Nos habituamos a usar como molho, nas saladas, em sanduíches, sopas, sucos e drinques e terminamos por achar que o tomate é um legume, mas na verdade é uma fruta, e super versátil.
Ontem fiz uma geléia-puxa, um grau antes do doce de corte e ficou excelente.
O tomate é comumente associado à Itália, principalmente à culinária Toscana, onde é ingrediente fundamental. Porém sua provável origem é o Peru, embora exista alguma controvérsia.
Parte da dieta da América pré-colombiana, o tomate foi levado para a Europa pelos navegadores durante o período dos descobrimentos e com ele o milho, alguns feijões, batatas, e frutas como abacate e o cacau entre outros.
Na época, apesar de acharem que o tomate poderia ser venenoso pela sua semelhança com as mandrágoras, frutas com poder afrodisíaco, alucinógeno, analgésico e narcótico usadas em rituais de bruxarias, os europeus resolveram plantá-lo como cerca viva, para talvez manter à boa distância visitantes indesejáveis.
Mais tarde o tomate ganhou enorme popularidade e se consagrou como ingrediente indispensável na cozinha mediterrânea.
De acordo com registros da época o tomate chegou ao porto de Sevilha, primeiro porto de saída europeu até América, e o fruto foi negociado ali mesmo com a Itália e países baixos.
Atualmente existem muitas variedades de tomate no mercado, a pena é que uma grande parte vem infestada de agrotóxico e a diferença de gosto desses com os orgânicos é inenarrável. Os orgânicos são em geral muito doces em contrapartida com a acidez dos outros.
Os formatos encontrados para venda são os mais variados e também a coloração. Atualmente é possível encontrar além dos tradicionais vermelhos, tomates rosados, amarelos, laranja e verdes.
O pomodoro, como é chamado em italiano (maçãs douradas) se deve ao fato de que os primeiros frutos que alcançarem solo italiano tinham essa cor e alguns anos mais tarde apareceria em solo europeu o tomate vermelho.
O tomate é rico em licopeno, poderoso antioxidante e rico em vitaminas do complexo A e B, além de fonte de fósforo, potássio, ácido fólico, cálcio e frutose.
Ah, da receita não esqueci não, quem sabe no próximo curso ela sai como ingrediente do high tea, uma deliciosa tradição vitoriana? Até lá!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Comida através dos tempos
Desde a época dos descobrimentos, certos alimentos e condimentos foram inventariados como tesouros da coroa sendo consumidos por poucos em mesas muito exclusivas.
Na idade média, por exemplo, uma mesa farta era titulo de nobreza inequívoca, enquanto o jejum era considerado símbolo de espiritualidade. Essa leitura foi com certeza feita nas entrelinhas dos hábitos alimentares da época, quando a carne cara e rara era consumida por nobres que travavam as guerras, enquanto o clero jejuava ou consumia pães de farinha não refinada, papas de cereal e sopa de legumes entre orações.
Mas esses hábitos iriam mudar e o clero também.
Se a comida define o status, os grandes chefs franceses tiveram um papel sutil, porém definitivo, quando se tratou de avaliar o poder político-econômico de seus patrões.
Alguns deles como Carême e Vatell, foram disputadíssimos por cabeças coroadas e milionárias da França à Rússia e se deram ao luxo de recusar convites reais, em alguns casos criando, e em outros evitando constrangimentos diplomáticos.
A comida tal como conhecemos hoje, passou por diversos processos político-econômicos e sociais até chegar dessa forma às nossas mesas.
A alimentação foi democratizada somente com o evento da revolução francesa, quando surgiram os restaurantes propriamente ditos.
A aristocracia destituída deixava atrás de si uma fileira de serviçais treinados e desempregados.
Gente qualificada desempregada, gente da província em busca de oportunidade de negócios na capital...
Ingredientes básicos para juntar a fome e a vontade de comer, e assim nasceu o primeiro restaurant, aberto para alimentar a nova burguesia.
