagre do maná diário aconteceu quando os judeus se encontravam no deserto, depois de deixarem o Egito. Não havia o que comer além do pequeno suprimento de pão ázimo (matzá) que conseguiram guardar às pressas antes de fugirem e que não durou muito. Reza que D’us então mandou todas as noites uma porção individual de Maná do céu, na forma de pequenas gotas de orvalho e que ao amanhecer quando eram recolhidas pareciam estar ‘ensacadas’, daí o costume da chalá ser colocada em um prato e depois coberta. Na sexta-feira a porção era dobrada já que no Shabat terminada a jornada semanal de trabalho não era permitido carregar nada do campo para a casa. E assim tradicionalmente, como reconhecimento dessa benção, são servidas e abençoadas duas chalot antes do início das refeições de Shabat e Yom Tov.
Quanto ao milagre dos 12 pães ou lechem hapanim conta-se que no Templo Sagrado na terra de Israel havia diferentes utensílios para a prática religiosa, além da Mesa, que representava as necessidades físicas dependentes da Graça de D’us e que tinha 12 prateleiras abertas, cada uma representando uma das doze tribos de Israel.
A cada sexta-feira os Cohanim (sacerdotes) assavam doze pães que trocavam por outros assados na semana anterior, e que mesmo depois de tanto tempo ainda permaneciam frescos e quentes e eram comidos por eles no Shabat.
“ E tomarás flor de farinha de trigo e cozerás dela doze tortas; de duas décimas partes de ´efá`será cada torta. E as colocarás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura diante do Eterno.”(Levítico/Emor- 24:5)
CHALÁ
Ingredientes
1 pacotinho de fermento biológico instântaneo
1/4 xc de açúcar
1 cl de sobremesa de sal
2 ovos e 1 gema
½ xc de manteiga
½ l. de água
400/500gr de farinha de trigo
½ xc de papoula/gergelim
Preparo:
Misture o sal, os ovos, a manteiga e a água. À farinha junte o fermento e vá aos poucos misturando aos líquidos até obter uma massa compacta. Sove em movimentos circulares, passe farinha por cima da massa e deixe numa vasilha tampada até dobrar de volume. Passadas mais ou menos 2 horas divida a massa em 2 pedaços e cada pedaço deve ser dividir em três ‘cobrinhas’ para trançar. Depois do pão trançado pincelar com uma gema e salpicar com papoula ou gergelim, levar para assar em tabuleiro em forno médio pré-aquecido por 20/30 minutos. Esfriar em grelha fria antes de cortar.
Do pão que o diabo amassou ao ‘se não têm pão que comam brioche’ são muitos os provérbios proferidos e inventados e é possível mesmo retratar períodos históricos quase com precisão pelo tipo de linguagem e valores utilizados na associação do pão com a vida cotidiana. Os tipos de cereais usados, a forma de fermentação, a modelagem e os tantos implementos utilizados na confecção de pães falam da ‘evolução’ de sociedades através dos tempos. O pão nosso de cada dia é quase um cronista social no sentido de relator de costumes.
Como hoje é sexta-feira, véspera de sábado queria falar um pouco de um pão de sexta-feira ou shabat, a Chalá.
O pão relata a estória do povo judaico desde os primórdios e com freqüência é usado para se referir a alimento em vários trechos da Torá (Pentateuco).
A Chalá do Shabat é uma representação de dois milagres: o milagre do Maná que é evocado quando faz-se a bênção sobre duas Chalot inteiras; enquanto que o intricado número de tranças de cada Chalá - seis, perfazendo um total de doze- traz à memória o milagre dos pães no Templo.
