O verão em Israel tem estado maravilhoso, poucos dias de calor, alguma chuva improvável para a época do ano e finais de dias absolutamente lindos!
Ontem passamos o dia de um lado para o outro e testemunhamos um pôr de sol que a sua volta tonalizou o céu do amarelo ao roxo com todas as nuances possíveis de A a Z. Descendo a serra de Tzfat (no eixo das cidades religiosas de Jerusalém, Tzfat, Hebron e Tiberias) demos com uma lua se levantando enorme e transparente até que tomou o céu completamente, deslumbrante, e quando chegamos em casa começava o eclipse total. Num lugar aberto como é o caso de um kibutz, pode-se perceber o céu sem interferência externa e à medida que a lua alaranjava e escurecia as estrelas salpicavam a noite como pequenos faróis, observando apenas, sem intervir no espetáculo que durou mais de duas horas e foi brindado com espumante e pizza ao lado de uma touceira perfumada de alecrim.
No dia anterior fomos a Tel Aviv e como não poderia deixar de ser terminamos em Neveh Tzedek, bairro no quarteirão iemenita e primeiro a ser construído na então nova cidade de Tel Aviv em 1887. O bairro é bem pequeno e tudo nele é muito charmoso; pequenas butiques, cafés, galerias de arte e joalherias, lojas de colorido bom gosto e restaurantes... Ah, os restaurantes em Neve Tzedek ...
Dessa vez fomos ao Dalal, ao lado da Casa de Cultura Suzan Dalal, na entrada já se tem uma panorâmica do que nos espera em matéria de serviço que em nada deixa a desejar. Pedimos um Yarden Katzrin Chardonnay e com ele água San Pelegrino e pães finamente fatiados (preto e branco) da própria padaria, seguidos pelo menu executivo de pura delícia; o meu salada Dalal, a mais típica de Israel com pepinos e tomates frescos, cebolas, ervas e vinagrete suave e depois um gnocchi integral ao capuccino de shitake, tudo isso alinhavado no final por minha sobremesa favorita daqui,(quando bem feita): cheese cake com frutas vermelhas.
Em tempo, a torta de queijo não é de origem nem italiana e nem americana, voltou para essas bandas em inglês, mas é na verdade grega e foi criada para restabelecer a energia dos atletas quando começaram os jogos olímpicos na Grécia, uma anciã de respeito.
Com essa fórmula, quase uma barrinha energética da época, os atletas não apenas se alimentavam de leite fermentado de digestão mais fácil como se preveniam de possíveis câimbras, depois disso a ‘torta’ viajou pelo mundo tomando outros formatos até ser um dos doces mais populares nos EUA, eu costumo dizer que o mediterrâneo só percebeu o conteúdo de sabor, riqueza e saúde da sua alimentação depois que o resto do mundo adotou sua dieta.
No mais os dias vão sendo um laboratório de receitas onde os frutos da terra são inspiradores e de onde receitas saborosas e passeios maravilhosos saíram para meu próximo livro, além de algumas experiências muito saborosas que vão ser servidas no lançamento do Da Colheita para a Mesa acompanhando a estação. Até lá!
Através desse site da Casa de Cultura Suzan Dalal é possível fazer alguns pequenos tours virtuais por Neve Tzedek. http://www.yourway.co.il/suzan_dalal2_tel_aviv_virtual_tour.html
quinta-feira, 16 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Cardápio para o dia dos namorados
Como hoje é dia dos namorados acho que a data bem merece umas receitas especiais. Então mãos à obra que o bom é começar bem cedo e curtir o resto do dia comme Il faut, namorando é claro! Que tal prepararmos umas coisas pouco complicadas pra sobrar mais tempo? Mãos à obra e bon appétit!
Entrada romântica
Ingredientes:
1 meloa (melão cantaloupe) pequena
1 cl de chá de páprica doce
1 cl de chá de geléia de pimenta
1 cl de chá de vinho do porto
Pimenta rosa ralada
Mascarpone
Folhas de hortelã
Preparo:
Existem no mercado ‘boleadores’de fruta que podem ser utilizados para essa receita, assim como cortadores de biscoito em formato de coração,mas se nada disso estiver à mão, use a imaginação para criar um corte.
Misture a páprica, a geléia e o vinho, reserve. Boleie ou corte em fatias para depois dar formato de coração ao melão, acrescente com cuidado a mistura anterior. Arrume em prato de sobremesa de preferência branco, coloque na lateral uma colherada do mascarpone (pode ser iogurte cremoso acrescido de baunilha e levado ao freezer por ½ hora) sobre 2 ou 3 folhas de hortelã e rale um pouco da pimenta rosa por cima.
Creme de couve flor e brie
Ingredientes:
1couve flor pequena
1cubo de caldo vegetal
100 ml de água
100 ml de leite
150 gr de queijo brie cortado em cubos pequenos
Salsinha picada
Preparo:
Leve para cozinhar em fogo brando os quatro primeiros ingredientes por 15/20 minutos em panela aberta. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe o caldo esfriar antes de processar.
Quando for servir aqueça bem o creme e coloque alguns cubos de brie em cada recipiente antes de despejar a sopa. Guarneça com a salsinha,sirva com crôutons.
Gelatina de espumante com romã
Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de água fria
2 colheres (sopa) de açúcar
8 g de Agar Agar (gelatina de origem vegetal)
350 ml de espumante rosé
punhado de grãos frescos de romã
*Chantilly
Preparo:
O ideal para essa sobremesa é usar recipientes transparentes individuais, se tiver formas de coração melhor ainda!
Misture o açúcar e a água, polvilhe a gelatina por cima e deixe descansar até que toda a água tenha sido absorvida. Aqueça em fogo brando, mexendo sempre até a gelatina dissolver, mas não deixe que a mistura ferva para não perder as propriedades do agar. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco antes de adicionar o espumante, disponha um pouco de romã no fundo do recipiente que vai usar, despeje a gelatina por cima e deixe que tome um pouco de corpo antes de salpicar mais romã, o Agar Agar não precisa ir a geladeira. para tomar corpo, porém a sobremesa fica mais saborosa gelada. Leve a geladeira e antes de servir desenforme em prato de sobremesa, cubra com o chantilly e salpique mais sementes de romã para decorar.
*Chantilly
Ingredientes:
1 clara
150 ml de creme de leite gelado e dessorado
1 cl de sopa açúcar de confeiteiro
Preparo:
Bata a clara em neve até que fiquem bem firmes e aos pouco acrescente o açúcar. Junte a mistura cuidadosamente ao creme de leite e utilize.
Entrada romântica
Ingredientes:
1 meloa (melão cantaloupe) pequena
1 cl de chá de páprica doce
1 cl de chá de geléia de pimenta
1 cl de chá de vinho do porto
Pimenta rosa ralada
Mascarpone
Folhas de hortelã
Preparo:
Existem no mercado ‘boleadores’de fruta que podem ser utilizados para essa receita, assim como cortadores de biscoito em formato de coração,mas se nada disso estiver à mão, use a imaginação para criar um corte.