Numa versão menos nobre, o restaurant já existia na forma de refeitório popular, herança do surto de peste bubônica na Europa em meados do século XIV.
Os sanatórios alimentares ou restaurantes (do restaurar) teriam sido criados para melhorar as chances daqueles que não tinham sido vitimados pela peste a se prevenirem e os sobreviventes a se recuperarem.
Quando uma nova aristocracia foi restaurada na França por Napoleão, (surge daí o conceito de nouveaux riches, uma nova casta que trás riqueza sem nobreza) a França franqueou sua gastronomia para além dos muros de seus castelos, tomando seu lugar como modelo internacional de refinamento e elegância cada vez mais considerado um patrimônio nacional.
Na idade média, por exemplo, uma mesa farta era titulo de nobreza inequívoca, enquanto o jejum era considerado símbolo de espiritualidade. Essa leitura foi com certeza feita nas entrelinhas dos hábitos alimentares da época, quando a carne cara e rara era consumida por nobres que travavam as guerras, enquanto o clero jejuava ou consumia pães de farinha não refinada, papas de cereal e sopa de legumes entre orações.
Mas esses hábitos iriam mudar e o clero também.
Se a comida define o status, os grandes chefs franceses tiveram um papel sutil, porém definitivo, quando se tratou de avaliar o poder político-econômico de seus patrões.
Alguns deles como Carême e Vatell, foram disputadíssimos por cabeças coroadas e milionárias da França à Rússia e se deram ao luxo de recusar convites reais, em alguns casos criando, e em outros evitando constrangimentos diplomáticos.
A comida tal como conhecemos hoje, passou por diversos processos político-econômicos e sociais até chegar dessa forma às nossas mesas.
A alimentação foi democratizada somente com o evento da revolução francesa, quando surgiram os restaurantes propriamente ditos.
A aristocracia destituída deixava atrás de si uma fileira de serviçais treinados e desempregados.
Gente qualificada desempregada, gente da província em busca de oportunidade de negócios na capital...
Ingredientes básicos para juntar a fome e a vontade de comer, e assim nasceu o primeiro restaurant, aberto para alimentar a nova burguesia.
Numa versão menos nobre, o restaurant já existia na forma de refeitório popular, herança do surto de peste bubônica na Europa em meados do século XIV.
Os sanatórios alimentares ou restaurantes (do restaurar) teriam sido criados para melhorar as chances daqueles que não tinham sido vitimados pela peste a se prevenirem e os sobreviventes a se recuperarem.
Quando uma nova aristocracia foi restaurada na França por Napoleão, (surge daí o conceito de nouveaux riches, uma nova casta que trás riqueza sem nobreza) a França franqueou sua gastronomia para além dos muros de seus castelos, tomando seu lugar como modelo internacional de refinamento e elegância cada vez mais considerado um patrimônio nacional.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Lugar de mulher é na cozinha…
Não era exatamente o que pensava no século XVIII, o rei Luis XV da França.
Aficcionado da boa mesa o rei era contra a idéia de mulheres na cozinha, para ele os homens, superiores em tudo, certamente eram melhores na arte culinária do que as mulheres. A idéia, porém, não era bem aceita por sua amante, Madame de Barry, que tratou de contradizê-lo na prática, quando convidou o rei para uma ceia que foi servida pela melhor 'cuisiniere' francesa. Deliciado o rei formalizou um convite para que o cozinheiro fosse agregado à cozinha real, mas foi surpreendido por uma cozinheira mulher, a quem a pedido de Mme de Barry, concedeu a honraria Cordon Bleu, uma alusão a fita azul que adornava a comenda l'Ordre des Chevaliers du Saint Esprit (Ordem dos Cavalheiros do Espírito Santo), concedida desde o século XVI Pelo rei Henrique III da França àqueles que apresentavam excelência em sua área de trabalho.
Durante a entrega da Cruz do Espírito Santo, banquetes suntuosos eram servidos e se tornaram lendários e inevitavelmente os “cuisiniers” passaram a ser agraciados com a mesma honraria por excelência de seus serviços.