O milagre do maná diário aconteceu quando os judeus se encontravam no deserto, depois de deixarem o Egito. Não havia o que comer além do pequeno suprimento de pão ázimo (matzá) que conseguiram guardar às pressas antes de fugirem e que não durou muito. Reza que D’us então mandou todas as noites uma porção individual de Maná do céu, na forma de pequenas gotas de orvalho e que ao amanhecer quando eram recolhidas pareciam estar ‘ensacadas’, daí o costume da chalá ser colocada em um prato e depois coberta. Na sexta-feira a porção era dobrada já que no Shabat terminada a jornada semanal de trabalho não era permitido carregar nada do campo para a casa. E assim tradicionalmente, como reconhecimento dessa benção, são servidas e abençoadas duas chalot antes do início das refeições de Shabat e Yom Tov.
Quanto ao milagre dos 12 pães ou lechem hapanim conta-se que no Templo Sagrado na terra de Israel havia diferentes utensílios para a prática religiosa, além da Mesa, que representava as necessidades físicas dependentes da Graça de D’us e que tinha 12 prateleiras abertas, cada uma representando uma das doze tribos de Israel.
A cada sexta-feira os Cohanim (sacerdotes) assavam doze pães que trocavam por outros assados na semana anterior, e que mesmo depois de tanto tempo ainda permaneciam frescos e quentes e eram comidos por eles no Shabat.
“ E tomarás flor de farinha de trigo e cozerás dela doze tortas; de duas décimas partes de ´efá`será cada torta. E as colocarás em duas fileiras, seis em cada fileira, sobre a mesa pura diante do Eterno.”(Levítico/Emor- 24:5)
CHALÁ
Ingredientes
1 pacotinho de fermento biológico instântaneo
1/4 xc de açúcar
1 cl de sobremesa de sal
2 ovos e 1 gema
½ xc de manteiga
½ l. de água
400/500gr de farinha de trigo
½ xc de papoula/gergelim
Preparo:
Misture o sal, os ovos, a manteiga e a água. À farinha junte o fermento e vá aos poucos misturando aos líquidos até obter uma massa compacta. Sove em movimentos circulares, passe farinha por cima da massa e deixe numa vasilha tampada até dobrar de volume. Passadas mais ou menos 2 horas divida a massa em 2 pedaços e cada pedaço deve ser dividir em três ‘cobrinhas’ para trançar. Depois do pão trançado pincelar com uma gema e salpicar com papoula ou gergelim, levar para assar em tabuleiro em forno médio pré-aquecido por 20/30 minutos. Esfriar em grelha fria antes de cortar.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Receita prometida/almendrado
Esse é um almendrado mais estilizado, com as características do original, porém acrescido de algumas pequenas mudanças. Um dos convidados para o jantar improvisado em Buenos Aires contou que essa é uma de suas sobremesas favoritas e que antes não tinha provado almendrado tão saboroso... Se como no meu caso sua sobremesa tem que ficar pronta em tempo recorde, pule a confecção do sorvete e compre um sorvete de creme ou de baunilha de boa qualidade, deixe fora da geladeira até que amoleça, porém não deixe que se desmanche e siga as etapas seguintes de mistura até colocá-lo na forma para ir ao freezer.
Almendrado portenho
Para o sorvete:
Ingredientes:
1 tablete grande de chocolate branco(170/200gr)
1 lata de creme de leite
1 cl de chá de essência de baunilha
1 cl de chá de essência de amêndoas
Preparo:
Despeja o creme em uma panela, pique o chocolate e mexa a mistura em fogo brando. Quando o chocolate começar a desmanchar desligue o fogo e continue mexendo até obter uma mistura homogênea. Deixe esfriar. Misture bem a baunilha e a essência de amêndoas. Se tiver uma sorveteira despeje nela a mistura e deixe bater por 20 minutos, depois leve ao freezer.
Preparo para a praline/crocante de amêndoas
1ª fase- Descascando as amêndoas
1 bom punhado de amêndoas (70/80 gr)
Água suficiente para cobri-las
Coloque a água numa panela até levantar fervura, acrescente as amêndoas e deixe ferver por um minuto. Escorra em peneira antes de passar por água fria. Retire a pele das amêndoas esfregando-as com a ponta dos dedos. Deixe secar sobre pano de prato antes de usá-las
2ª fase Preparando a praline
2 xcs de açúcar branco
Amêndoas peladas picadas grosseiramente
Leve o açúcar ao fogo brando sem mexer, quando começar a ferver mexa e se empedrar não se assuste, o calor vai caramelar todo o açúcar até que fique dourado.