Misture a páprica, a geléia e o vinho, reserve. Boleie ou corte em fatias para depois dar formato de coração ao melão, acrescente com cuidado a mistura anterior. Arrume em prato de sobremesa de preferência branco, coloque na lateral uma colherada do mascarpone (pode ser iogurte cremoso acrescido de baunilha e levado ao freezer por ½ hora) sobre 2 ou 3 folhas de hortelã e rale um pouco da pimenta rosa por cima.
Creme de couve flor e brie
Ingredientes:
1couve flor pequena
1cubo de caldo vegetal
100 ml de água
100 ml de leite
150 gr de queijo brie cortado em cubos pequenos
Salsinha picada
Preparo:
Leve para cozinhar em fogo brando os quatro primeiros ingredientes por 15/20 minutos em panela aberta. Desligue o fogo, tampe a panela e deixe o caldo esfriar antes de processar.
Quando for servir aqueça bem o creme e coloque alguns cubos de brie em cada recipiente antes de despejar a sopa. Guarneça com a salsinha,sirva com crôutons.
Gelatina de espumante com romã
Ingredientes:
1/2 xícara (chá) de água fria
2 colheres (sopa) de açúcar
8 g de Agar Agar (gelatina de origem vegetal)
350 ml de espumante rosé
punhado de grãos frescos de romã
*Chantilly
Preparo:
O ideal para essa sobremesa é usar recipientes transparentes individuais, se tiver formas de coração melhor ainda!
Misture o açúcar e a água, polvilhe a gelatina por cima e deixe descansar até que toda a água tenha sido absorvida. Aqueça em fogo brando, mexendo sempre até a gelatina dissolver, mas não deixe que a mistura ferva para não perder as propriedades do agar. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco antes de adicionar o espumante, disponha um pouco de romã no fundo do recipiente que vai usar, despeje a gelatina por cima e deixe que tome um pouco de corpo antes de salpicar mais romã, o Agar Agar não precisa ir a geladeira. para tomar corpo, porém a sobremesa fica mais saborosa gelada. Leve a geladeira e antes de servir desenforme em prato de sobremesa, cubra com o chantilly e salpique mais sementes de romã para decorar.
*Chantilly
Ingredientes:
1 clara
150 ml de creme de leite gelado e dessorado
1 cl de sopa açúcar de confeiteiro
Preparo:
Bata a clara em neve até que fiquem bem firmes e aos pouco acrescente o açúcar. Junte a mistura cuidadosamente ao creme de leite e utilize.
sábado, 11 de junho de 2011
Almoço de sábado à beira do Mediterrâneo
Dias de verão lindo em Israel e camaradas também, tem sempre uma brisinha ou uma nuvenzinha encomendada pra amenizar o calor que no verão daqui é geralmente de matar. Fico bem perto do mar onde mora minha irmã e cada pôr de sol devia ser uma festa igual ou maior que a dos fins de tarde no arpoador, quanta beleza!...
Bom, hoje acordei hiper cedo e me programei para ir a Haifa, peguei o trem com minha sobrinha e fomos tecendo uma conversa fiada até ela chegar na estação dela e eu na minha. Desci perto do porto e caminhei até o carmelit que é uma espécie de bondinho que serve a umas cinco estações morro acima; o centro é lá no topo da montanha e a vista é deslumbrante, mas uma vez o turismo feito, e é bacana, não se tem muito pra ver ou pelo menos eu não sei onde procurar, dito isto rapidamente achei um mercado chique e fui entrando. Os cheiros aqui têm uma característica embriagadora, é como se a gente não estivesse confinado num lugar a portas fechadas tal o frescor e buquê que se desprende das frutas, verduras e legumes numa abundância que é a marca da hospitalidade dos povos que vivem à beira do mar mediterrâneo. Bem mãos a obra pra preparar o que foi comprado! Variações de queijo: de cabra comum, de cabra trufado, queijo amarelo envelhecido em vinho bordeaux, damascos frescos (em plena temporada!) e cerejas maduras, et voilá, para acompanhar um tinto orgânico merlot 2006 da vinícola Yarden e um Mersault estupidamente gelado! Bom appétit!
(No Rio de Janeiro, na feira orgânica da Glória é possível encontrar variações de queijo de cabra sólido, não sei se a Expand ainda comercializa o vinho Vida Orgânica argentino de excelente qualidade que servíamos no Café Vert)
Salada de maçã ao curry
Ingredientes:
2 maçãs fuji bem lavadas em cubos
1 maçã ácida bem lavada em cubos
1 talo de aipo bem lavado em cubos
Punhado de passas
2 cenouras raladas em ralo grosso
Folhas de alface roxa picadas
1 cl de sobremesa de manteiga
1 cl de sopa de curry
1 pitada de canela
Metades de nozes
Preparo:
Salteie as maçãs e o aipo na manteiga por 4 a 5 minutos, mexendo de vez em quando, apague o fogo e adicione o curry e a canela, tampe por 2 ou 3 minutos, adicione as passas e reserve. Em pratos individuais arrume com cilindros de inox da seguinte forma: 1 camada das maçãs com aipo e passas e por cima bem prensado, um punhado de cenoura, termine com uma ½ noz, arrume o alface a volta do cilindro e coloque o molho antes de desenformar.
Molho:
Inredientes:
1/2 xc de azeite
1/2 xc de suco de manga
sal e pimenta ralados
Preparo:
Misture muito bem os ingredientes e sirva
Pão integral de grãos
Ingredientes:
200 gr de farinha de trigo
200 gr de farinha integral fina
250/300 ml de água morna
1 cl de sopa de fermento granulado instantâneo
1 cl de sobremesa de sal
1 cl de chá de açúcar
3 cl de sopa de grãos variasdos
1 ovo
1 saco plástico próprio para armazenar alimentos, de tamanho médio ou grande
Preparo
Ligue o forno em temperatura máxima.Misture os ingredientes secos e acrescente a água aos poucos.Forme uma bola e passe farinha antes de colocar em saco plástico que deve permitir bastante espaço para fermentação. Crie um pouco de ar no saco e deixe a massa descansar longe de correntes de ar e em local aquecido por umas 4 horas.
Enfarinhe as mãos e os dedos e retire a massa do saco.
Espalhe farinha num tabuleiro, formate o pão inteiro ou faça pequenos pães e cubra com o ovo batido, salpicando bastante sementes por cima Leve ao forno quente por aproximadamente 25/30 minutos ou até que ele esteja dourado e possa sentir o cheiro de pão fresco. Tire do forno com luvas de cozinha, dê pequenas pancadas no fundo do pão, o som deve ser oco. Deixe esfriar um pouco numa grade fria antes de cortar.