A idéia de premiar a mulheres cozinheiras não morreu com sua idealizadora, e em 1895 a jornalista e editora francesa Marthe Distel passou a publicar um folheto sob o titulo de Le Cordon Bleu ou Nouvelle Cuisinière Bourgeoise e a dar aulas no mesmo ano e assim nasceu a escola Cordon Bleu e dela outras muitas escolas culinárias.
Em homenagem a escola Cordon Bleu que no quesito sobremesa contempla a nós Cordon Vert também, segue uma receita de Biscuit Au Beurre, com manteiga de verdade que é o que faz toda a diferença...Bon apetit!
Biscoitos amanteigados
Ingredientes para a base de biscoito:
200 gr de manteiga com sal
250gr de farinha de trigo
50/75 gr de açúcar
1 cl de chá de baunilha
Amêndoas em lascas (opcional)
Preparo:
Forno quente. Amasse com a mão todos os ingredientes, misturando bem. Faça pequenas bolinhas ou abra com rolo de massas e use um cortador para dar formato. Asse por 10/15 minutos.
Aficcionado da boa mesa o rei era contra a idéia de mulheres na cozinha, para ele os homens, superiores em tudo, certamente eram melhores na arte culinária do que as mulheres. A idéia, porém, não era bem aceita por sua amante, Madame de Barry, que tratou de contradizê-lo na prática, quando convidou o rei para uma ceia que foi servida pela melhor 'cuisiniere' francesa. Deliciado o rei formalizou um convite para que o cozinheiro fosse agregado à cozinha real, mas foi surpreendido por uma cozinheira mulher, a quem a pedido de Mme de Barry, concedeu a honraria Cordon Bleu, uma alusão a fita azul que adornava a comenda l'Ordre des Chevaliers du Saint Esprit (Ordem dos Cavalheiros do Espírito Santo), concedida desde o século XVI Pelo rei Henrique III da França àqueles que apresentavam excelência em sua área de trabalho.
Durante a entrega da Cruz do Espírito Santo, banquetes suntuosos eram servidos e se tornaram lendários e inevitavelmente os “cuisiniers” passaram a ser agraciados com a mesma honraria por excelência de seus serviços.
A idéia de premiar a mulheres cozinheiras não morreu com sua idealizadora, e em 1895 a jornalista e editora francesa Marthe Distel passou a publicar um folheto sob o titulo de Le Cordon Bleu ou Nouvelle Cuisinière Bourgeoise e a dar aulas no mesmo ano e assim nasceu a escola Cordon Bleu e dela outras muitas escolas culinárias.
Em homenagem a escola Cordon Bleu que no quesito sobremesa contempla a nós Cordon Vert também, segue uma receita de Biscuit Au Beurre, com manteiga de verdade que é o que faz toda a diferença...Bon apetit!
Biscoitos amanteigados
Ingredientes para a base de biscoito:
200 gr de manteiga com sal
250gr de farinha de trigo
50/75 gr de açúcar
1 cl de chá de baunilha
Amêndoas em lascas (opcional)
Preparo:
Forno quente. Amasse com a mão todos os ingredientes, misturando bem. Faça pequenas bolinhas ou abra com rolo de massas e use um cortador para dar formato. Asse por 10/15 minutos.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Caldos, sopas, cremes, bouillons
Não é que o inverno do Rio de Janeiro seja realmente frio, mas há dias em que a temperatura baixa pede um creme quente, um caldo ou uma sopa fumegante que possa ser acompanhada por um pão integral de farinha forte e um copo de vinho tinto pra aquecer corpo e alma.
Desde que existe o fogo, existe sopa, que foi sempre uma maneira de aproveitar legumes e verduras que de outra forma poderiam se deteriorar.
Também as carcaças dos animais eram e são recicladas, ao invés de serem sumariamente descartadas reforçam um caldo, alma de muitos pratos.