Faz-se uma calda de caramelo tipo pudim, meio puxa e aí adicionamos as amêndoas antes que esteja completamente fria, antes de endurecer totalmente corte em pequenos pedaços desiguais essa calda dura et voilá la praline.
Dando forma ao sorvete
Misture ao sorvete a praline ( se for o industria lembre de acrescentar as essências), espalhe um pouco de óleo em uma forma de assar pão e despeje aí a mistura, prove para ver se é necessário acrescentar mais essência de amêndoas para apurar um pouco o gosto, cubra com papel filme ou coloque a forma dentro de saco plástico bem vedado.Leve ao freezer por no mínimo 3 horas.
Calda quente de chocolate
Ingredientes:
1 tablete grande de chocolate meio amargo (170/200gr)
1 lata de creme de leite gelado e dessorado
2 cls de sopa de conhaque
Preparo:
Pique o chocolate, junte ao creme e leve a derreter em fogo brando até que amoleça, desligue o fogo e mexa bem até dissolver todo o chocolate. Essa calda pode ser pré-preparada e reaquecida na hora de servir. Se for usar conhaque acrescente apenas quando for servir (depois de aquecer a calda).
Servindo o almendrado
Desenforme o sorvete passando uma faca pelas laterais e coloque-o sobre superfície firme para ser cortado em fatias. Disponha em um prato de sobremesa uma fatia e sobre a metade dela o chocolate quente et bon apetit!
A essência de amêndoas pode ser encontrada nesse site: http://www.proplastik.com.br/produto.aspx?categoria=4&secao=178&hassubsecao=true&subsecao=316&produto=2451
por um preço bastante barato, mas vale sempre a máxima de que tudo o que é preparado pela primeira vez deve ser experimentado antes de ser servido oficialmente, a essência que uso normalmente é estrangeira (em geral todas são) e tem gosto suave.
Almendrado portenho
Para o sorvete:
Ingredientes:
1 tablete grande de chocolate branco(170/200gr)
1 lata de creme de leite
1 cl de chá de essência de baunilha
1 cl de chá de essência de amêndoas
Preparo:
Despeja o creme em uma panela, pique o chocolate e mexa a mistura em fogo brando. Quando o chocolate começar a desmanchar desligue o fogo e continue mexendo até obter uma mistura homogênea. Deixe esfriar. Misture bem a baunilha e a essência de amêndoas. Se tiver uma sorveteira despeje nela a mistura e deixe bater por 20 minutos, depois leve ao freezer.
Preparo para a praline/crocante de amêndoas
1ª fase- Descascando as amêndoas
1 bom punhado de amêndoas (70/80 gr)
Água suficiente para cobri-las
Coloque a água numa panela até levantar fervura, acrescente as amêndoas e deixe ferver por um minuto. Escorra em peneira antes de passar por água fria. Retire a pele das amêndoas esfregando-as com a ponta dos dedos. Deixe secar sobre pano de prato antes de usá-las
2ª fase Preparando a praline
2 xcs de açúcar branco
Amêndoas peladas picadas grosseiramente
Leve o açúcar ao fogo brando sem mexer, quando começar a ferver mexa e se empedrar não se assuste, o calor vai caramelar todo o açúcar até que fique dourado.
Faz-se uma calda de caramelo tipo pudim, meio puxa e aí adicionamos as amêndoas antes que esteja completamente fria, antes de endurecer totalmente corte em pequenos pedaços desiguais essa calda dura et voilá la praline.
Dando forma ao sorvete
Misture ao sorvete a praline ( se for o industria lembre de acrescentar as essências), espalhe um pouco de óleo em uma forma de assar pão e despeje aí a mistura, prove para ver se é necessário acrescentar mais essência de amêndoas para apurar um pouco o gosto, cubra com papel filme ou coloque a forma dentro de saco plástico bem vedado.Leve ao freezer por no mínimo 3 horas.