Fatias de pêra ao gengibre com gelado de iogurte cremoso
Ingredientes por pessoa:
½ pêra
Gotas de limão
1 ½ cl de chá de manteiga
1 cl de chá de açúcar
1 cl de sobremesa de suco de gengibre ( rale o gengibre e esprema em pano de algodão)
1 copinho de iogurte cremoso natural açucarado
2 cls de sopa de creme de leite light (gelado e dessorado)
1 pistilo de baunilha
Um punhado de lascas de amêndoas tostadas (opcional)
Preparo:
Misture o iogurte ao creme de leite, corte uma ponta da baunilha e retire o sumo, não adicione todo à mistura porque é forte, o que sobrar pode temperar um pote de açúcar ou o restante do creme de leite, não jogue o pistilo fora, leve ao freezer por 2 horas. Lave bem a pêra sem descascar e use metade por pessoa, retire o miolo e corte em leque, regue com gotas limão para não ‘enferrujar’, em seguida salteie na manteiga, açúcar e suco de gengibre para dourar as fatias ligeiramente.
Sirva em leque com o gelado de iogurte na lateral salpicado de amêndoas e com o pistilo da baunilha guarnecendo a sobremesa.
Esse gelado pode ser usado também num ice coffee.
Bom, hoje acordei hiper cedo e me programei para ir a Haifa, peguei o trem com minha sobrinha e fomos tecendo uma conversa fiada até ela chegar na estação dela e eu na minha. Desci perto do porto e caminhei até o carmelit que é uma espécie de bondinho que serve a umas cinco estações morro acima; o centro é lá no topo da montanha e a vista é deslumbrante, mas uma vez o turismo feito, e é bacana, não se tem muito pra ver ou pelo menos eu não sei onde procurar, dito isto rapidamente achei um mercado chique e fui entrando. Os cheiros aqui têm uma característica embriagadora, é como se a gente não estivesse confinado num lugar a portas fechadas tal o frescor e buquê que se desprende das frutas, verduras e legumes numa abundância que é a marca da hospitalidade dos povos que vivem à beira do mar mediterrâneo. Bem mãos a obra pra preparar o que foi comprado! Variações de queijo: de cabra comum, de cabra trufado, queijo amarelo envelhecido em vinho bordeaux, damascos frescos (em plena temporada!) e cerejas maduras, et voilá, para acompanhar um tinto orgânico merlot 2006 da vinícola Yarden e um Mersault estupidamente gelado! Bom appétit!
(No Rio de Janeiro, na feira orgânica da Glória é possível encontrar variações de queijo de cabra sólido, não sei se a Expand ainda comercializa o vinho Vida Orgânica argentino de excelente qualidade que servíamos no Café Vert)
Salada de maçã ao curry
Ingredientes:
2 maçãs fuji bem lavadas em cubos
1 maçã ácida bem lavada em cubos
1 talo de aipo bem lavado em cubos
Punhado de passas
2 cenouras raladas em ralo grosso
Folhas de alface roxa picadas
1 cl de sobremesa de manteiga
1 cl de sopa de curry
1 pitada de canela
Metades de nozes
Preparo:
Salteie as maçãs e o aipo na manteiga por 4 a 5 minutos, mexendo de vez em quando, apague o fogo e adicione o curry e a canela, tampe por 2 ou 3 minutos, adicione as passas e reserve. Em pratos individuais arrume com cilindros de inox da seguinte forma: 1 camada das maçãs com aipo e passas e por cima bem prensado, um punhado de cenoura, termine com uma ½ noz, arrume o alface a volta do cilindro e coloque o molho antes de desenformar.
Molho:
Inredientes:
1/2 xc de azeite
1/2 xc de suco de manga
sal e pimenta ralados
Preparo:
Misture muito bem os ingredientes e sirva
Pão integral de grãos
Ingredientes:
200 gr de farinha de trigo
200 gr de farinha integral fina
250/300 ml de água morna
1 cl de sopa de fermento granulado instantâneo
1 cl de sobremesa de sal
1 cl de chá de açúcar
3 cl de sopa de grãos variasdos
1 ovo
1 saco plástico próprio para armazenar alimentos, de tamanho médio ou grande
Preparo
Ligue o forno em temperatura máxima.Misture os ingredientes secos e acrescente a água aos poucos.Forme uma bola e passe farinha antes de colocar em saco plástico que deve permitir bastante espaço para fermentação. Crie um pouco de ar no saco e deixe a massa descansar longe de correntes de ar e em local aquecido por umas 4 horas.
Enfarinhe as mãos e os dedos e retire a massa do saco.
Espalhe farinha num tabuleiro, formate o pão inteiro ou faça pequenos pães e cubra com o ovo batido, salpicando bastante sementes por cima Leve ao forno quente por aproximadamente 25/30 minutos ou até que ele esteja dourado e possa sentir o cheiro de pão fresco. Tire do forno com luvas de cozinha, dê pequenas pancadas no fundo do pão, o som deve ser oco. Deixe esfriar um pouco numa grade fria antes de cortar.
Fatias de pêra ao gengibre com gelado de iogurte cremoso
Ingredientes por pessoa:
½ pêra
Gotas de limão
1 ½ cl de chá de manteiga
1 cl de chá de açúcar
1 cl de sobremesa de suco de gengibre ( rale o gengibre e esprema em pano de algodão)
1 copinho de iogurte cremoso natural açucarado
2 cls de sopa de creme de leite light (gelado e dessorado)
1 pistilo de baunilha
Um punhado de lascas de amêndoas tostadas (opcional)
Preparo:
Misture o iogurte ao creme de leite, corte uma ponta da baunilha e retire o sumo, não adicione todo à mistura porque é forte, o que sobrar pode temperar um pote de açúcar ou o restante do creme de leite, não jogue o pistilo fora, leve ao freezer por 2 horas. Lave bem a pêra sem descascar e use metade por pessoa, retire o miolo e corte em leque, regue com gotas limão para não ‘enferrujar’, em seguida salteie na manteiga, açúcar e suco de gengibre para dourar as fatias ligeiramente.
Sirva em leque com o gelado de iogurte na lateral salpicado de amêndoas e com o pistilo da baunilha guarnecendo a sobremesa.
Esse gelado pode ser usado também num ice coffee.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
O dia em que urtiga virou sopa
Durante a semana fazendo turismo com amigos por Londres dei com os costados num restaurante bem bacana, The Botanist em King’s Road. Gosto sempre de provar coisas novas e no cardápio tinha sopa de urtiga que por sinal estava não apenas linda, mas deliciosa. Acho que a idéia de comer urtiga nos é quase impensável, provavelmente porque a primeira coisa que nos vem à mente é sua fama de venenosa, mas a urtiga é cultivada e conhecida na Europa há muitos anos como planta medicinal e delicatessen também. O nome, urtica, deriva do latim, de uro, queimar, a folha tem minúsculas agulhas que injetam químicos causando coceira, sensação de dormência e queimaduras na pele. O período em que ela é colhida no esplendor de sua juventude é no começo do verão, justamente agora na Europa, onde ela é servida das mais diversas maneiras.