Antigamente a economia era mais racional, o consumo menos desenfreado, e os descartáveis pouco prováveis. A família se reunia em torno de uma boa mesa a cada fim de semana e as mulheres, que não trabalhavam fora, se esmeravam na culinária, com preparos que podiam levar toda uma semana e que desde sempre equilibraram a saúde e a economia doméstica. O homem provia, a mulher administrava.
Digamos que esse posicionamento foi sempre objeto de polêmica interna, mas a verdade é que reinados e governos passaram sempre por problemas similares.
Quem seria mais importante, o provedor ou o administrador?
Pessoalmente acho que o questionamento equivaleria quase a um: como um pássaro voaria melhor, com uma ou duas asas?
Bom, voltemos à nossa sopa.
Com o evento da mulher que trabalha fora, a prática doméstica da culinária familiar foi perdendo espaço, enquanto a propaganda se encarregava de criar verdadeiras odes apoteóticas aos primórdios do fast food.
No começo talvez tenham vindo as embalagens, para acomodar as comidas trazidas de casa, mas depois...Depois a sopa passou a ser desidratada e a cada dia conter mais coisas estranhas à sopa propriamente dita. Um monte de corantes, conservantes e acidulantes artificiais que prometem uma receita bem natural, um sabor como nos tempos da vovó que se debate no túmulo ouvindo tamanha barbaridade!
Tá bem, tá bem, também não vamos ser tão radicais.
Onde arranjar tempo pra se preparar essas coisas?
Acho que é possível se dedicar algum tempo, nem que seja apenas um pouco, para preparar não apenas saúde, mas sabor pra se alimentar, e depois aliar o sabor a tecnologia e assim, viverem os dois em comunhão e felizes para sempre.
Como sou muito rápida na cozinha, sempre acho que a indústria se encarregou de nos dizer que cozinhar dá muito trabalho, desqualificando uma atividade feminina que é desenvolver carinho e cuidado, além de equilíbrio orçamentário através da culinária.
Os chefs homens existiram desde sempre e a cozinha em grande escala ontem e hoje, exige força física e alguns fortes, são além de tudo talentosos e mantêm talvez equilibrados o masculino e o feminino interno, sem questionarem quantas asas um pássaro necessita para voar.
Hoje a aula é de caldo, fundamental para risoto, também vamos preparar couscous marroquino que acompanhado de algum tipo de guisado precisa de caldo.
Au bouillon allors!
Desde que existe o fogo, existe sopa, que foi sempre uma maneira de aproveitar legumes e verduras que de outra forma poderiam se deteriorar.
Também as carcaças dos animais eram e são recicladas, ao invés de serem sumariamente descartadas reforçam um caldo, alma de muitos pratos.
Antigamente a economia era mais racional, o consumo menos desenfreado, e os descartáveis pouco prováveis. A família se reunia em torno de uma boa mesa a cada fim de semana e as mulheres, que não trabalhavam fora, se esmeravam na culinária, com preparos que podiam levar toda uma semana e que desde sempre equilibraram a saúde e a economia doméstica. O homem provia, a mulher administrava.
Digamos que esse posicionamento foi sempre objeto de polêmica interna, mas a verdade é que reinados e governos passaram sempre por problemas similares.
Quem seria mais importante, o provedor ou o administrador?
Pessoalmente acho que o questionamento equivaleria quase a um: como um pássaro voaria melhor, com uma ou duas asas?
Bom, voltemos à nossa sopa.
Com o evento da mulher que trabalha fora, a prática doméstica da culinária familiar foi perdendo espaço, enquanto a propaganda se encarregava de criar verdadeiras odes apoteóticas aos primórdios do fast food.
No começo talvez tenham vindo as embalagens, para acomodar as comidas trazidas de casa, mas depois...Depois a sopa passou a ser desidratada e a cada dia conter mais coisas estranhas à sopa propriamente dita. Um monte de corantes, conservantes e acidulantes artificiais que prometem uma receita bem natural, um sabor como nos tempos da vovó que se debate no túmulo ouvindo tamanha barbaridade!