Calda quente de chocolate
Ingredientes:
1 tablete grande de chocolate meio amargo (170/200gr)
1 lata de creme de leite gelado e dessorado
2 cls de sopa de conhaque
Preparo:
Pique o chocolate, junte ao creme e leve a derreter em fogo brando até que amoleça, desligue o fogo e mexa bem até dissolver todo o chocolate. Essa calda pode ser pré-preparada e reaquecida na hora de servir. Se for usar conhaque acrescente apenas quando for servir (depois de aquecer a calda).
Servindo o almendrado
Desenforme o sorvete passando uma faca pelas laterais e coloque-o sobre superfície firme para ser cortado em fatias. Disponha em um prato de sobremesa uma fatia e sobre a metade dela o chocolate quente et bon apetit!
A essência de amêndoas pode ser encontrada nesse site: http://www.proplastik.com.br/produto.aspx?categoria=4&secao=178&hassubsecao=true&subsecao=316&produto=2451
por um preço bastante barato, mas vale sempre a máxima de que tudo o que é preparado pela primeira vez deve ser experimentado antes de ser servido oficialmente, a essência que uso normalmente é estrangeira (em geral todas são) e tem gosto suave.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Mi Buenos Aires querido…
Eu adoro Buenos Aires e procuro ir pelo menos uma vez a cada ano, no máximo a cada dois. Do que gosto? Primeiro de rever meu amigo querido de mais de 30 anos, depois de comer boa comida e degustar bom vinho e mandar pro espaço a dieta recém começada sem qualquer sentimento de culpa, mas graças a Deus segunda feira já está próxima.
Buenos Aires entre outras coisas tem muito espaço aberto e claro, parques bem cuidados e é dona de uma arquitetura clássica que conforta os olhos e faz pensar que se está em Madri ou em Roma, menos apertadas.
Os argentinos gostam de comer bem e tem um carinho todo especial pelas confeitarias onde fazem diversas paradas por dia para lanchinhos ou um café que vem sempre acompanhado de água com gás e às vezes algum biscocholo. Mudaram a estrutura dos cardápios que hoje acomoda um pouco de tudo, já não é mais a confeitaria clássica é verdade, mas preserva sobretudo um elegante olhar portenho.
Ontem para o café da manhã sentei de frente para um parque,debaixo de um céu aberto e azul depois de conferir as medias lunas con manteca (croissants doces) sobre o balcão de mármore e namorar as tortas no aparador de cristal na pequeníssima e charmosa confeitaria do Jardim do Museu Argentino, um friozinho perfeito acompanhou o café duplo cremoso. Dias antes, na segunda à tarde, fui ao Museu Evita Perón que infelizmente estava fechado, o que não me impediu de sentar no Café e beber uma limonada deliciosa temperada com gengibre e desfrutar da tarde quase fresca e ensolarada depois de bater uma perna inevitável, há lindas avenidas arborizadas de construções baixas e dá gosto caminhar sem intenção alguma de chegar a qualquer lugar.
Belisca-se o dia todo gostosuras diferentes em todo lugar e sobra pouco espaço para almoço e jantar, mas da próxima vez suprimo os lanchinhos e parto direto ao que interessa. Bom, um pouco para minha surpresa dessa vez fui não só pra comer e bebericar, mas pra cozinhar pra gente importante que apesar dos cargos ocupados transbordaram simpatia e simplicidade durante o jantar. A conversa foi longa e animada e apesar de ter sido uma coisa pouco combinada e arranjada quase de última hora, o bom vinho e o bom papo temperaram o que por acaso tenha faltado.
Na cozinha, enquanto a água do macarrão fervia um dos convidados, ilustre, sentou-se pra conversar e o assunto foi sobre orgânicos, principalmente sobre tomates e pimentões que muitas vezes são alvo de agrotóxicos carregados de mercúrio, aquele do termômetro que nunca se desfaz...