Diz a lenda que uma moça cujos irmãos foram transformados em cisnes tinha que tecer-lhes casacos feitos de rizomas de urtiga colhidas nos jardins de um cemitério à noite e ela devia permanecer em absoluto silêncio até que os casacos tivessem sido terminados.
A urtiga foi desde sempre associada aos rituais de morte e renascimento graças ao seu potencial de matar e curar e pra fazer bonito, que tal tentar achar no mercado brasileiro um pouco para servir um creme no almoço de sábado, na falta dela vale também tentar espinafre, um parente da urtiga. Bom appétit!
Creme de espinafre
Ingredientes:
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
1 cl de sopa de manteiga
1 l de água filtrada
3 batatas médias em cubinhos
1 maço grande de espinafre
sal
Bolinhas de queijo de cabra cremoso, ou iogurte ou creme de leite gelado e dessorado
Preparo:
Lave bem o espinafre e retire as folhas dos talos e reserve, os talos podem ser guardados para outra receita. Refogue o alho e cebola na manteiga até dourar, acrescente as batatas e refogue ligeiramente, cubra com a água e tampe por 5 a10 minutos, acrescente as folhas do espinafre e afervente por uns 5 minutinhos, tempere e processe. Sirva em bowls individuais e coloque 1 ou 2 bolinhas por bowl, mexa ligeiramente com um garfo antes de servir desenhando um meio círculo.
Salada morna de cogumelos
Ingredientes:
100 gr de mistura de cogumelos desidratados
1 cl de sobremesa de manteiga
1 maço de rúcula
100 gr de tomatinhos
1 cl de sobremesa de alho bem picado
Azeite aromatizado
Lascas de parmigiano reggiano
Pignolli
Sal
Preparo:
Lave bem a rúcula e os tomates, seque e reserve. Toste o pignolli, reserve.
Reidrate os cogumelos em ½ copo de água e salteie na manteiga, tempere. Refogue os tomatinhos no alho e azeite aromatizado até começarem a murchar, retire do fogo.
Prepare uma cama de rúcula, disponha os cogumelos e os tomates, salpique o queijo e guarneça com o pignolli.
tartelete integral de abobrinha e brie
Ingredientes por pessoa (pode ser feita em formas individuais de fundo falso):
100 gr da seguinte mistura:farinha de trigo, farinha integral e gergelim
40 gr de manteiga
1 pitada de sal
3 a 4 cls de sopa de água
*1 receita de abobrinha ao molho de tomate
Cubinhos de brie
Preparo:
Amasse com as mãos os 4 primeiros ingredientes até obter uma massa uniforme. Abra numa forma pequena de fundo removível e recheie com a abobrinha e o brie.
Leve ao forno médio por aproximadamente 20 minutos, sirva com a salada
*Abobrinha ao molho de tomate
Ingredientes:
1 a 2 abobrinhas pequenas bem lavadas e picadas em pequenos cubos(com casca)
1 cl de chá de alho picado
1cl de sopa de azeite
½ lata de tomate pelati processado em liquidificador
1 cl de sopa de orégano
sal
Preparo:
Refogue o alho no azeite até dourar, misture a abobrinha no refogado e deixe cozinhar por 5 minutos, acrescente o molho do tomate, sal e orégano, tampe e deixe em fogo brando por 5 minutos, utilize.
Banana assada no curry
Ingredientes por pessoa:
1 banana à escolha
Suco e casca ralada de ½ laranja
1 cl de chá de açúcar mascavo
1 cl de chá de noz moscada
1 cl de chá de curry
1cl de chá de canela em pó
Preparo:
Misture ao suco os outros ingredientes, faça um corte vertical com faca afiada na casca da banana e abra um pouco para introduzir a mistura. Asse em forno quente por 10/15 minutos ou até que esteja macia e perfumada. Sirva com queijo de cabra cremoso ao qual tenham sido misturadas algumas gotas de Cointreau ou sorvete de baunilha (receita nas postagens antigas do blog) aoqual pode ser acrescentado o Cointreau e damascos secos picados.
Site do restaurante The Botanist- http://www.thebotanistonsloanesquare.com/index.php-.
Diz a lenda que uma moça cujos irmãos foram transformados em cisnes tinha que tecer-lhes casacos feitos de rizomas de urtiga colhidas nos jardins de um cemitério à noite e ela devia permanecer em absoluto silêncio até que os casacos tivessem sido terminados.
A urtiga foi desde sempre associada aos rituais de morte e renascimento graças ao seu potencial de matar e curar e pra fazer bonito, que tal tentar achar no mercado brasileiro um pouco para servir um creme no almoço de sábado, na falta dela vale também tentar espinafre, um parente da urtiga. Bom appétit!
Creme de espinafre
Ingredientes:
1 cebola pequena picada
2 dentes de alho picados
1 cl de sopa de manteiga
1 l de água filtrada
3 batatas médias em cubinhos
1 maço grande de espinafre
sal
Bolinhas de queijo de cabra cremoso, ou iogurte ou creme de leite gelado e dessorado
Preparo:
Lave bem o espinafre e retire as folhas dos talos e reserve, os talos podem ser guardados para outra receita. Refogue o alho e cebola na manteiga até dourar, acrescente as batatas e refogue ligeiramente, cubra com a água e tampe por 5 a10 minutos, acrescente as folhas do espinafre e afervente por uns 5 minutinhos, tempere e processe. Sirva em bowls individuais e coloque 1 ou 2 bolinhas por bowl, mexa ligeiramente com um garfo antes de servir desenhando um meio círculo.
Salada morna de cogumelos
Ingredientes:
100 gr de mistura de cogumelos desidratados
1 cl de sobremesa de manteiga
1 maço de rúcula
100 gr de tomatinhos
1 cl de sobremesa de alho bem picado
Azeite aromatizado
Lascas de parmigiano reggiano
Pignolli
Sal
Preparo:
Lave bem a rúcula e os tomates, seque e reserve. Toste o pignolli, reserve.
Reidrate os cogumelos em ½ copo de água e salteie na manteiga, tempere. Refogue os tomatinhos no alho e azeite aromatizado até começarem a murchar, retire do fogo.