Tá bem, tá bem, também não vamos ser tão radicais.
Onde arranjar tempo pra se preparar essas coisas?
Acho que é possível se dedicar algum tempo, nem que seja apenas um pouco, para preparar não apenas saúde, mas sabor pra se alimentar, e depois aliar o sabor a tecnologia e assim, viverem os dois em comunhão e felizes para sempre.
Como sou muito rápida na cozinha, sempre acho que a indústria se encarregou de nos dizer que cozinhar dá muito trabalho, desqualificando uma atividade feminina que é desenvolver carinho e cuidado, além de equilíbrio orçamentário através da culinária.
Os chefs homens existiram desde sempre e a cozinha em grande escala ontem e hoje, exige força física e alguns fortes, são além de tudo talentosos e mantêm talvez equilibrados o masculino e o feminino interno, sem questionarem quantas asas um pássaro necessita para voar.
Hoje a aula é de caldo, fundamental para risoto, também vamos preparar couscous marroquino que acompanhado de algum tipo de guisado precisa de caldo.
Au bouillon allors!
domingo, 25 de julho de 2010
amanhã tem aula com sorvete!
A partir de 2002, o 23 de setembro comemora o Dia do Sorvete.
Instituída pela ABIS (Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete), a data foi escolhida por marcar o início das temperaturas mais quentes do ano no país, época em que o consumo de sorvetes no Brasil se acentua.
A origem do sorvete remonta ao século IV a.C, mas há referências ao sorvete durante o império de Nero, por volta dos anos 60 da era cristã. O imperador teria ordenado que fosse trazido gelo das montanhas para ser misturado a frutas.
Mas foi na China que cozinheiros do rei Tang (dinastia Tang 618/697) criaram uma receita a partir da mistura de leite de búfala, farinhas e frutas, provável mistura que chegou a Itália pelas mãos de Marco Pólo em 1292, para deleite das cortes européias.
A prática do uso do sal misturado ao gelo para reduzir e controlar a temperatura dos ingredientes do sorvete durante sua confecção foi uma descoberta fundamental que simplesmente se disseminou entre produtores até a descoberta de outros métodos mais eficazes como a do tonel congelável de madeira com pás rotatórias para eliminar os cristais de gelo da mistura e obter uma massa mais homogênea.
Bem mais tarde foi atribuída a químicos britânicos a tecnologia de aerar o sorvete, tornando-o muito mais cremoso, como o conhecemos atualmente.
Existem atualmente no mercado máquinas para a confecção de sorvetes caseiros com preços super razoáveis, a partir de R$ 140.00.
Sorvete super fácil
Ingredientes:
1 lata de creme de leite gelado e dessorado
½ lata de leite condensado
1 cl de chá de baunilha
Preparo:
Processe todos os ingredientes e ponha pra gelar na sorveteira por 30/40 minutos, coloque em recipiente com tampa e leve ao freezer por 2/3 horas. Se não tiver sorveteira leve diretamente e bata a mistura 2 vezes num espaço de 2 horas.
Instituída pela ABIS (Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete), a data foi escolhida por marcar o início das temperaturas mais quentes do ano no país, época em que o consumo de sorvetes no Brasil se acentua.
A origem do sorvete remonta ao século IV a.C, mas há referências ao sorvete durante o império de Nero, por volta dos anos 60 da era cristã. O imperador teria ordenado que fosse trazido gelo das montanhas para ser misturado a frutas.
Mas foi na China que cozinheiros do rei Tang (dinastia Tang 618/697) criaram uma receita a partir da mistura de leite de búfala, farinhas e frutas, provável mistura que chegou a Itália pelas mãos de Marco Pólo em 1292, para deleite das cortes européias.
A prática do uso do sal misturado ao gelo para reduzir e controlar a temperatura dos ingredientes do sorvete durante sua confecção foi uma descoberta fundamental que simplesmente se disseminou entre produtores até a descoberta de outros métodos mais eficazes como a do tonel congelável de madeira com pás rotatórias para eliminar os cristais de gelo da mistura e obter uma massa mais homogênea.