No Carrefour onde fiz as compras nenhuma folha orgânica, o que para o meu gosto fez a salada ter aparência bonita, mas gosto a nada que um bom malbec não pudesse remediar. Assim que seguimos com as folhas ornamentadas por tiras de pepinos, chévre ao orégano com vinagrete de laranjas e cebolinhas picadas. Couscous marroquino com ratatouille foi o primeiro prato seguido por fusile com molho cremoso de xerez e shitaque. Fechamos a noite com um almendrado na calda quente de chocolate que é uma sobremesa gelada típica da Argentina e que com praline feita em casa dá um resultado bastante razoável.
Na próxima viagem já me encarreguei de visitar restaurantes com comida vegetariana e almoçar, por enquanto é só. Amanhã passo em vista uma das receitas pra postar.
Buenos Aires entre outras coisas tem muito espaço aberto e claro, parques bem cuidados e é dona de uma arquitetura clássica que conforta os olhos e faz pensar que se está em Madri ou em Roma, menos apertadas.
Os argentinos gostam de comer bem e tem um carinho todo especial pelas confeitarias onde fazem diversas paradas por dia para lanchinhos ou um café que vem sempre acompanhado de água com gás e às vezes algum biscocholo. Mudaram a estrutura dos cardápios que hoje acomoda um pouco de tudo, já não é mais a confeitaria clássica é verdade, mas preserva sobretudo um elegante olhar portenho.
Ontem para o café da manhã sentei de frente para um parque,debaixo de um céu aberto e azul depois de conferir as medias lunas con manteca (croissants doces) sobre o balcão de mármore e namorar as tortas no aparador de cristal na pequeníssima e charmosa confeitaria do Jardim do Museu Argentino, um friozinho perfeito acompanhou o café duplo cremoso. Dias antes, na segunda à tarde, fui ao Museu Evita Perón que infelizmente estava fechado, o que não me impediu de sentar no Café e beber uma limonada deliciosa temperada com gengibre e desfrutar da tarde quase fresca e ensolarada depois de bater uma perna inevitável, há lindas avenidas arborizadas de construções baixas e dá gosto caminhar sem intenção alguma de chegar a qualquer lugar.
Belisca-se o dia todo gostosuras diferentes em todo lugar e sobra pouco espaço para almoço e jantar, mas da próxima vez suprimo os lanchinhos e parto direto ao que interessa. Bom, um pouco para minha surpresa dessa vez fui não só pra comer e bebericar, mas pra cozinhar pra gente importante que apesar dos cargos ocupados transbordaram simpatia e simplicidade durante o jantar. A conversa foi longa e animada e apesar de ter sido uma coisa pouco combinada e arranjada quase de última hora, o bom vinho e o bom papo temperaram o que por acaso tenha faltado.
Na cozinha, enquanto a água do macarrão fervia um dos convidados, ilustre, sentou-se pra conversar e o assunto foi sobre orgânicos, principalmente sobre tomates e pimentões que muitas vezes são alvo de agrotóxicos carregados de mercúrio, aquele do termômetro que nunca se desfaz...
No Carrefour onde fiz as compras nenhuma folha orgânica, o que para o meu gosto fez a salada ter aparência bonita, mas gosto a nada que um bom malbec não pudesse remediar. Assim que seguimos com as folhas ornamentadas por tiras de pepinos, chévre ao orégano com vinagrete de laranjas e cebolinhas picadas. Couscous marroquino com ratatouille foi o primeiro prato seguido por fusile com molho cremoso de xerez e shitaque. Fechamos a noite com um almendrado na calda quente de chocolate que é uma sobremesa gelada típica da Argentina e que com praline feita em casa dá um resultado bastante razoável.
Na próxima viagem já me encarreguei de visitar restaurantes com comida vegetariana e almoçar, por enquanto é só. Amanhã passo em vista uma das receitas pra postar.
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