Prepare uma cama de rúcula, disponha os cogumelos e os tomates, salpique o queijo e guarneça com o pignolli.
tartelete integral de abobrinha e brie
Ingredientes por pessoa (pode ser feita em formas individuais de fundo falso):
100 gr da seguinte mistura:farinha de trigo, farinha integral e gergelim
40 gr de manteiga
1 pitada de sal
3 a 4 cls de sopa de água
*1 receita de abobrinha ao molho de tomate
Cubinhos de brie
Preparo:
Amasse com as mãos os 4 primeiros ingredientes até obter uma massa uniforme. Abra numa forma pequena de fundo removível e recheie com a abobrinha e o brie.
Leve ao forno médio por aproximadamente 20 minutos, sirva com a salada
*Abobrinha ao molho de tomate
Ingredientes:
1 a 2 abobrinhas pequenas bem lavadas e picadas em pequenos cubos(com casca)
1 cl de chá de alho picado
1cl de sopa de azeite
½ lata de tomate pelati processado em liquidificador
1 cl de sopa de orégano
sal
Preparo:
Refogue o alho no azeite até dourar, misture a abobrinha no refogado e deixe cozinhar por 5 minutos, acrescente o molho do tomate, sal e orégano, tampe e deixe em fogo brando por 5 minutos, utilize.
Banana assada no curry
Ingredientes por pessoa:
1 banana à escolha
Suco e casca ralada de ½ laranja
1 cl de chá de açúcar mascavo
1 cl de chá de noz moscada
1 cl de chá de curry
1cl de chá de canela em pó
Preparo:
Misture ao suco os outros ingredientes, faça um corte vertical com faca afiada na casca da banana e abra um pouco para introduzir a mistura. Asse em forno quente por 10/15 minutos ou até que esteja macia e perfumada. Sirva com queijo de cabra cremoso ao qual tenham sido misturadas algumas gotas de Cointreau ou sorvete de baunilha (receita nas postagens antigas do blog) aoqual pode ser acrescentado o Cointreau e damascos secos picados.
Site do restaurante The Botanist- http://www.thebotanistonsloanesquare.com/index.php-.
sábado, 21 de maio de 2011
Brigadeiro e afeto e almoço de domingo
Acho que todos nós, brasileiros pelo menos, temos lembranças de momentos brigadeiro, sejam da nossa infância, da dos nossos filhos e em tempo da dos nossos netos. Temos com certeza memórias da adolescência, as moças pelo menos, quando para assistir a sessão da tarde comíamos brigadeiro às colheradas entre lágrimas emocionadas que os hormônios faziam saltar descontroladamente dos olhos...
E porque ninguém nunca pensou em fazer um negócio dedicado a eles, os brigadeiros? Bom finalmente alguém pensou e o negócio parece que vai muito bem obrigada! Mas porque esse papo de brigadeiro hoje?
Porque ontem foi o aniversário do meu cunhado querido e no final do jantar a Carol serviu um brigadeiro inusitado, de Ovomaltine!
Eu minto, apenas um pouco, quando digo que meu doce predileto é o de leite, mas ele fica ali “por una cabeza” do brigadeiro.
Não gosto muito de chocolate (isso é verdade, juro!), mas ironicamente faço sobremesas bastante interessantes com ele, por favor, não peçam receita porque fico arrasada. Já tentei, várias vezes, me desapegar, mas como boa mãe judia só entrego os pontos no leito de morte...Eu tenho esse negócio com doce digo que doce é yin(feminino), sem o menor conhecimento de causa, por pura intuição, e admiro sinceramente as mulheres que com largueza de espírito são capazes não apenas de preparar doces, mas passar a receita.
Meu livro de sobremesa vai andando, a passos tão curtos que não sei não...
Bom, deixemos de lero-lero e partamos para o almoço de sábado ou domingo, que com esse friozinho abre o apetite de dar medo, et voilá : creme de pupunha (palmito), torradas ao azeite trufado, omelete/souflê de queijo brie, ervilha torta (mangetout) cozida no vapor e pequeninas cebolas carameldas no suco de figos. De sobremesa pêra poché no suco de laranja temperado com cravo, bon appétit!
Creme de pupunha
Ingredientes: (por pessoa)
1 palmito pupunha
1 cl de café de manteiga
½ xícara de leite
Preparo:
Lave e seque o palmito e em fogo brando derreta a manteiga em frigideira inox. Quando o palmito estiver macio, retire processe com ½ xícara de leite, tempere esirva em bowls individuais.
Tiras de torradas ao azeite trufado
Ingredientes: (por pessoa)
2 fatias de pão tipo forma com 6 ou 12 grãos
2 cls de chá de azeite trufado
Preparo:
Corte as fatias em 2 ou 3 partes verticalmente sem retirar as bordas. Aqueça levemente uma frigideira, disponha 1 cl de azeite e disponha as tiras da primeira fatia e vire rapidamente para que as duas partes recebam azeite. Repita o processo com a segunda fatia.
Omelete suflê de brie
Ingredientes:
2 ovos
2 a 3 fatias de brie quase maduro
2 cls de sopa de leite
1pitada de canela em pó
1 pitada de noz moscada
Sal a gosto
1 cl de chá de azeite
Preparo:
Bata ligeiramente as gemas com o sal, canela, noz moscada e o leite, reserve. Bata as claras em neve e misture delicadamente às gemas. Espalhe com a ajuda de papel toalha o azeite numa frigideira anti aderente, aqueça e disponha a mistura cobrindo toda a panela. O fogo deve ser brando para não queimar a omelete. Coloque as fatias do queijo sobre a mistura, tampe por alguns minutos e abra para espalhar com cuidado algum liquido que ainda não tenha cozinhado. Tampe por mais 2 minutos e se o interior já estiver quase cozido,com a ajuda de uma colher dê formato de panqueca ou dobre um lado sobre o outro, desligue o fogo e deixe por mais 1 minuto tampado, sirva a seguir.
Ervilhas no vapor
Ingredientes:
1 punhado de ervilhas tortas bem lavadas
Sal
Preparo:
Com uma faquinha fina retire a ponta das ervilhas, salpique sal sobre elas e leve para o banho Maria que assim que levantar fervura deve ser desligado e as ervilhas devem repousar nesse calor por não mais que 3 ou 4 minutos.
Cebolas carameladas no suco de figo
Ingredientes: (por pessoa)
5 a 6 pequenas cebolas
Suco coado de ½ figo
1 cl de chá de açúcar mascavo
Preparo:
Em panela inox disponha o suco e o açúcar,misture bem e acrescente as cebolas inteiras sem casca, mexa a cada quanto, em fogo brando, até que escureçam.
Peras poché
Ingredientes: (por pessoa)
½ pêra descascada e desossada
Caldo de 1 laranja pêra
1 cravo
2 cls de sopa de iogurte cremoso levemente adoçado com 2 gotas de baunilha
Preparo:
Leve o iogurte ao frezer e ao fogo brando a pêra com metade do suco de laranja e o cravo. Cozinhe, a pêra, por alguns minutos, sem mexer, até começar a amaciar, secando acrescente aos poucos mais suco. Retire o iogurte do freezer e sirva com a pêra ainda quente, se quiser salpique sobre ela um pouco de canela em pó misturada a uma pitada de curry.