Bem mais tarde foi atribuída a químicos britânicos a tecnologia de aerar o sorvete, tornando-o muito mais cremoso, como o conhecemos atualmente.
Existem atualmente no mercado máquinas para a confecção de sorvetes caseiros com preços super razoáveis, a partir de R$ 140.00.
Sorvete super fácil
Ingredientes:
1 lata de creme de leite gelado e dessorado
½ lata de leite condensado
1 cl de chá de baunilha
Preparo:
Processe todos os ingredientes e ponha pra gelar na sorveteira por 30/40 minutos, coloque em recipiente com tampa e leve ao freezer por 2/3 horas. Se não tiver sorveteira leve diretamente e bata a mistura 2 vezes num espaço de 2 horas.
sábado, 10 de julho de 2010
10 DE JULHO HOJE É DIA DE PIZZA!
Quer saber mais?
http://www.laporcela.com.br/curiosidades.asp
Use a massa de pão branco básico, mussarela, tomates, ervas e o que mais sua imaginação pedir. Forno bem quente, um bom vinho tinto e uma saladinha,o que mais é possível querer?
http://www.laporcela.com.br/curiosidades.asp
Use a massa de pão branco básico, mussarela, tomates, ervas e o que mais sua imaginação pedir. Forno bem quente, um bom vinho tinto e uma saladinha,o que mais é possível querer?
terça-feira, 6 de julho de 2010
Pão branco básico
Ingredientes:
400 gr de farinha de trigo
1 cl de sopa fermento granulado
1 ½ cl de chá de sal
1 cl de chá de açúcar
2 cls de sopa de azeite
250/300 ml de água morna
Sal
Preparo:
Ligue o forno em temperatura máxima.
Misture os ingredientes secos e acrescente a água aos poucos, misturando com um garfo. Na minha experiência, 150 ml devem bastar. Misture apenas com as pontas dos dedos, manipule a massa muito pouco.
Forme uma bola e passe farinha antes de colocar em saco plástico que deve permitir bastante espaço de fermentação. Crie um pouco de ar no saco e deixe a massa descansar longe de correntes de ar, em local aquecido por umas 4 horas.
Enfarinhe as mãos e os dedos e retire a massa do saco.
Espalhe farinha num tabuleiro, formate o pão inteiro como ciabatta ou faça pequenos pães e cubra com fina camada, bem espalhada, de farinha. Leve ao forno quente por aproximadamente 25/30 minutos ou até que ele esteja dourado e possa sentir o cheiro de pão fresco. Tire do forno, dê pequenas pancadinhas no fundo, o som deve ser oco. Deixe esfriar numa grade fria e consuma.
400 gr de farinha de trigo
1 cl de sopa fermento granulado
1 ½ cl de chá de sal
1 cl de chá de açúcar
2 cls de sopa de azeite
250/300 ml de água morna
Sal
Preparo:
Ligue o forno em temperatura máxima.
Misture os ingredientes secos e acrescente a água aos poucos, misturando com um garfo. Na minha experiência, 150 ml devem bastar. Misture apenas com as pontas dos dedos, manipule a massa muito pouco.
Forme uma bola e passe farinha antes de colocar em saco plástico que deve permitir bastante espaço de fermentação. Crie um pouco de ar no saco e deixe a massa descansar longe de correntes de ar, em local aquecido por umas 4 horas.
Enfarinhe as mãos e os dedos e retire a massa do saco.
Espalhe farinha num tabuleiro, formate o pão inteiro como ciabatta ou faça pequenos pães e cubra com fina camada, bem espalhada, de farinha. Leve ao forno quente por aproximadamente 25/30 minutos ou até que ele esteja dourado e possa sentir o cheiro de pão fresco. Tire do forno, dê pequenas pancadinhas no fundo, o som deve ser oco. Deixe esfriar numa grade fria e consuma.
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