E porque ninguém nunca pensou em fazer um negócio dedicado a eles, os brigadeiros? Bom finalmente alguém pensou e o negócio parece que vai muito bem obrigada! Mas porque esse papo de brigadeiro hoje?
Porque ontem foi o aniversário do meu cunhado querido e no final do jantar a Carol serviu um brigadeiro inusitado, de Ovomaltine!
Eu minto, apenas um pouco, quando digo que meu doce predileto é o de leite, mas ele fica ali “por una cabeza” do brigadeiro.
Não gosto muito de chocolate (isso é verdade, juro!), mas ironicamente faço sobremesas bastante interessantes com ele, por favor, não peçam receita porque fico arrasada. Já tentei, várias vezes, me desapegar, mas como boa mãe judia só entrego os pontos no leito de morte...Eu tenho esse negócio com doce digo que doce é yin(feminino), sem o menor conhecimento de causa, por pura intuição, e admiro sinceramente as mulheres que com largueza de espírito são capazes não apenas de preparar doces, mas passar a receita.
Meu livro de sobremesa vai andando, a passos tão curtos que não sei não...
Bom, deixemos de lero-lero e partamos para o almoço de sábado ou domingo, que com esse friozinho abre o apetite de dar medo, et voilá : creme de pupunha (palmito), torradas ao azeite trufado, omelete/souflê de queijo brie, ervilha torta (mangetout) cozida no vapor e pequeninas cebolas carameldas no suco de figos. De sobremesa pêra poché no suco de laranja temperado com cravo, bon appétit!
Creme de pupunha
Ingredientes: (por pessoa)
1 palmito pupunha
1 cl de café de manteiga
½ xícara de leite
Preparo:
Lave e seque o palmito e em fogo brando derreta a manteiga em frigideira inox. Quando o palmito estiver macio, retire processe com ½ xícara de leite, tempere esirva em bowls individuais.
Tiras de torradas ao azeite trufado
Ingredientes: (por pessoa)
2 fatias de pão tipo forma com 6 ou 12 grãos
2 cls de chá de azeite trufado
Preparo:
Corte as fatias em 2 ou 3 partes verticalmente sem retirar as bordas. Aqueça levemente uma frigideira, disponha 1 cl de azeite e disponha as tiras da primeira fatia e vire rapidamente para que as duas partes recebam azeite. Repita o processo com a segunda fatia.
Omelete suflê de brie
Ingredientes:
2 ovos
2 a 3 fatias de brie quase maduro
2 cls de sopa de leite
1pitada de canela em pó
1 pitada de noz moscada
Sal a gosto
1 cl de chá de azeite
Preparo:
Bata ligeiramente as gemas com o sal, canela, noz moscada e o leite, reserve. Bata as claras em neve e misture delicadamente às gemas. Espalhe com a ajuda de papel toalha o azeite numa frigideira anti aderente, aqueça e disponha a mistura cobrindo toda a panela. O fogo deve ser brando para não queimar a omelete. Coloque as fatias do queijo sobre a mistura, tampe por alguns minutos e abra para espalhar com cuidado algum liquido que ainda não tenha cozinhado. Tampe por mais 2 minutos e se o interior já estiver quase cozido,com a ajuda de uma colher dê formato de panqueca ou dobre um lado sobre o outro, desligue o fogo e deixe por mais 1 minuto tampado, sirva a seguir.
Ervilhas no vapor
Ingredientes:
1 punhado de ervilhas tortas bem lavadas
Sal
Preparo:
Com uma faquinha fina retire a ponta das ervilhas, salpique sal sobre elas e leve para o banho Maria que assim que levantar fervura deve ser desligado e as ervilhas devem repousar nesse calor por não mais que 3 ou 4 minutos.
Cebolas carameladas no suco de figo
Ingredientes: (por pessoa)
5 a 6 pequenas cebolas
Suco coado de ½ figo
1 cl de chá de açúcar mascavo
Preparo:
Em panela inox disponha o suco e o açúcar,misture bem e acrescente as cebolas inteiras sem casca, mexa a cada quanto, em fogo brando, até que escureçam.
Peras poché
Ingredientes: (por pessoa)
½ pêra descascada e desossada
Caldo de 1 laranja pêra
1 cravo
2 cls de sopa de iogurte cremoso levemente adoçado com 2 gotas de baunilha
Preparo:
Leve o iogurte ao frezer e ao fogo brando a pêra com metade do suco de laranja e o cravo. Cozinhe, a pêra, por alguns minutos, sem mexer, até começar a amaciar, secando acrescente aos poucos mais suco. Retire o iogurte do freezer e sirva com a pêra ainda quente, se quiser salpique sobre ela um pouco de canela em pó misturada a uma pitada de curry.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Fim de semana em São Paulo
Fim de semana em São Paulo, passeio gastronômico na certa e dieta mandada pro espaço... Bom, hoje já é segunda feira, chuvosa, e tudo torna quase ao seu devido lugar.
O almoço do sábado foi na Mercearia do Francês, desnecessário dizer que os pães do couvert estavam deliciosos e pra continuar pedimos torradinhas de champignon (na manteiga é claro, afinal estamos em território francês) e ratatouille com queijo de cabra, lindo, cheiroso e gostoso que veio surpreendentemente enformado. Meu amigo pediu risoto de abóbora com carne seca, a apresentação é linda e a carne não vem misturada, assim que belisquei o risoto, um primor! O vinho foi um chileno carmenére/sauvignon, 14º, Antu Ninquén que em mapuche vem a ser aparentemente Sol da Montanha, muito bom. Cometi um erro clássico que foi pedir massa como prato principal em restaurante francês. Os franceses herdaram de Catarina de Médicis muitas receitas italianas e como no caso dos pães, se superaram, já na massa...Um caso quase raro eu acertar nos pratos que incauta tenha experimentado.De sobremesa crepe Suzette e brulée corretíssimos e uma coisa que adoro nos franceses: garfo e colher sempre que a sobremesa não pede faca, não pode ser de outro jeito. Fazer como para comer? Usar o dedo pra ajudar a sobremesa a ser pescada ou tentar agarrá-la até que escorregue pela borda do prato e se esborrache na mesa? E vive les français(!) povo da sobremesa que sabe de A a Z como fazer e servir!
Domingo de manhã caqui e pêra bem comportados até atacar N variedades de pão italiano e um queijo de cabra tartine, bon dieu, onde isso vai terminar? Nas páginas do Google para descobrir se no cardápio tinha comida vegetariana e onde ficava o Dalva e Dito do Alex Atala.
O Alex Atala é um dos meus ídolos culinários, a cozinha dele tem uma coisa desbravadora, masculina, quase agressiva (talvez por isso os doces não sejam o forte...), mas aí aparece o bom humor, ingrediente indispensável para uma cozinha ter leveza e se levar a sério somente na hora do corre-corre, sem falar da propriedade no uso do que é brasileiro. -Muita gente me pergunta como posso ser vegetariana num país de tantas carnes, valha-me Deus esse é um país tropical, abençoado por Deus!-
Tudo desde a entrada é lindo de ver, cheirar, e por falar em cheiro, a batida de priprioca...Ele trouxe do norte e como diz com muita propriedade sabor é o aroma líquido, eu já senti o aroma do perfume e o gosto na bebida é exatamente aquilo que o vidro contêm, sem tirar nem pôr. Eu não gosto de cachaça, mas nem por um minuto pensei em substituir por saquê, que estava intocavelmente perfeita do jeito que veio e ainda por cima acompanhada de palitinhos de mandioca no ponto exato.
Menu devorado, hora de pedir o prato. Dúvida: arroz vermelho do sertão com espeto de queijo tostado e legumes ou ratatouille do sertão (mandioquinha, maxixe,batata doce roxa, quiabo, gerimum, palmito assado, banana da terra, chuchu, cebola e manteiga de garrafa). Fui de ratatouille (fixação?) e veio tão lindo e perfumado que esqueci de perguntar se a manteiga já estava incorporada. É preciso ter controle e não tocar no prato por um instante, mirá-lo como quem olha para um jóia e mesmo se a fome apertar a gente se comporta, inspira e só observa, desde o instante em que ele toca na mesa.
A quantidade foi pequena, mas a surpresa foi grande, saborosíssimo!
Antes, esqueci de dizer que vieram pão de milho e integral, palitos de polvilho e dentre os beliscos do couvert um patê de feijoada. Sobremesas me fazem sempre ter a quase certeza que carecem de mãos femininas e não foi nem tão bonita e nem tão gostosa quanto eu esperava e dos petits fours que acompanham o café eu tiraria tudo o que não fosse o deliciosíssimo pé de moleque, mas, pretensão e água benta...
Quem sou eu pra falar de Alex Atala?
Barriga cheia, mão lavada, pé na estrada e uma última browseada ligeira pelo mercado Santa Luzia antes de ir embora com a promessa de na próxima ponte aérea aterrissar diretamente no D.O.M de Alex Atala que acaba de ser premiado como o quinto melhor restaurante do mundo pela World’s 50 best restaurants, dá uma olhada lá http://www.domrestaurante.com.br
O Dalva e Dito estão no www.dalvaedito.com.br e a Mercearia do Frances no http://www.merceariadofrances.com.br/ com receitas do que comi, bo appétit!
O almoço do sábado foi na Mercearia do Francês, desnecessário dizer que os pães do couvert estavam deliciosos e pra continuar pedimos torradinhas de champignon (na manteiga é claro, afinal estamos em território francês) e ratatouille com queijo de cabra, lindo, cheiroso e gostoso que veio surpreendentemente enformado. Meu amigo pediu risoto de abóbora com carne seca, a apresentação é linda e a carne não vem misturada, assim que belisquei o risoto, um primor! O vinho foi um chileno carmenére/sauvignon, 14º, Antu Ninquén que em mapuche vem a ser aparentemente Sol da Montanha, muito bom. Cometi um erro clássico que foi pedir massa como prato principal em restaurante francês. Os franceses herdaram de Catarina de Médicis muitas receitas italianas e como no caso dos pães, se superaram, já na massa...Um caso quase raro eu acertar nos pratos que incauta tenha experimentado.De sobremesa crepe Suzette e brulée corretíssimos e uma coisa que adoro nos franceses: garfo e colher sempre que a sobremesa não pede faca, não pode ser de outro jeito. Fazer como para comer? Usar o dedo pra ajudar a sobremesa a ser pescada ou tentar agarrá-la até que escorregue pela borda do prato e se esborrache na mesa? E vive les français(!) povo da sobremesa que sabe de A a Z como fazer e servir!
Domingo de manhã caqui e pêra bem comportados até atacar N variedades de pão italiano e um queijo de cabra tartine, bon dieu, onde isso vai terminar? Nas páginas do Google para descobrir se no cardápio tinha comida vegetariana e onde ficava o Dalva e Dito do Alex Atala.
O Alex Atala é um dos meus ídolos culinários, a cozinha dele tem uma coisa desbravadora, masculina, quase agressiva (talvez por isso os doces não sejam o forte...), mas aí aparece o bom humor, ingrediente indispensável para uma cozinha ter leveza e se levar a sério somente na hora do corre-corre, sem falar da propriedade no uso do que é brasileiro. -Muita gente me pergunta como posso ser vegetariana num país de tantas carnes, valha-me Deus esse é um país tropical, abençoado por Deus!-
Tudo desde a entrada é lindo de ver, cheirar, e por falar em cheiro, a batida de priprioca...Ele trouxe do norte e como diz com muita propriedade sabor é o aroma líquido, eu já senti o aroma do perfume e o gosto na bebida é exatamente aquilo que o vidro contêm, sem tirar nem pôr. Eu não gosto de cachaça, mas nem por um minuto pensei em substituir por saquê, que estava intocavelmente perfeita do jeito que veio e ainda por cima acompanhada de palitinhos de mandioca no ponto exato.
Menu devorado, hora de pedir o prato. Dúvida: arroz vermelho do sertão com espeto de queijo tostado e legumes ou ratatouille do sertão (mandioquinha, maxixe,batata doce roxa, quiabo, gerimum, palmito assado, banana da terra, chuchu, cebola e manteiga de garrafa). Fui de ratatouille (fixação?) e veio tão lindo e perfumado que esqueci de perguntar se a manteiga já estava incorporada. É preciso ter controle e não tocar no prato por um instante, mirá-lo como quem olha para um jóia e mesmo se a fome apertar a gente se comporta, inspira e só observa, desde o instante em que ele toca na mesa.
A quantidade foi pequena, mas a surpresa foi grande, saborosíssimo!
Antes, esqueci de dizer que vieram pão de milho e integral, palitos de polvilho e dentre os beliscos do couvert um patê de feijoada. Sobremesas me fazem sempre ter a quase certeza que carecem de mãos femininas e não foi nem tão bonita e nem tão gostosa quanto eu esperava e dos petits fours que acompanham o café eu tiraria tudo o que não fosse o deliciosíssimo pé de moleque, mas, pretensão e água benta...
Quem sou eu pra falar de Alex Atala?
Barriga cheia, mão lavada, pé na estrada e uma última browseada ligeira pelo mercado Santa Luzia antes de ir embora com a promessa de na próxima ponte aérea aterrissar diretamente no D.O.M de Alex Atala que acaba de ser premiado como o quinto melhor restaurante do mundo pela World’s 50 best restaurants, dá uma olhada lá http://www.domrestaurante.com.br
O Dalva e Dito estão no www.dalvaedito.com.br e a Mercearia do Frances no http://www.merceariadofrances.com.br/ com receitas do que comi, bo appétit!
terça-feira, 10 de maio de 2011
Dia 10 de maio é dia do cozinheiro!
O fogo foi um divisor de águas na vida dos homens, desde seu surgimento a vida se transformou radicalmente. Um mundo escuro se iluminou, nos invernos desabrochou o calor, e principalmente, o homem encontrou pouso, e com o pouso começaram plantação e criação e mudanças na dieta nômade.
Quando surgiram os cozinheiros propriamente ditos não se pode precisar exatamente, mas tem-se notícias de lautos banquetes servidos já na Mesopotâmia de 3000 a.C..
Desde sempre os cozinheiros usufruíram de grande importância e foram disputados por casas reais, dentre eles Antoine Câreme desfrutava de tanto prestigio que era possível medir o poder de uma casa por sua presença. Françoise Vatel foi também uma estrela senão um cometa que dominava a cozinha do rei sol na França.
Através dos tempos a comida vem retratando a sociedade, sua curiosidade, poder aquisitivo e a moda que circula nos centros gastronômicos mundiais, a cada quanto tempo novos ingredientes e novos chefs surgem com idéias diferentes às vezes formidavelmente inusitadas, como é hoje o caso dos chefs catalãos alguns liderados outros dissidentes de Ferran Adriá.
As escolas proliferam e vários países, antes donos de dieta insossa, hoje apresentam uma gastronomia reveladora com produtos basicamente locais.
Cozinha é uma arte, é verdade, mas são necessários muito esforço físico e paciência, “muita transpiração para temperar o pão”, no começo as cozinhas eram pura fuligem e utensílios extremamente pesados, cozinhava-se para no mínimo algumas dezenas de pessoas de uma mesma família, sem contar os dias festivos quando esse número se multiplicava. Lugar de mulher definitivamente não era nessas cozinhas, depois as coisas mudaram, mas isso já é uma outra estória... Segue uma receita pra gente comemorar as irmãs Tatin, bo appétit!
TATIN CLÁSSICA
Ingredientes para a massa:
250 gr de farinha de trigo
2/3 de xc de açúcar
130 gr de manteiga cortada em cubinhos
3 cls de sopa de água gelada
Ingredientes para o recheio:
1 xc de açúcar cristal
8 a 10 maçãs pequenas desossadas e sem casca, cortadas em 4 partes e fatiadas
4 cls de sopa de manteiga
Preparo da massa:
Com as pontas dos dedos misture a manteiga e a farinha e aos poucos adicione o açúcar até obter uma consistência de farofa fina. Adicione a água e continue misturando, até obter uma massa homogênea, faça uma bola, embrulhe em pano de algodão fino ligeiramente umedecido e deixe descansar na geladeira até o momento de utilizar.
Preparo do o recheio:
Use uma frigideira de inox que possa ir ao forno. Disponha o açúcar primeiro, e sobre ele as fatias de maçã e por cima delas cubinhos de manteiga. Cozinhe em fogo brando por 20/25 minutos ou até que tenha caramelizado. Apague o fogo e deixe esfriar.
Pré aqueça o forno, nível 180º.
Com rolo apropriado abra a massa num círculo do tamanho da frigideira e cubra as maçãs. Faça dois ou três pequenos furos no centro da massa para liberar o vapor durante a cocção. Leve para assar por 20/25 minutos ou até que a massa esteja dourada. Coloque uma travessa por cima da frigideira, vire a torta na travessa e deixe esfriar um pouco, sirva ainda morna.
Quando surgiram os cozinheiros propriamente ditos não se pode precisar exatamente, mas tem-se notícias de lautos banquetes servidos já na Mesopotâmia de 3000 a.C..
Desde sempre os cozinheiros usufruíram de grande importância e foram disputados por casas reais, dentre eles Antoine Câreme desfrutava de tanto prestigio que era possível medir o poder de uma casa por sua presença. Françoise Vatel foi também uma estrela senão um cometa que dominava a cozinha do rei sol na França.
Através dos tempos a comida vem retratando a sociedade, sua curiosidade, poder aquisitivo e a moda que circula nos centros gastronômicos mundiais, a cada quanto tempo novos ingredientes e novos chefs surgem com idéias diferentes às vezes formidavelmente inusitadas, como é hoje o caso dos chefs catalãos alguns liderados outros dissidentes de Ferran Adriá.
As escolas proliferam e vários países, antes donos de dieta insossa, hoje apresentam uma gastronomia reveladora com produtos basicamente locais.
Cozinha é uma arte, é verdade, mas são necessários muito esforço físico e paciência, “muita transpiração para temperar o pão”, no começo as cozinhas eram pura fuligem e utensílios extremamente pesados, cozinhava-se para no mínimo algumas dezenas de pessoas de uma mesma família, sem contar os dias festivos quando esse número se multiplicava. Lugar de mulher definitivamente não era nessas cozinhas, depois as coisas mudaram, mas isso já é uma outra estória... Segue uma receita pra gente comemorar as irmãs Tatin, bo appétit!
TATIN CLÁSSICA
Ingredientes para a massa:
250 gr de farinha de trigo
2/3 de xc de açúcar
130 gr de manteiga cortada em cubinhos
3 cls de sopa de água gelada
Ingredientes para o recheio:
1 xc de açúcar cristal
8 a 10 maçãs pequenas desossadas e sem casca, cortadas em 4 partes e fatiadas
4 cls de sopa de manteiga
Preparo da massa:
Com as pontas dos dedos misture a manteiga e a farinha e aos poucos adicione o açúcar até obter uma consistência de farofa fina. Adicione a água e continue misturando, até obter uma massa homogênea, faça uma bola, embrulhe em pano de algodão fino ligeiramente umedecido e deixe descansar na geladeira até o momento de utilizar.
Preparo do o recheio:
Use uma frigideira de inox que possa ir ao forno. Disponha o açúcar primeiro, e sobre ele as fatias de maçã e por cima delas cubinhos de manteiga. Cozinhe em fogo brando por 20/25 minutos ou até que tenha caramelizado. Apague o fogo e deixe esfriar.
Pré aqueça o forno, nível 180º.
Com rolo apropriado abra a massa num círculo do tamanho da frigideira e cubra as maçãs. Faça dois ou três pequenos furos no centro da massa para liberar o vapor durante a cocção. Leve para assar por 20/25 minutos ou até que a massa esteja dourada. Coloque uma travessa por cima da frigideira, vire a torta na travessa e deixe esfriar um pouco, sirva ainda morna.
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